sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Iniciativa cria registro online para casos de LGBTfobia no Carnaval de BH

Loading


O coletivo artístico Beijo no seu Preconceito em parceria com a Frente Autônoma LGBT, os blocos de rua LGBTIQ, e o Conselho de Regional de Psicologia MG – CRP-MG, criaram um formulário, para registrar os casos de violações ocorridos durante o Carnaval BH 2017.   “Queremos registrar todas as violências contra LGBTIQ, para que nada seja invisibilizado... Ajude-nos a construir um carnaval sem preconceito, com mais respeito e empatia.”, diz o comunicado oficial:

Então se liga: em meio à folia, aconteceu alguma coisa imprópria ou inadequada, que tem relação com sua orientação sexual ou identidade de gênero? Registre o caso de LGBTfobia nesse formulário clicando aqui  pra que seja possível descobrir e denunciar as violências e os preconceitos ocorridos durante o carnaval. 

Toda denúncia é importante. Se você não se sentir segura, não se preocupe, faça a denúncia de forma anônima e deixe esses campos que não são obrigatórios (sem o *) vazios. Essa informação, mesmo que anônima, já servirá para não deixar a violência sofrida invisibilizada e entrará para nosso relatório. Todavia, se você quiser ir além e deseja que a denúncia seja encaminhada para a polícia e outros órgãos oficiais, será preciso de suas informações.

O comunicado oficial diz ainda: 

O carnaval de BH segue crescendo, cada ano as ruas são ocupadas por mais corpos bonitos e suados na folia. Queremos que as ruas e o carnaval sejam espaços onde caibam todos, todas e todes, numa maravilhosa harmonia, sem nenhum tipo de preconceito.

Infelizmente, a violência contra LGBTIQ tem crescido e é possível que isso apareça no carnaval. A prefeitura, o governo de Minas e demais órgãos não tem agido efetivamente para coibir essa violência no dia-a-dia, muito menos no carnaval. Frente a isso 

E aproveitamos pra fazer um convite a todas foliãs e foliões, aos blocos, à cidade: por um carnaval sem preconceitos e onde caiba todo mundo, vem com a gente! Estaremos nas ruas nos divertindo, com nossos corpos em festa. E, se reclamar, estaremos a postos pra fazer revolução, pois como diria Bethânia: “Não mexe comigo, que eu não ando só!”