sexta-feira, 31 de julho de 2020

Após 8 anos, Alanis Morissette lança novo disco

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Finalmente! Alanis Morissette lançou hoje o aguardado novo disco "Such Pretty Forks In The Road". Esse é o primeiro disco da cantora e compositora canadense em 8 anos. O último foi "Havoc And Bright Lights" de 2012. Isso mesmo!

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Antes do lançamento, Alanis já havia divulgado 4 das 11 faixas que compõe o disco: "Reasons I Drink", "Smilling", "Diagnosis" e "Reckoning". O lançamento inicialmente seria em maio, mas em razão à pandemia foi adiado. 

Neste trabalho, Alanis buscou novas parcerias. As letras são sempre dela. As músicas foram em parceria com Michael Farrell e a produção ficou a cargo de duas mulhres: Alex Hope e Catherine Marks.

Para divulgar o novo disco, Alanis fez uma performance online super fofa ao lado da filha Onyx, de 4 anos, no programa do Jimmy Fallon nos Estados Unidos. Na apresentação, ela cantou a inédita "Ablaze" que fala justamente sobre maternidade. Alanis é mãe de três filhos. Inclusive, esse é um dos motivos da cantora ter demorado tanto para lançar um novo material. Seu filho mais novo nasceu há menos de um ano. 

Crítica

Ao ouvir o disco a gente pensa: "Por que Alanis demorou tanto?". Afinal, tudo o que é característico da cantora e compositora canadense está presente em Such Pretty Forks In The Road: voz forte e bonita, composições honestas e boas melodias. Entretanto, ouvindo com mais atenção entendemos que Alanis retrata ali as angústicas, incluindo doenças mentais e vícios ("Reasons I Drink", "Diagnosis"), que afligem mulheres e homens de meia idade ("Pedestal"). Alanis está com 46 anos, é mãe de 3 filhos e já teve altos e baixos na carreira, mas qualquer um que passou dos 30 pode se identificar com muitas das questões ali apresentadas. Afinal, ela não é mais a jovem raivosa do clássico Jagged Little Pill, mas uma mulher madura e com suas próprias questões. Neste contexto, entendemos que são assuntos delicados e que Alanis, assim como qualquer outra pessoa, precisava do seu tempo para se entender melhor e, aí sim, compartilhar com o público. Entretanto, apesar de ser um disco profundo a produção final compromete o resultado de alguma forma e não parece fazer jus à intensidade dos temas ali apresentados. O disco de maneira geral soa diferente dos últimos trabalhos da Alanis, o que é bem interessante. Em alguns momentos o rock mais pesado (flerte com Heavy Metal?) e experimental ganham vida, como em "Losing The Plot" e "Nemesis", além de várias baladas em que a voz da Alanis é sempre um trunfo, como em "Her".  Nota: 7 






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