domingo, 13 de setembro de 2020

Livro de crônicas aborda questões LGBT como a homofobia

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O jornalista e publicitário mineiro Gabriel Cadete, que atualmente mora em São Paulo, lançou o seu primeiro livro nesta semana: "Eu também existo quando não estou com tesão", no qual também aborda questões LGBT como a homofobia.

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O livro, que está disponível em formato ebook, é uma coletânea com 25 crônicas, ensaios e desabafos sobre amores, perdas, homofobia, cultura pop e religião.

O Muza bateu um papo excluZivo com o escritor de 32 anos, que é natural de Belo Horizonte, sobre o livro em si, referências e seu proesso criativo: "Nem tudo que eu faço eu faço porque sou gay, mas tudo que eu faço eu faço sendo um gay. Entende?", filosofa Gabriel Cadete sobre a literatura feita por um homem gay. Confira!

0 escritor Gabriel Cadete

MUZA - Sabemos que você tem um blog e que escreve textos há um tempo na interntet, mas há quanto tempo escreve crônicas? 

GABRIEL CADETE - Eu adoro escrever. Então, por isso eu já tive vários blogs. Sempre começava um novo quando sentia que precisava - e é legal hoje acessar meu blog adolescente e ver as coisas que eus escrevia na época, onde estava minha cabeça. Meu blog atual e que tenho a mais tempo, acho que desde 2014, é o Tradicionalmente.

É possível nos dizer quantas crônicas são sobre homofobia e se as mesmas são baseadas em experiências pessoais? 

Não falo sobre nenhum episódio pessoal de homofobia, mas falo muito sobre a heteronormatividade da nossa sociedade, que traz a homofobia de forma naturalizada em várias esferas, como no futebol e nas religiões.

A temática LGBT permeia as outras crônicas? 

Acho que permeia tudo que escrevo pois meu olhar de mundo é esse, né? Nem tudo que eu faço eu faço porque sou gay, mas tudo que eu faço eu faço sendo um gay. Entende?

Por que decidiu lançar o livro? Qual foi a inspiração? 

Quando você escreve na internet e nas horas livres, como é o meu caso, cada texto sai sobre um assunto e alcança pessoas diferentes, você não tem frequência de postagem e, consequentemente, não tem tempo de mostrar. Então, eu decidi juntar alguns dos meus textos favoritos, especialmente os que falavam de questões LGBT+, e colocar num livro.

Ele foi escrito durante a quarentena? Todas crônicas são inéditas? 

Não, nenhuma é inédita, todas já tinham sido publicadas online antes. Elas estavam espalhadas e desatualizadas. Eu revisei os textos, mudando algumas coisas e adicionando novas ideias - pois vi que mudei várias opiniões sobre certos assuntos do dia que escrevi o texto até aqui. Tem texto de 2007 ali, por exemplo (!)

Eu adorei o título. É o título de alguma crônica... ? Como você chegou nele?

Vem do meu texto mais lido na internet, que na verdade se chama “Eu também existo quando você não está com tesão ou solitário”, ele tá no livro.

Você pode adquirir o livro "Eu também existo quando não estou com tesão", do Gabriel Cadete, clicando aqui.

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