quarta-feira, 30 de setembro de 2020

Peixota critica como gays agem nos aplicativos em nova música e videoclipe

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O uso de aplicativo para relacionamentos com grande presença do público LGBTQIA+ é sempre alvo de polêmica, sobretdo por se perceber ali muito preconceito e machismo entre os próprios LGBTs. Em aplicativos cujo uso é majoritariamente utilizado por homens gays cis e é muito comum encontrar perfis descritos com textos como "não curto afeminada", discursando sigilo e discrição como essenciais para se manter contato. É esse machismo estrutural que discrimina tudo que é ou soa "feminino" que o artista Peixota, aqui de Belo Horizonte, critica em sua nova e ótima música "Aplicativo", que já chegou com um tambem ótimo videoclipe em formato de animação. 

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Por meio do brega funk, trocadilhos e uma roupagem musical de humor e lirismo, a artista faz um alerta para problemas existentes dentro da própria bandeira, como a reprodução de relações heteronormativas e a hipersexualização dos corpos. "Além disso, falas racistas aparecem com frequência, justamente por muitos usuários buscarem um "padrão" (branco, magro e masculino)", aponta Peixota.

Todas as questões apontadas acima também estão sendo colocadas em pauta por meio de outros conteúdos nas redes da artista, como entrevistas e lives. A urgência do tema é latente, e a música, para Peixota, serve como um pontapé para abrir espaço de debate horizontal e potencial transformador.

Produzida pelo músico e produtor BAKA (Rosa Neon, Aíla, Velejante), Aplicativo foi masterizada por Felipe Tichauer (Christina Aguilera, J Balvin, Elza Soares) e o videoclipe de animação já está disponível no Youtube. O lançamento tem o apoio do selo MangoLab (Julio Secchin, Heavy Baile, Biltre).

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