quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Representante da ONU condena decisão de “cura gay” no Brasil

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A infeliz decisão de um juiz brasileiro em permitir “a cura gay” no Brasil continua chamando a atenção internacionalmente, depois de cantoras pop como Kesha e Demi Lovato se manifestarem contra a decisão brasileira, chegou  a vez de nada mais nada menos que a ONU criticar e condenar. Isso mesmo! Até a Organização das Nações Unidas (ONU) é contra. 

Em pronunciamento, Charles Radcliffe, chefe de Igualdade e Não-Discriminação do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), declarou: 

"É decepcionante ver o que aconteceu no Brasil. É uma prática que a ONU condena... Os direitos humanos têm que ser garantidos para todos... Em todo o mundo, líderes de associações psiquiátricas e psicológicas condenam a ideia de que a homossexualidade pode ser tratada, mesmo se a pessoa quiser. Ela é parte da diversidade da espécie humana... Mas isso não previne que alguns médicos e políticos continuem a explorar a ideia de apoiar as terapias. O debate ainda está vivo... Estou confiante de que, no longo prazo, vamos ver progresso. O Brasil não vai de uma hora para outra sair de uma posição de liderança no tema para ir em outra direção. Mas de fato o progresso não é imediato. Há reveses e divergências.” 

Como mostra matéria do jornal O Tempo, Radcliffe ainda lembrou que que existem casos no mundo de médicos que utilizam instrumentos de tortura, como choques elétricos, como forma de terapia para “curar” a homossexualidade. O representante da ONU sorbe questões LGBT ainda lembrou que em muitos países, e até mesmo nos Estados Unidos, ainda existe a prática de famílias forçarem seus filhos a fazer essas terapias, que são muitas vezes documentadas como cruéis, levando a casos de depressão e suicídio.

Para quem ainda não sabe... em 1990, a Organização Mundial de Saúde (OMS) entendeu que a homossexualidade não pode ser considerada uma patologia, mas uma variação natural da sexualidade humana.