quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Acontece hoje a inauguração da exposição da Academia Transliterária

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Foto: Bárbara Macedo

Hoje, 16 de janeiro, quinta-feira, será realizada a inauguração da exposição "Trajetória Viva" da Academia Transliterária, que é um coletivo de artistas para difusão e protagonismo da arte/cultura T e periférica.

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A exposição "Trajetória Viva" percorre os três anos de atuação do coletivo Academia Transliterária. O coletivo, composto por artistas da população T (travestis, transsexuais e transgêneros), e pessoas cisgêneras próximas à pauta, investiga estratégias, estéticas e linguagens artísticas para difusão e protagonismo da arte/cultura T e periférica. Durante esses três anos, realizou diversas ações pela cidade e em outros estados. Os registros dessa trajetória viva e resistente irão compor a exposição, que tem curadoria de Bárbara Macedo. 

A curadora, que participou da Academia entre 2016 e 2018, conta que o processo curatorial envolve não apenas uma organização de pensamento em tudo que permeia o trabalho, mas também muito afeto. “Fazer a curadoria da Trajetória Viva vem como algo transformador e com marcos bastantes interessantes. Primeiro, por ser minha primeira curadoria; segundo, por ser realizada no mês da visibilidade trans; e terceiro, por surgir de um coletivo majoritariamente trans do qual eu fiz parte. Então, esse trabalho envolve muitos simbolismos e significados para mim”, comenta. 

Visibilidade Trans

Janeiro é tido como o mês da visibilidade trans e a exposição Trajetória Viva fala, especialmente, sobre visibilidade afetiva, feita por e para a comunidade T. É necessário saber que travestis, transexuais e transgêneros estão vivos, produzindo pensamento, cultura e arte. 

Segundo Bárbara, a importância da exposição está em justamente ser realizada no mês da visibilidade trans. “Eu acho que esse trabalho é uma maneira de quebrar o pensamento hegemônico de que não fazemos nada. A gente ocupa este lugar da arte e aquele velho argumento de que não tem gente para fazer cai por terra”, afirma. Para a curadora, o mês da visibilidade trans não é só para ficar na cartilha sobre a mesa de centro de saúde. É preciso chegar em outros espaços. “O centro de saúde é importante? Sim. Mas a arte é ainda mais e eu acredito nisso”, ressalta Bárbara.

Sobre a Academia Transliterária

Coletivo de artistas da população T(travestis, transsexuais e transgêneros), e pessoas Cisgêneras próximas à pauta, que investiga estratégias, estéticas e linguagens artísticas para difusão e protagonismo da arte/cultura T e periférica. 

Serviço
Exposição Trajetória Viva da Aacademia Transliterária 
Período: de 16 de janeiro a 2 de fevereiro
Horários:
quarta e quinta, das 18h às 2h
sexta e sábado, das 19h às 3h
domingo, das 15h às 23h
Local: Yanã Bar (rua Niquelina, 765, Santa Efigênia)
Entrada: gratuita. 

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Foto: Pedro Vaz

Foto: Bárbara Macedo