segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Já viu o videoclipe-manifesto da Preta Gil com a Gal Costa?

Loading

Preta Gil lançou nos últimos dias o videoclipe-manifesto “Vá se Benzer”, com participação do ícone Gal Costa, que é madrinha da Preta.  A música faz parte do novo disco da Preta, “Todas As Cores”, que também tem  a música “Decote” com a Pablo Vittar, que já está disponível nas plataformas digitais. 

O videoclipe – que tem imagens tão fortes quanto a letra da música, que fala sobre respeito as diferenças e contra o preconceito - é um projeto Nizan Guanaes com direção e roteiro de Adriano Alarcon.  Junto com o videoclipe de “Vá Se Benzer”, também foi divulgado o Manifesto “Vá Se Benzer”, que você pode ler na íntegra abaixo, após o videoclipe e uma breve entrevista feita com elas pelo Spotify Brasil.






Vá Se Benzer!

Sou eu, diz aí quem é você entre os 7.6 bilhões dessa terra?

Quem somos na fila do pão, do “inferno” ou “céu” desse nosso existir?

Quem sobreviverá à era do ódio apocalíptico? Ao tempo bipolar em um mundo partido por partidos, lados da mesma moeda.

Quem está livre dos “likes” e “dislikes”? Dos “gostos” e “desgostos” de convivermos na rede virtual da sociedade?

Sou preto e você azul? Sou homo e você hétero? Sou gordo e você magro? Sou Shalom e você Saravá? Sou isso e você aquilo? O que importa? Que diferença a diferença fará em um mundo finito de infinitos mortais?

No final, iremos todos para um mesmo buraco, alguns cremados quando o dia chegar, outros queimados vivos pelos seus “iguais”.

Esquecemos de respirar o ar do viver em paz e viciados na guerra, praticamos sem culpa o esporte de julgar.

Seu Deus é melhor que o meu? E quem não tem um pra chamar de seu? Merece respirar o mesmo ar?

Quem te ensinou a julgar não tinha defeitos? Seus medos são maiores que seus preconceitos? Você tem moral para opinar sobre a moral do outro?

Quem é caça e caçador na selva? Mocinho ou bandido no “bang bang”? Está livre do mosquito ou da bala perdida?

Hipócritas apontam o dedo aos gordos, índios, albinos, coxos, pequenos, negros, ricos, pobres, cafonas… A todos que sirvam de alvo aos pescadores do ódio nas redes virtuais, nas rodas virulentas e virais dos odiosos de plantão.

Ninguém é santo e está livre desse pecado. Quem nunca apontou o dedo?

Tem alguém perfeito aqui? Tem alguém acima do bem e do mal?

Alguém encontrou a felicidade ou a satisfação? Conta aí, compartilha.

E amar, alguém já sabe conjugar? Ainda há tempo?!

Ainda nos resta o dia de hoje, talvez o segundo seguinte, o presente, esse aqui e agora.

Seu tempo, meu tempo, seu direito, meu direito. Su casa mi casa.

Paremos de julgar, de jogar pedra, de gastar a vida fazendo com o outro o que não quer sentir na pele.

Respeito é bom e você gosta, eu gosto.

O último a sair do jogo de acusações do homem contra o homem, acende a luz.

A luz da vida para amar e ser livre, para ser quem você é e fazer sua parte.

Tome conta da sua vida, deixe o outro pagar as próprias contas e pecados.

Crédulo ou não, ninguém é santo nesse templo da imperfeição.

Se não acreditar em nada disso, basta aceitar ser H-U-M-A-N-O, mano(a).

Humano na espécie, humano no propósito de fazer e querer ser feliz.

Pensa no outro além de si.

Estamos juntos sob a lei da ação e reação, seja “fake”, “hater”, beato ou pagão.

Fazer o bem, que mal tem?

Fazer o mal, que bem faz?

Diga aí, quem é você?

Vá Se Benzer!