quarta-feira, 29 de março de 2017

Relatório revela números de LGBTfobia no Carnaval de Belo Horizonte

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O coletivo artístico Beijo no seu Preconceito em parceria com a Frente Autônoma LGBT, os blocos de rua LGBTIQ, e o Conselho de Regional de Psicologia MG – CRP-MG, criaram um formulário, para registrar os casos de violações ocorridos durante o Carnaval BH 2017.   Agora, o relatório é divulgado e mostra alguns registros. 

Foram recebidos no total 18 denúncias. A forma de violência mais comum foi os insultos e xingamentos (11), seguido de ameaças (3), violência física (2 casos), expulsão ou sugestão de se retirar do evento (2), e um caso de assédio sexual. As violências ocorreram mais frequentemente à noite, enquanto as pessoas se dirigiam para os blocos ou saíam desses. As informações completas podem ser conferidas no relatório.

“Sabíamos que não conseguiríamos identificar todas as violências ocorridas nesse período, algumas pessoas não ficaram sabendo do formulário, outras sabiam, mas optaram por não denunciar. Apesar desses contratempos, nosso desejo foi de começar a identificar e tornar públicas essas violências, rompendo o pacto do silêncio que existe em nosso carnaval, que se diz tão tolerante e inclusivo, sobre as violências cometidas contra as pessoas LGBT”, diz um comunicado relativo ao resultado divulgado no relatório. 

O  relatório com as informações coletadas foi apresentado à Comissão Estadual de Prevenção às Fobias (CEPEF) que é composta pela Polícia Militar, Polícia Civil, Defensoria Pública, além de diversas secretarias estaduais e representação de movimentos sociais, para que tomem ciência dos ocorridos e a partir disso possam dar os devidos encaminhamentos.

Clique aqui para ler o relatório na íntegra.