sábado, 6 de outubro de 2018

Especial Eleições 2018 - Patrus Ananias candidato a deputado federal

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No próximo domingo, 7 de outubro acontecem as eleições 2018 no Brasil.  O Muza está atento e para ajudar este importante momento democrático irá compartilhar com vocês os candidat@s de Minas Gerais que são LGBT ou estão  relacionados às questões LGBT. Para isso, fizemos um questionário no qual os mesmos foram convidados a responder e que você confere abaixo, na íntegra. 

Caso seja candidat@ e também queira participar desta ação do Muza, é só entrar em contato conosco pelo email contato@muza.com.br 

O Muza ressalta que é um site apartidário. Lembramos também que as eleições 2018 irão eleger President@ e vice-president@, senador@, governador@, deputad@s federais e estaduais.

Desta vez, nesta ação do Muza Especial Eleições 2018, conversamos Patrus Ananias, renomada figura política mineira, que é candidato a deputado federal:

Quem: Patrus Ananias
Concorre a: deputado federal  
Partido: PT
Número: 1333
Facebook oficial: Patrus Ananias  


Muza - Por que a pauta LGBT lhe interessa quanto político/a/e?
Patrus Ananias - Podemos tratar realmente a população LGBTI como pauta? Eu tenho aprendido muito estando em contato com as pessoas LGBTI e com grupos deste segmento da sociedade, sobretudo graças ao mandato do Vereador Pedro Patrus, que de longa data é compromissado com esta causa. Com eles aprendi que não se trata de uma pauta, mas de uma população LGBTI. São PESSOAS, que trazem nos seus corpos, subjetividade e existência as marcas da opressão, da violência, da discriminação e que hoje estão vivendo um clima de ódio ainda mais severo com o avanço reacionário que estamos assistindo no Brasil. Essas pessoas têm, sim, pautas, que precisam ganhar visibilidade, espaço e respeito; que precisam ser debatidas com seriedade e sem preconceitos. Mesmo o movimento LGBTI existindo há mais de 40 anos e tendo passado por vários processos de mudança, ainda tem dificuldade de aprovar projetos importantes que, antes de favorecê-los individualmente, propõem a lógica da participação social e formação democrática. Em relação às políticas públicas, foi no governo Lula, a partir de 2002, que a pauta ganhou contornos de cidadania e de direitos humanos. É nessa discussão sobre cidadania LGBTI que estamos hoje, na qual me insiro como alguém compromissado com políticas públicas de igualdade, promoção de cidadania e afirmação de que todo tipo de preconceito e discriminação é prejudicial à sociedade e deve ser combatido. O meu compromisso não é somente fazer política para a população LGBTI, mas fazer políticas públicas COM estas pessoas.

Qual sua relação com os LGBT?
Sempre tive relação de construção com a base, de forma transparente e honesta. Trabalhei com as pautas sociais, de trabalhadores, das minorias e dos marginalizados. Isso me coloca em contato com vários movimentos sociais que lutam por uma sociedade mais justa e menos desigual. Atuei ativamente na Comissão de Direitos Humanos do Congresso onde em diversos momentos foram debatidos temas importantes para a população LGBTI. Mas, como lhe disse, foram o contato com lideranças, movimentos sociais e conversas com o meu filho, o vereador de Belo horizonte Pedro Patrus, que tem sempre pautado em seu mandato os temas LGBTI, que me chamaram ainda mais a atenção para compreender as violações à que é submetida essa população e me comprometer como parceiro na luta por cidadania LGBTI, sem negar em nenhum momento o que é mais valioso para mim na construção democrática: a base. Por isso reafirmo que o mais importante é estreitar ainda mais os laços de afeto e responsabilidade com as pessoas LGBTI para construirmos JUNTOS propostas que melhorem a vida de todas e todos.

Por que acredita que a representatividade LGBT é importante na política?
A Câmara dos Deputados deveria ser o reflexo da pluralidade de discursos e ideias existente na sociedade brasileira. Porém, infelizmente, há um grande grupo homogêneo que defende apenas o interesse do capital e que nega cidadania às minorias e aos marginalizados. Por isso a população LGBTI precisa de parlamentares que vocalizem suas demandas e sejam incansáveis na luta por igualdade. E para seguir com a minha proposta de trabalhar COM a população LGBTI é necessária a construção coletiva e o diálogo constante entre representante e representados para efetivar o significado de representação na nossa democracia; escolhermos quem é capaz de representar nossas ideias e discursos e atuar de maneira a construirmos juntos, de fato, o brasil que sonhamos.

Qual sua proposta/ação com foco LGBT caso eleito?

•Conjuntura Nacional
Atuar pela Revogação da EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 95, DE 2016 e da Reforma Trabalhista

• Criminalização da LGBTIfobia
-Articular e apoiar as discussões sobre a proteção da população LGBTI por meio da  criminalização dos atos discriminatórios e violentos contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e intersexo. 
-Articular e atuar para aprovação do PL 7582/2014, de autoria da deputada Maria do Rosário (PT-RS) define os crimes de ódio e intolerância e estabelece mecanismos para preveni-los
-Articular e atuar pela aprovação da Lei Dandara (PL nº 7292/2017) da deputada Federal Luizianne Lins (PT – CE), que transforma o assassinato de pessoas LGBTI (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) em crime hediondo (ou seja, que prevê punições mais severas para estes crimes)
- Articular e votar contra projetos que firam os direitos e a cidadania da população LGBTI

•Defesa do Estatuto da Diversidade
-Apoiar  e monitorar a tramitação do projeto da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (PLS 134/2018) que prevê o Estatuto da Diversidade Sexual e de Gênero e define punições legais em caso de preconceito e intolerância em razão da sexualidade;

•Defesa do Nome social e identidade de gênero
-Articular e atuar pela aprovação da Lei João Nery (PLC 5002/2013), dos deputados Jean Wyllys (PSol-RJ) e Erika Kokay (PT-DF), que facilita a mudança de nome e gênero sem que seja necessário recorrer à justiça e prevê que tratamentos a pessoas trans deverão ser oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). 
-Articular e participar de frente parlamentar  mista pelos direitos humanos e cidadania LGBTI que agregue os apoiadores/as e defensores/as da cidadania LGBTI. 
- Ser um canal de denúncia da violência LGBTIfóbia, bem como realizar eventos, seminários, audiências públicas para debater a promoção da cidadania das pessoas LGBTI.

Sistema Nacional de Promoção de Direitos e Enfrentamento à Violência contra Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (Sistema Nacional LGBT)
-Apoiar e atuar em favor do fortalecimento do Sistema Nacional LGBT
•legalização do casamento LGBT e a adoção por casais LGBT.
-Propor, apoiar, trabalhar e votar para constitucionalizar o casamento civil igualitário. 
•Política pública e orçamento federal
-Garantir rubricas específicas no orçamento da união para atendimento às demandas da comunidade LGBT.