segunda-feira, 24 de julho de 2017

Casal não aceita ser atendido por garçonete lésbica em bar de BH

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Para quem acha que a homofobia é algo distante e não afeta a vida pessoal e profissional dos homossexuais... aconteceu na última sexta-feira um caso lamentável que mostra como existe LGBTfobia SIM e que afeta SIM a vida pessoal e profissional dos LGBT.

Na última sexta-feira,  21 de julho, um casal que estava no bar Chopp da Fábrica, bairro Santa Efigênia, em Belo Horizonte, “pediu” para não serem atendidos mais por uma garçonete “sapatão”. O caso ganhou notoriedade após uma internauta, cliente do bar no momento, postar o relato e vídeo do ocorrido. Alguns dos clientes se manifestaram contra a atitude do casal, que foram embora do local após saberem que a Polícia havia sido acionada. 

Abaixo você pode ler o relato na íntegra feita pela internauta e, na sequencia, um comentário feito pelo proprietário do Chopp da Fábrica,  somente no post da internauta.

Post Internauta

Textão:
Sexta-feira, semana intensa, fim dos jobs, reune os migos. Vom prum bar.
Pá. Fomos nós, Chopp da Fábrica. Era a opção perto de onde estamos fazendo um festival, inclusive ele se chama Verbo Gentileza.
Cerveja vai, cerveja vem, boas risadas. Bom atendimento, até que pá! Garçonete vem com os olhos cheio d'água, dizendo que não atenderia mais a gente, pq pediram pra trocar ela.
- Como assim? Pediram quem? 
- ah, o casal ao lado.
- mas pq?
- ele disse que não queria ser atendida por uma sapatão. 
- WHAAAAT- 2017!
Sim, ela era lésbica e ele não queria ser atendido por ela.
CHAMA O GERENTE!!! 
Vem ele...tenta amenizar, diz q não concorda, mas que não pode fazer nada e tal...
Na mesa ja ta todo mundo inconformado.
A GENTE QUER QUE ELA CONTINUE NOS ATENDENDO!!
Ok, ela segue atendendo....segue o baile.
Não, não, não. Para o baile todo! 
Como assim? Isso é crime. Não da pra fingir que está tudo bem.
Notamos que todas as mesas em volta também se incomodaram com a atitude.
Pronto, decidimos! Vamos lá falar com ele.
Na primeira fala, ele grita: aaah, sapatão! ( para uma amiga, heterossexual por sinal) sai daqui.
O que fizemos? UM ESCÂNDALO.
Não dava pra ir embora entubando aquela cena.
O homofobico não negou a homofobia, tentou partir para agressão. O bar? Recebeu a conta dele e ainda tentava ajudar o criminoso sair da cena.
O gerente e segurança o tempo inteiro preocupado com tumulto no bar. OMISSOS!
Chamamos a polícia, que não chegou há tempo. Né? Mais um crime impune. Durmo tranquila sabendo que to rodeada de gente foda, que não põe galho dentro, e que no mínimo conseguimos retirar o criminoso do bar, e foi retirado no grito e na raça!
e digo só uma coisa:
HOMOFOBICOS NÃO PASSARÃO.
Se você frequenta o Chopp da Fábrica, apenas pare.
Habemus vídeo do caso.

Comentário Chopp da Fábrica

Bom dia a todos! Meu nome é Bruno e sou proprietário do Chopp da Fábrica. Estou profundamente chateado por um episódio desse ter ocorrido dentro do Chopp, na realidade, por um episódio desse ainda existir nos dias de hoje. Somos uma empresa séria e responsável. Não temos princípios homofóbicos e tratamos todas as pessoas da mesma forma, consideramos que somos todos iguais, independente de sua orientação sexual, religiosa ou qualquer que seja. Tal fato que não somos homofóbicos, que em nosso quadro de funcionários, quase 90, temos diversos que são declaradamente homossexuais e isso não impede, nao interfere e não faz a menor diferença no momento da contratação. Como disse, a orientação é pessoal e não cabe a empresa julgar! Assim como eu, tenho certeza que toda nossa equipe achou absurdo a atitude homofóbica desse cliente. Não fomos omissos nem apoiamos a homofibia praticada. A opção de mudar de área de atendimento foi exclusiva da garçonete agredida, assim como a opção de não prestar queixa. Eu e toda a equipe do Chopp da Fabrica se encontram a disposição para qualquer esclarecimento! Um bom final de semana a todos e que as pessoas se conscientizem que o respeito ao próximo é fundamental para uma sociedade evoluida!