quinta-feira, 28 de maio de 2020

Artistas LGBT: o cantor Rafael Luiz

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O Muza segue divulgando a cena LGBT local e nacional. Desta vez, o cantor Rafael Luiz, aqui de BH, e seus três videoperformances. 

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Três videoperformances compõem a primeira etapa da estreia do cantor Rafael Luiz. Neste projeto, Rafael aborda sentimentos que atravessam a vida nos grandes centros urbanos, como a melancolia, a desconexão, a apatia e a busca por identidade. Denominado Insone, o trabalho passa por diferentes formatos, mas tem a música como fio condutor. A série de vídeos está disponível no canal do artista no Youtube.

Quando as videoperformances de 20 anos blues, Beco dos baleiros e Três da madrugada foram filmadas, entre novembro e dezembro de 2018, ainda não havia nem sinal de pandemia pelo mundo. No entanto, os sentimentos de solidão, melancolia e desconexão já estavam há muito na mente do artista. “O cenário noturno da cidade sempre me fascinou, especialmente o cenário da madrugada, fora do bar e da festa. Você passa pela rua e vê uma pessoa passando, vê uma janela acesa. O que se passa na vida das pessoas que estão acordadas na madrugada, vagando?”, relata.

Essa existência silenciosa sempre interessou Rafael e acabou por se transformar na força motivadora de seu trabalho de estreia como cantor. A partir dessa imagem, começou a refletir sobre como a sobrevivência na metrópole carrega alguns sentimentos: “a melancolia, a desconexão, esse movimento de perder e achar identidade; de não saber direito onde pertence; de estar sozinho no meio da multidão. São todos sentimentos que eu tenho e que, penso, são comuns a tanta gente”, conta. 

Intérprete

Tendo sempre em mente essas figuras que são um denominador comum na vida da cidade, Rafael recorreu ao vasto universo de canções da música brasileira para encontrar as obras que evocavam este sentimento. Além das três escolhidas para as performances, há também outras que estarão no EP, com lançamento marcado para 15 de maio em todas as plataformas. Outras, que ficaram de fora dos vídeos e do EP, estarão no show. “O nosso cancioneiro está cheio de trabalhos cujo elemento em comum é o diálogo com a fragilidade afetiva, emocional e psicológica causada pela vida adulta urbana”, completa.

“Eu sempre achei no cancioneiro brasileiro tudo o que eu queria dizer”, responde Rafael sobre a sua intenção de se posicionar como intérprete. “Desde criança sempre fui muito atraído pelo trabalho de intérpretes da música brasileira, a começar pela minha paixão pela Bethânia. Penso também em Elis, Gal, Ney e tantos outros que, no trabalho do intérprete, conseguem esmiuçar a canção e fazer daquelas palavras a sua própria expressão”.

Lançados em abril, os vídeos de 20 anos blues, Beco dos Baleiros e Três da Madrugada foram filmados no fim de 2018 ao longo de três madrugadas em diversos espaços de Belo Horizonte. Os vídeos têm captação, filmagem e edição de Marina Meira, direção cênica de Gabriela Luque e produção de Danielle Pinto. 

Sobre o artista

Desde criança, Rafael Luiz sempre foi fascinado pela música e pelo canto. Cantou em corais, estudou canto lírico e piano clássico. Em 2014, ao lado do cantor Vinicius Luiz, criou o projeto Na Lama Com Bethânia, dedicado ao repertório de fossa da cantora baiana. Formado em Direito, trabalha como advogado em horário comercial. Fora do escritório, continua estudando canto e lança Insone, seu primeiro EP de achados da música brasileira.







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