quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Começa hoje o Festival TransArte, evento LGBT no Rio de Janeiro, que tem o apoio do Muza

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É com muita satisfação que o Muza informa que é apoiador do evento Festival TransArte, que começa hoje no Rio de Janeiro e segue até domingo

O Festival Transarte, foi um dos destaques da cena LGBT de Belo Horizonte em 2017, e neste ano de 2018 realiza sua terceira edição nos dias 6,7,8 e 9 de dezembro no Rio de Janeiro.

A edição 2018 do Festival vai trazer olhares de pessoas trans de variados lugares, trazendo as ligações e mobilizações em comum dos territórios e suas diferenças, colocando suas próprias vozes, potência e realidade.

O evento tem participação internacional dos Diretores da cia teatral Rhum and Clay Company, o artista Kit Redstone, o grupo Transacting, a professora Catherine Macnamarra da universidade de teatro de Londres, além de outras atividades como exposições, espetáculo teatral, simpósio, concurso e desfile.

Sobre o Festival Transarte

O Festival Transarte 2018 é um festival multilinguagem que aborda as questões de gênero e sexualidade com foco principalmente na questão da transexualidade. Ele acontece entre os dias 06 e 09 de Dezembro no Espaço Despina, na rua do Senado 271 no Centro do Rio de Janeiro, com uma programação que reúne exposição, filmes, espetáculos teatrais, performance e apresentações musicais.

Nos anos de 2016 e 2017 o Festival realizou sua primeira e segunda edição nas cidades do Rio de Janeiro, com o patrocínio da Secretaria Municipal de Cultura, e de Belo Horizonte com patrocínio do edital de ocupação da Funarte. Nas duas últimas edições reuniu mais de 100 grupos e 200 artistas da cena LGBTQ+. 

Este ano, em sua terceira edição, retorna ao Rio de Janeiro, com patrocínio do Fundo Elas e do Programa Pontes da OI, compondo uma ficha técnica de 80% de pessoas trans.


Confira abaixo a programação completa e gratuita

DIA 01 - 06/12 (Quinta-Feira)
17h - Exposição Transolhar (fica aberta a visitação durante todo o Festival)
18h - Mostra de Curtas
19h - Exibição: Br 3 e TransBaixada
20h - Espetáculo: “Monstro, Prostituta, Bichinha - Os Sonhos de Waldirene”
21h - Special Set Pamela Beli

Dia 02 - 07/12 (Sexta-Feira)
17h - Exposição Transolhar (fica aberta a visitação durante todo o Festival)
18h - Mostra Multilinguas
19h - Show Solo com Kaique Theodoro
20h - Show Solo com Natalia Carrera

Dia 03 - 08/12 (Sábado)
17h - Exposição Transolhar (fica aberta a visitação durante todo o Festival)
18h - Mostra de Curtas
19:00h - Exibição: Jéssika
20h - Espetáculo Bird
21h - Special Set Pamela Beli

Dia 04 - 09/12 (Domingo)
17h - Exposição Transolhar (fica aberta a visitação durante todo o Festival)
17:30 -Mesa sobre Representatividade: Kit + Dandara + Juhlia
18:30 - Exibição: Preciso Dizer que Te Amo
20h - Espetáculo da Residência Artística TransArte Rio x Londres
21h - Special Set Pamela Beli


Sobre hoje, o dia de estreia do Projeto Transarte

Hoje tem a abertura da Projeção TransOlhar! A exibição construirá uma narrativa de demonstrar a vivência transvestigênera brasileira.

Teremos os trabalhos de quatro artistxs:

▶ Bernardo de Castro Gomes (RJ)
ENQUANTO NÃO NOS MATAM SOMOS LIVRES E FELIZES.TRAVESTIS E TRANSEXUAIS NEGRES.

Trilha da Urca
Travestis e transexuais negrxs são invisibilizados e silenciados o tempo todo.
Por isso dedico o meu trabalho em registrar os momentos felizes destas pessoas e meus.

Bernardo De Castro Gomes.
Ativista por um mundo inclusivo para travestis e transexuais negrxs.
Fundador do coletivo Olhartransnegro.

▶ Lua Lucas (SP)
Lua Lucas Travesty carioca de Jacarepaguá erradicada em São Paulo, formada pela vida e pela rua mais do que pela academia, passou pro Teatro Oficina, brincou na cia XIX hoje reside e trabalha na Cidade Tiradentes e faz parte do Núcleo Teatral Filhos da Dita. É transArtivista, PutAtivista lésbica, está em luta eterna com a branquitude normativa, a colonialidade agressiva e a opressão do Cistema heteroCapitalista! Esperando de verdade que um dia a tigresa possa mais do que o leão!

Meus processos artísticos não são separados, teatro, performance, fotografia, tudo junto, muitas vezes são um só. Trago a estética precária pros meus trabalhos por que como travesty resido a marginalidade e uso isso ao meu favor. Sem condições de ter uma câmera profissional dou meus pulos com o celular e não tombo pra normatividade dizendo de qualidade em pixels, trago a qualidade do olhar atento, do desejo pulsante, das impressões e expressões artísticas mais orgânicas e afetuosas! Essas fotos são o reflexo do tesão de fotografar manas amadas em pulsante empoderamento do sua corporiedade, das suas vivências e da sua estética!

▶ Max Ruan
Artista, 20 anos, graduando em Licenciatura em Artes Visuais, transexual, bissexual, poeta.

Corpo marginalizado, aprendendo a expulsar as toxidades de masculinidades da minha identidade, corpo resistente e potente, gritando pelas nossas liberdades e trocando afeto pela rua.

▶ Pietro Costa (SC)
Essa sequência de fotos marcam minha chegada na cidade de Florianópolis e os movimentos que fiz para estar entre as redes de apoio e afeto na ilha.

Bio : Fluidez viva é um projeto audiovisual que busca encontros de korporalidades não codificadas pelo cis - tema heterocapitalista . Estas que não cabem na caixa e subvertem a ordem na luta diária pela reexistência.
De forma koletiva ou individual, os registros são criados para visibilizar e simbolizar memórias de vivências das monxtras, estranhxs, transbordantes, precárias recicleres e beeshas afetadas que atravessam territórios e se juntam para combater as políticas hegemônicas de sexualidade e gênero.
Korpxs dissidentes, ingovernáveis, vivos em pleno mar morto.
por Pietro Costa