sábado, 7 de setembro de 2019

[ATUALIZADO] Infelizmente, a Parada LGBT do Aglomerado da Serra não aconteceu

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Estava previsto para hoje, sábado, 7 de setembro, a Parada LGBTQI+ da Serra ou melhor do Aglomerado da Serra, considerada a maior favela do estado de Minas Gerais e uma das maiores do Brasil. Infelizmente o evento não aconteceu. 

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No evento oficial criado no Facebook não há ainda um explicação oficial para o cancelamento, mas segundo matéria do portal BHAZ, a Parada foi embargada pela Polícia Militar.

Segundo a reportagem, apesar dos "organizadores tenham apresentado documentos com liberações assinadas pela BHTrans e pelo Batalhão de Trânsito da própria PM, o tenente Antônio Vieira, que comandou a intervenção na comunidade, disse ao BHAZ que a manifestação não poderia ser realizada. ´O Batalhão de Trânsito autorizou, o da Serra, não´, concluiu".

Ainda de acordo com a reportagem, pessoas presentes, inclusive com conhecimento em Direito não viram sentindo na proibição ou embargo da Parada. Elas alegaram preconceito e segregação social. O Muza lamenta o ocorrido. 

ATUALIZAÇÃO:  segundo o site Midia Ninja, abaixo é a Nota da Organização da Parada LGBTQI da Serra:

A Organização da Parada LGBTQI da Serra vem por meio desta se manifestar contra a violação do direito de livre manifestação.

A Organização solicitou à Prefeitura de BH, a PM MG e ao CBMG as devidas autorizações para a realização do evento, nos termos e prazos estabelecidos pela legislação.

Apesar da solicitação ter sido efetuada com muita antecedência, a PM MG, de última hora, indeferiu o pedido.
A PM MG alegou que o indeferimento teria sido de decisão da PBH e está afirmou o contrário.

Solidariamente, o SindRede BH, Sindicato das Educadoras/és da rede pública municipal de BH, cedeu seu carro de som e fez a solicitação do evento novamente.

Hoje, na hora de início da concentração, a PM MG não autorizou o evento, apesar de se tratar do exercício de livre manifestação que, conforme a Constituição Federal, independe de autorização, bastando comunicação prévia.

Esse fato ocorre em território periférico, o que demonstra que o Estado NEGA direitos humanos e o faz por adotar uma política racista, LGBTfobica.


Na próxima semana, a Organização vai solicitar nova autorização e tão logo soubermos divulgaremos novamente.

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