quinta-feira, 21 de maio de 2020

Lana Del Rey anuncia novo disco em post polêmico

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Lana Del Rey não para. Há menos de um ano ela lançou o elogiadíssimo "Norman Fucking Rockwell" e o sucessor já tem data de lançamento, ainda para 2020. 

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Por meio das redes sociais Lana anunciou que o novo trabalho será lançado no dia 5 de Setembro. O nome deverá ser "White Hot Forever", segundo rumores. Lana também revelou que dois livros de poesias também serão lançados. 

A divulgação dos novos projetos não foi feita de maneira casual. Lana informou as novidades em um textão, no qual se manifestou sobre as constantes críticas que vem recebendo ao longo da carreira por suas músicas glamorizarem o absuso contra às mulheres e os relacionamentos abusivos. 

O ponto de partida da indignação de Lana foi o sucesso recente de músicas de Doja Cat, Ariana Grande, Camila Cabello, Cardi B, Kehlani, Nick Minaj e Beyoncé. Para Lana, as músicas possuem semelhanças temáticas com o que ela canta em suas músicas. 

Abaixo, o post traduzido na íntegra, via Popline



"Pergunta para a cultura:

Agora que Doja Cat, Ariana, Camila, Cardi B, Kehlani e Nicki Minaj e Beyoncé tiveram primeiros lugares com músicas sobre ser sexy, não usar roupas, transar, trair etc – eu posso voltar a cantar sobre ser representativa, sentir-se bonita por estar apaixonada mesmo se o relacionamento não é perfeito, ou sobre dançar por dinheiro – ou o que eu quiser falar – sem ser crucificada ou dizer que eu estou glamorizando o abuso???

Eu estou cansada de compositoras mulheres e cantoras alternativas dizendo que eu glamorizo o abuso quando na realidade eu sou apenas uma pessoa glamourosa cantando sobre as realidades do que todos nós estamos agora vendo que são relacionamentos abusivos predominantemente emocionais em todo o mundo.

Com todos os tópicos que as mulheres estão finalmente permitidas para explorar eu quero apenas dizer que nos últimos dez anos eu acho patético que minha pequena exploração lírica detalhando meus papeis às vezes submissos ou passivos em meus relacionamentos frequentemente fez pessoas dizerem que eu atrasei as mulheres centenas de anos.

Vamos deixar claro, eu não sou não feminista – mas tem que haver um lugar no feminismo para mulheres que parecem e agem como eu – o tipo de mulher que diz não mas os homens ouvem sim – o tipo de mulher que é censurada sem piedade por ser autênticas e delicadas. O tipo de mulheres que têm suas próprias histórias e vozes arrancadas delas por mulheres mais fortes ou por homens que odeias mulheres.

Eu tenho sido honesta e otimista sobre os relacionamento desafiantes que eu tive.

Notícia! É exatamente assim para muitas mulheres.

E infelizmente essa foi minha experiência até o momento que esses álbuns foram feitos. Então eu quero apenas dizer que tem sido já dez anos de reviews escrotas até recentemente e eu aprendi muito com elas.

Mas eu também sinto que isso realmente abriu o caminho para outras mulheres para parar de ‘colocar um rosto feliz’ e apenas poder falar o que elas quisessem em suas músicas – diferente de minha experiência que se eu expressasse uma nota de tristeza em meus primeiros dois álbuns eu seria taxada literalmente de histérica apesar de isso ser literalmente os anos 1920.

De qualquer forma, nada disso tem a ver com muita coisa mas…

Eu irei detalhar um pouco dos meus sentimentos nos meus próximos dois livros de poesia (principalmente no segundo) com Simon e Schuster. Sim eu ainda estou fazendo reparações pessoais com os lucros dos livros indo para fundações Nativo Americanas o que me deixa muito feliz. E eu tenho certeza que terá tons do que eu estive ponderando em meu novo álbum que será lançado no dia 5 de setembro.

Obrigada por ler

Feliz quarentena".

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