quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Prévia de Relatório de Assassinatos LGBT no Brasil mostra que 2016 houve quase uma morte por dia

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2016 foi um ano difícil para muitos e para os LGBTs parece ter sido mais ainda... ao menos é o que aponta a tendência do Relatório de Assassinatos LGBT no Brasil realizado anualmente pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), que é reconhecido pela Secretaria Especial de Direitos Humanos.

Até o momento, o relatório aponta 340 mortes de pessoas lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais em 2016. Trata-se do maior número registrado nos últimos anos. Desta forma, a a cada 28h um LGBT é morto no Brasil. O antropólogo e fundador do GGB comentou sobre a prévia do resultado:

“Hoje, tem mais homossexuais e trans saindo do armário por causa das paradas gays e outras campanhas; e isso os deixa mais expostos a situações de violência, o que levou ao aumento generalizado de crimes... No ano passado (2015), foram 318 mortes. Até agora, estamos com 329 mortes, mas temos alguns casos aguardando confirmação e o ano deve ser fechado com aproximadamente 340 mortes. Em 36 anos que monitoro os dados, nunca chegamos a esse número... É apenas a ponta do iceberg, porque muitos são assassinados e as testemunhas escondem”.

Os crimes em sua maioria foram por tiros(92), facadas(82), asfixia(40) e espancamento(25). A maioria foram contra gays (162) travestis (80), transexuais femininas (50) e transexuais masculinas (13). Sobre as regiões no Brasil, o Nordeste lidera. Sobre os estados, São Paulo é o maior, mas este ano houve aumento no Amazonas com o registro de 29 mortes.

O relatório é montando por informações que o GGB recebe por familiares e amigos das vítimas, mas a principal fonte da base de dados são os casos divulgados pela imprensa.