quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Conselho Federal de Psicologia cria resolução para não tratar travestis e transexuais como doentes

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O Conselho Federal de Psicologia (CFP) está, felizmente, indo na contramão de políticos e juízes brasileiros em relação às questões LGBT. Depois de já ter se manifestado contra a continuidade do projeto de “cura gay” no Brasil, o CFP se posicionou em relação como os profissionais da Psicologia deverão atuação em relação às pessoas travestis e transexuais. 

Como informa notícia no site oficial, foi tomada uma decisão de publicar uma resolução,  feita por delegadas e delegados da categoria reunidos em Brasília, no último domingo, 17 de dezembro, durante a Assembleia das Políticas, da Administração e das Finanças (Apaf). O texto aprovado passa a vigorar a partir de sua publicação no Diário Oficial da União. A imagem acima foi do momento da votação. 

Com a resolução, psicólogas e psicólogos são orientados a atuar de modo que as travestilidades e transexualidades não sejam consideradas patologias (doenças) e de forma a contribuir para a eliminação da transfobia – compreendida como todas as formas de preconceito, individual e institucional, contra as pessoas travestis e transexuais. Orienta, ainda, que as e os profissionais não favoreçam qualquer ação de preconceito e nem se omitam frente à discriminação de pessoas transexuais e travestis.