sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Conheça o relatório completo sobre o público da Parada do Orgulho LGBT de Belo Horizonte

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Qual o perfil do público que participa da Parada do Orgulho LGBT de Belo Horizonte? Para responder essa pergunta com a devida profundidade o Diverso UFMG, programa de extensão da Faculdade de Direito e Ciências do Estado da Universidade Federal de Minas Gerais , realizou uma  pesquisa com participantes da 20ª edição, que aconteceu em 2017. Também foi realizada uma outra pesquisa com os participantes de 2016, assim como, com a de 2018 que está processo de conclusão. 

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Para o relatório divulgado, referente à 20ª Parada do Orgulho LGBT de BH em 2017, foram aplicados 494 questionários para um público total estimado de 80 mil pessoas. Os responsáveis explicam que “efetivamente foram respondidos 425 questionários na técnica de amostragem aleatória simples, admitindo um erro padrão de 5% e um grau de confiabilidade de 95%. A aplicação dos questionários foi feita pessoalmente por pesquisadores do Diverso UFMG”.

Abaixo, o Muza destaca alguns dos dados levantados. 

Faixa etária
20%Entre 25 e 30 anos (20%), 
seguido de abaixo de 18 anos (12%) 
e de 31 a 40 (11,8%).

Cidade de Origem 
Belo Horizonte (62,6%) 
Região Metropolitana (24,5%)

Turistas
74,5%  a maioria veio de outras cidades de Minas Gerais 
10,9% vieram de São Paulo e Rio de Janeiro.

Identidade de gênero
87,8% Cisgênero (pessoas que se identificam com o gênero igual ao sexo de nascimento. Dentre essa população, foram registradas 41,6% de mulheres e 46,1% de homens).

Orientação sexual 
52,5% homossexual ( gay – 35,3% e lésbica – 17,2%)
21,9% bissexuais. 
18,6% heterossexuais. 

Raça
54% negra (sendo 45,8% pardos e 18,6% preto). 
39,3% branca. 

Renda familiar 
20,7% - faixa de dois salários mínimos
19,5% - dois e três salários mínimos 
19,3% - três a cinco salários mínimos 

Escolaridade 
31,8% - superior incompleto
25% - ensino médio completo ou ensino técnico
18,1% - ensino superior completo

LGBTfobia em casa e na escola 

-  49,6% já sofreram ou presenciaram algum tipo de violência na escola motivada pela identidade de gênero ou orientação sexual.
-  48,9% das pessoas que participaram da pesquisa responderam que já sofreram ou presenciaram atitudes violentas de seus familiares.

Curiosidade
Quase metade do Público da Parada do Orgulho LGBT foi ao evento em Belo Horizonte pela primeira vez em 2017, somando 47%. Outros 51,3% já tinham participado do evento.

Outro dado curioso apontado na pesquisa, é sobre a motivação das pessoas irem à Parada, o que com os dados levantados podemos perceber, que apesar do que muitos gostam de dizer, estar lá é mais do que curtição:

A maior parte das e dos entrevistados disse ter ido ao evento em apoio à causa LGBT (44,5%). A segunda opção com mais número de respostas foi o pertencimento ao grupo LGBT (23,21%). Quase 21% das pessoas foram ao evento buscando diversão.

Nesta edição do relatório, as particularidades da população transexual e travesti foram tratadas num bloco específico, que abordou informações relacionadas a saúde, educação, família, trabalho, violência e segurança pública desse grupo. Apenas 5,2% das(os) participantes se declaram como transgênero – pessoas que não se identificam com o gênero igual ao sexo de nascimento. Sendo Homem Trans (2,8%), Mulher Trans (1,6%), e Travesti (0,9%).

Ao todo, o relatório possui 58 páginas que você pode acessar na íntegra clicando aqui.  

O relatório tem como autoras Gabriela Dantas Rubal, Sabrina Carozzi Bandeira e Suzani Martins Ribeiro; com coordenação acadêmica de Pedro Augusto Gravatá Nicoli e Marcelo Maciel Ramos. O projeto gráfico e diagramação são de Sabrina Carozzi Bandeira. A coordenação geral da pesquisa ficou a cargo do Observatório do Turismo de Belo Horizonte, Diverso UFMG e do Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual de Minas Gerais – Cellos MG.