quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Um dos agressores que matou ambulante que defendia homossexual e travesti foi preso. O outro continua foragido.

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Ah 2016... o  Brasil ainda está em choque com a morte do ambulante Luiz Carlos Ruas, de 54 anos, que foi morte após ser espancado por dois jovens na estação de metrô de São Paulo na noite de Natal. A agressão começou após os jovens perseguirem e agredirem um morador de rua homossexual e uma travesti, no que o ambulante interviu para que eles parassem com a agressão.  Infelizmente, a ação pacífica de Luiz Carlos não foi bem-vinda, pelo contrário, os jovens ficaram irritados com o mesmo e o agrediram até a morte.  Ao final dessa matéria você pode ver um vídeo com as imagens. Atenção: são cenas fortes. 

O lado bom dessa história, se é que podemos dizer assim, um dos jovens já foi preso: o pedreiro Ricardo Nascimento, de 21 anos. Seu primo, o outro agressor,  chamado Alípio Rogério Belo dos Santos e com 26 anos, ainda está foragido, mas a a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo publicou nesta quarta-feira (28), que pagará até R$ 50 mil de recompensa para quem ajudar a localizar Alípio. 

Alípio (a esquerda) continua foragido. Ricardo foi preso nesta quarta-feira.

O diretor do Departamento de Capturas e Delegacias Especializadas declarou a revolta e empenho na captura dos criminosos: "Estamos com equipes nas ruas e não vamos parar, porque isso revoltou todos os policiais. O seu Ruas, uma pessoa humilde, que foi defender as travestis, prestar solidariedade, e acabou pisoteado, morto por esses dois covardes”.

Com esse caso, gera-se ainda mais a reflexão sobre a violência contra os LGBT. Neste caso, quem tentou intervir foi vítima. Ou seja, se ainda não ficou claro, infelizmente o que aconteceu com o ambulante Luiz Carlos, exemplifica que a violência contra os LGBT atinge também quem os rodeia. Assim, ilusão achar que a vítima direta é a única que sofre com a LGBTfobia. Esperamos que situações com essa, ajudem nossos políticos a criminalizarem a LGBTfobia, para que assim, haja menos violência, preconceito e sofrimento na sociedade. Ao mesmo tempo, mais justiça e mais segurança.