sábado, 6 de outubro de 2018

Especial Eleições 2018 - Conheça Sara Azevedo candidata a co-governadora de MG

Loading

No próximo domingo, 7 de outubro acontecem as eleições 2018 no Brasil.  O Muza está atento e para ajudar este importante momento democrático irá compartilhar com vocês os candidat@s de Minas Gerais que são LGBT ou estão  relacionados às questões LGBT. Para isso, fizemos um questionário no qual os mesmos foram convidados a responder e que você confere abaixo, na íntegra. 

Caso seja candidat@ e também queira participar desta ação do Muza, é só entrar em contato conosco pelo email contato@muza.com.br 

O Muza ressalta que é um site apartidário. Lembramos também que as eleições 2018 irão eleger President@ e vice-president@, senador@, governador@, deputad@s federais e estaduais.

Desta vez, nesta ação do Muza Especial Eleições 2018, conheça Sara Azevedo que é candidata à co-governadora, juntamente com Dirlene Marques, de Minas Gerais:

Quem: Sara Azevedo
Concorre a: co-governadora  
Partido: Psol 
Número: 50
Facebook oficial: Dirlene Sara  

Muza - Esta é a primeira vez que concorre a um cargo político? 
Sara Azevedo - Não, não é a primeira vez. Em 2014, fui candidata a deputada federal e, em 2016, a vereadora. 

Por que decidiu seguir carreira política?
Em Belo Horizonte, cidade que escolhi para morar e construir minha vida, vivenciei o nascer de diversos movimentos, especialmente o Juntos, movimento do qual tenho muito orgulho de ter sido fundadora. Também andei em marcha por quilômetros. Bombas, gás, o medo, a coragem - era junho de 2013, muita luta. E assim entendi meu papel. Hoje, além de seguir sendo professora da rede pública estadual, luto por acesso à educação e democracia no esporte junto a Rede Emancipa e pelo direito à cidadania LGBTIQ. Sei que não posso me isentar de buscar por melhorias sociais e políticas, por isso me candidatei naquelas ocasiões e agora. E também por saber meu papel é que sou filiada ao PSOL, partido cujas bases e valores eu confio e me identifico, e não me furto de buscar uma inserção onde eu possa lutar de maneira mais efetiva ainda por aquilo em que acredito,  

Por que a pauta LGBT lhe interessa quanto político/a/e?
Começo a responder com alguns dados que merecem a atenção: Um levantamento do Grupo Gay da Bahia apontou que Minas Gerais fechou 2017 com 43 mortes de LGBTs. Minas é o segundo estado com maior número de casos registrados, perdendo apenas para São Paulo. Essas mortes compreendem assassinatos, homicídios e suicídios da população LGBT, que não é devidamente tratada pelas políticas públicas sociais e de saúde no Estado. Até 15 de maio deste ano, pelo menos 153 pessoas LGBTs morreram no Brasil, vítimas de preconceito contra a identidade de gênero e contra a orientação sexual. Desse total, 62 eram gays, 58 trans, 27 lésbicas e 6 bissexuais. Minas Gerais teve 9 mortes registradas. Saber que a população LGBTIQ é massacrada, de várias formas todos os dias,é o suficiente para me levar a lutar por esses direitos. E também porque sei que não podemos falar de diversidade sexual sem falar de cidadania. Precisamos de ações preventivas em relação ao preconceito, intolerância, descaso e violência com a população LGBT em Minas Gerais, como garantia de cumprimento da cidadania.

Qual sua relação com os LGBT?
Sou a primeira pessoa assumidamente LGBT a concorrer ao governo do Estado de Minas, no cargo de co-governadora, juntamente com Dirlene Marques, que encabeça a chapa. A luta por direitos para a população LGBT é minha luta por direitos.  

Por que acredita que a representatividade LGBT é importante na política?
Porque a questão da diversidade sexual precisa ser tratada com o devido respeito e seriedade, para que possamos combater de verdade o crescente número de assassinatos, homicídios e suicídios da população LGBT. Para que seja compreendido que falar de diversidade sexual envolve garantia de direitos, saúde e respeito. São temas, são vidas, que têm sido colocadas de lado por muito tempo. Não é mais possível tolerar que os números que citei anteriormente aumentem.  

Qual sua proposta/ação com foco LGBT caso eleito?
Como já disse, não podemos falar de diversidade sexual sem abordar também cidadania. Ações preventivas em relação ao preconceito, intolerância, descaso e violência com a população LGBT em Minas Gerais estão em nossos planos, como garantia de cumprimento da cidadania. Contaremos com a criação de Observatórios da Cidadania para verificação de casos de violência de gênero e contra a população LGBT. Esses observatórios também verificarão casos de violência nas escolas, evasão escolar, racismo institucional, conflitos de vizinhança, além de abusos contra crianças e idosos. Para tratar de maneira adequada a população LGBT de Minas Gerais, devemos também revisar a Coordenadoria Especial de Políticas de Diversidade Sexual. São dois os pontos que devemos destacar: o enfrentamento da violência física e da discriminação. Quando falamos em direitos humanos e promoção da cidadania LGBT também estamos falando de saúde. Temos um quadro de uma falta de atendimento e acompanhamento do Estado às questões LGBT. Sabemos que é preciso criar ambulatórios que atendam a necessidade dessa população. É preciso planejar a formação e contratação de profissionais de saúde que possam lidar com acompanhamento e encaminhamento adequado. É preciso garantir e manter a cidadania para a população LGBT de Minas Gerais, que tem sido descuidada em termos de políticas públicas.