segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Especial Eleições 2018 - Conheça Áurea Carolina candidata à Deputada Federal

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No próximo domingo, 7 de outubro, acontecem as eleições 2018 no Brasil. O Muza está atento e para ajudar este importante momento democrático irá compartilhar com vocês os candidat@s de Minas Gerais que são LGBT ou estão relacionados às questões LGBT. Para isso, fizemos um questionário no qual os mesmos foram convidados a responder e que você confere abaixo, na íntegra. 

Caso seja candidat@ e também queira participar desta ação do Muza, é só entrar em contato conosco pelo email contato@muza.com.br 

O Muza ressalta que é um site apartidário. Lembramos também, que as eleições 2018 irão eleger President@ e vice-president@, senador@, governador@, deputad@s federais e estaduais.

Para começar a ação do Muza Especial Eleições 2018, conheça Áurea Carolina que candidata à deputada federal:

Quem: Áurea Carolina
Concorre a: Deputada Federal 
Partido: Psol 
Número: 5018
Site oficial: Áurea Carolina

Muza - Esta é a primeira vez que concorre a um cargo político? Se não, quantas vezes já concorreu e para quais cargos.
Áurea Carolina - Não, concorri pela primeira vez em 2016, ao cargo de vereadora. Éramos 12 candidatas e candidatos ocupando as eleições com cidadania, ousadia e compromisso real com a cidade, trazendo para o debate as bandeiras das mulheres, das pessoas negras, LGBT, indígenas, jovens, da cultura, das lutas pelo direito à cidade e diversas outras causas. Fui eleita naquele ano, junto com a companheira Cida Falabella, também do PSOL. Juntas, construímos a Gabinetona, um mandato aberto, coletivo e popular na Câmara Municipal, com equipe única, espaço comum, atuação e posicionamentos em conjunto.

Por que decidiu seguir carreira política?
Há alguns anos já vinha amadurecendo a ideia de me candidatar a um cargo eletivo, incentivada por companheiras que fazem parte da minha trajetória política. Essa decisão foi também uma resposta à necessidade de que mais mulheres como eu ocupem os espaços de poder. No início de 2015, juntei forças com várias pessoas empenhadas em contribuir com a potencialização do campo comum e plural da resistência popular em BH, mirando a incidência sobre o sistema político a partir das realidades e demandas das maiorias sociais.

Essa iniciativa deu origem às Muitas, uma movimentação de pessoas que buscam transbordar partidos e pressionar as instituições para que tenhamos uma política mais democrática e acolhedora. Não acreditamos na lógica convencional de representação nem temos a ilusão de que poderemos transformar as estruturas viciadas do poder, mas sabemos que faz muita diferença ter a representatividade dos nossos corpos nas instâncias que tomam decisões que nos afetam. É possível, sim, efetivar direitos sociais e políticas públicas que melhorem as condições de vida da população.

Neste momento histórico de profundos retrocessos, ataques a direitos e graves ameaças à democracia, mais do que nunca precisamos ocupar os espaços de poder com nossos corpos e nossas lutas. Minha candidatura a deputada federal é uma reafirmação da importância desse projeto coletivo, com o objetivo de ampliar a visibilidade de nossas causas e defendê-las nacionalmente, a partir do trabalho que já temos feito em Belo Horizonte. 

Por que a pauta LGBT lhe interessa quanto político/a/e?
O Brasil é o país que mais mata travestis e transexuais no mundo e tem uma altíssima incidência de LGBTfobia. É preciso superar essa terrível realidade. O Estado já reconhece o casamento civil homoafetivo e a adoção de crianças por casais homoafetivos, entre outros direitos, mas ainda temos um longo caminho a percorrer para garantir a cidadania da população LGBT. Nós nos somamos à luta ao lado das pessoas LGBT pelo direito à livre orientação sexual, à identidade de gênero e à igualdade.

Qual sua relação com os LGBT?
Eu sou uma mulher cisgênero heterossexual e me posiciono como aliada das comunidades LGBT. Na Gabinetona, somos 40 pessoas, sendo 14 LGBT. É uma luta que apoio profundamente, não só por conviver com essas pessoas, mas por entender que é um dever na busca por uma sociedade mais justa.

Por que acredita que a representatividade LGBT é importante na política?
A política institucional é controlada, tipicamente, por homens, brancos, ricos e heteronormativos, contrários aos avanços democráticos. Por isso, é urgentíssimo transformar as estruturas de representação em nosso país, elegendo pessoas que tenham real compromisso com as lutas populares e com as causas de mulheres, pessoas negras e periféricas, indígenas, quilombolas, LGBT e todas as maiorias sociais.

Qual sua proposta/ação com foco LGBT caso eleito?
Seguirei lutando pela vida dessa população, por direitos e oportunidades iguais e pela participação desse grupo na elaboração de políticas públicas. Também defendo a ocupação dos espaços de poder por pessoas LGBT.

Acrescente algo que julgar interessante e não tenha sido abordado.
Em 2018, as Muitas lançam 12 candidaturas – sete para a Assembleia de Minas e cinco para a Câmara dos Deputados. As candidatas são filiadas ao PSOL e vêm de Belo Horizonte, Região Metropolitana e também do interior do estado, defendendo as lutas antirracistas, feministas e LGBT; os povos e comunidades tradicionais; as agendas de educação e saúde públicas, arte e cultura, justiça econômica, legalização das drogas, segurança cidadã, moradia e direitos humanos. Novamente, quem votar em uma candidata, estará votando em todas nós que assumimos o compromisso de levar conosco todas essas lutas para os espaços de poder.