quarta-feira, 31 de julho de 2019

ONG que trabalha com educação de travestis e transexuais em Belo Horizonte pode acabar

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A Transvest é uma ONG voltada para a educação de travestis e transexuais de Belo Horizonte ou que estejam em BH, já foi notícia aqui no Muza diversas vezes pelo trabalho que realiza. Infelizmente, desta vez, a notícia não é boa: a ONG pode acabar ou “fechar as portas” se não conseguir o valor financeiro que precisa para manter e dar continuidade ao trabalho que realiza. 

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A maniera possível para arrecadar o dinheio necessário é por meio de um financiamento coletivo online. Você pode saber mais e como ajudar clicando aqui. As contribuiç~eos começam a partir de $10 e tudo muito bem explicado. Por exemplo, com $10 por mês a ONG informa que "Você está investindo em parte da passagem ou odo lanche de uma aluna! Muito obrigade"”. 

Abaixo o comunicado oficial da Transvest na íntegra:

“Não queríamos de forma alguma dar essa notícia. 
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Foram 4 anos de muito trabalho e empenho por parte de todos es voluntaries da ONG. Acreditamos que conseguimos mudar a vida de muitas pessoas trans em BH e região. Muitas mulheres e muitos homens trans passaram por nossa casa e constituem nossa família desde sempre. Muitas pessoas trans em universidades, empregos, universo artístico, fazendo sucesso por aí! 
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Damos aulas regulares de supletivo e pré-vestibular diariamente, com turmas cheias. Oficinas profissionalizantes e artísticas também mensalmente. As passagens e alimentação são por nossa conta. No abrigo, tínhamos uma casa 100% gratuita e a única exigência era que es moradores frequentassem as aulas. 
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No meio de tanta coisa, tanta luta, tantas ameaças (até contra a vida de alunes e voluntaries) continuamos resistentes. Mesmo com um país violento e assassino contra pessoas LGBT (agora mais ainda com a maioria dos governantes LGBTfóbicos) e mesmo com o medo tomando conta do nosso cotidiano (agora ainda mais), estivemos sempre de peito aberto. 
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Nosso trabalho tem gastos, tem demandas e tem necessidades. Com nossa renda atual não conseguimos dar as aulas, pagar as dívidas e manter nosso trabalho. Com nossa renda atual, não podemos continuar com nosso abrigo (que abraçava pessoas trans em situação de rua). Com nossa renda atual, não dá. 
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Mesmo com todos as pessoas que trabalham na ONG sendo voluntárias. E todas dando seu amor, tempo e trabalho pela ONG. 
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Estamos nas chances de acabar se não atingirmos, pelo menos, a nossa primeira meta do financiamento coletivo que é de 12.000 reais mensais. E mesmo com essa meta não conseguimos ter a nossa tão sonhada casa novamente. 
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Queremos voltar pra casa, voltar pra sala de aula, voltar pra luta. Sem a ajuda financeira, não poderemos prosseguir no nosso trabalho e vamos fechar as portas.
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Precisamos de ajuda”.


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