terça-feira, 5 de setembro de 2017

Nada inspirador: morre Rogéria aos 74 anos

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Um dos ícones da cultura LGBT brasileira, Rogéria, morreu nesta segunda-feira, 4 de agosto, por complicações de uma infecção urinária.  

Rogéria é conhecida por muitos como atriz e cantora, mas começou sua carreira como maquiadora, quando ainda usava o nome de batismo Astolfo  Pinto. Em sua carreira artírtica, já fez 13 produções para cinema, entre filme e documentários, 12 peças de teatro e 6 novelas na Rede Globo, inclusive “Tieta”, de 1989, que está sendo atualmente reprisada no Canal Viva. 

Um dos últimos trabalhos de Rogéria foi o documentário “Divinas Divas”, da atriz Leandra Leal, que mostra Rogéria dizendo uma frase que diz muito sobre si mesma e sua trajetória  e importância para o Brasil: "eu sou a travesti da família brasileira".

Rogéria possui uma biografia, feita por Márcio Paschoal intitulada: “Rogéria - Uma Mulher e Mais Um Pouco”, que possui a seguinte descriçã: 

“Um homem vestido de mulher está a um passo do ridículo. Mas para o artista não existe ridículo.” – Rogéria. Marcio Paschoal mergulha na alma de Astolfo e mostra como, com talento e superação, ele transformou sua maior criação, Rogéria, num sucesso absoluto. A história de Rogéria mais parece ficção. Nascida Astolfo Barroso Pinto, teve de enfrentar grandes desafios para se afirmar como homossexual, ícone do transformismo e, acima de tudo, artista. Movida por uma enorme paixão pela arte e pela vida, conquistou, ao longo de mais de 50 anos de carreira, seu espaço no teatro, no cinema e na televisão, consagrando-se como uma personagem irresistível, quase mítica: Rogéria, o travesti da família brasileira. Neste livro, Marcio Paschoal reconstrói a intensa trajetória de Astolfo-Rogéria desde seus primeiros passos como maquiador das cantoras da era do rádio e das estrelas da TV Rio, passando por sua estreia nos palcos em plena época da ditadura, o sucesso internacional e o reconhecimento artístico em seu retorno ao Brasil. Para traçar um retrato fiel de Rogéria, o autor fez uma grande pesquisa iconográfica, reunindo fotos lindíssimas. Também optou por dar voz à biografada, que conta, com toda a sua irreverência, deliciosas histórias do showbiz. Sem citar nomes, mas dando pistas suficientes para instigar os leitores, Rogéria revela detalhes picantes de seus casos de amor com políticos, artistas, empresários, esportistas e jornalistas. Rogéria costuma dizer que um travesti precisa de inteligência e talento para saber que não é mulher de verdade. Essas são qualidades que não faltam a Rogéria, mulher e mais um pouco.