segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Entrevista excluZiva com Acid Betty (RuPaul´s Drag Race): "Brasil deve ser o país com os maiores fãs do programa"

Loading

Acid Betty em BH


Belo Horizonte recebeu mais uma drag queen que participou do RuPaul´s Drag Race: Acid Betty, uma das participantes das 8ª temporada. A queen foi atração especial da super festa Eleganza, que aconteceu em BH no dia 8 de outubro e tem se tornado referência na cidade quando se fala em drag party. 

O Muza esteve presente e realizou uma entrevista excluZiva com  Acid Betty que você pode ler, na íntegra, abaixo. 

Betty já havia nos surpreendido no palco, com uma abertura de tirar o fôlego e presença simpática, contrariando uma possível imagem negativa dela no programa. Na entrevista, ela continuou surpreendo positivamente. Se sentiu tão a vontade que falou até de política com a gente. Se joga! ;)

Muza – É a sua primeira vez no Brasil. O que está achando? O que tem a dizer sobre nosso país, nossas pessoas...?

Acid Betty - Sim, é a minha primeira vez. É realmente fantástico. Eu achei uma cultura amigável e maravilhosa. Mas me chamou a atenção essa comunidade enorme de drag queens, que se apóiam... Há uma espécie de energia secreta em relação a isso que deveria ser exposta (para o mundo). É realmente fantástico. 

Você sabe que hoje a festa é uma espécie de "drag party"...

Sim, eu sei. As drag queens aqui são criativas e talentosas pra caralho! E isso não é normal (risos)... eu sou de Nova York e lá tem umas 300 e eu acho que não vi lá o que estão fazendo aqui.  

Uau! Então, você teria algum conselho para dar para as drag queens daqui ou que estão começando? 
O mesmo conselho: seja você mesmo. O que você está fazendo é corajoso. Tente achar o que te faz feliz. Eu acho que essa é a chave. 


Como foi para você ser fazer parte do RuPaul´s Drag Race?

O que você quer dizer? Essa é uma pergunta grande (risos) É quase como “como é estar vivo?” (mais risos)... eu conhecia o rupaul e algumas das garotas antes do programa da TV.. então eu não tive a mesma reação que outras pessoas tiveram... sou de uma escola mais antiga, sabe? Eu já estava aqui antes... bem, minha experiência foi muito boa. E me deu a oportunidade de vir ao Brasil e viajar pelo mundo. E eu me sinto abençoado por isso.

Você faria algo diferente (no programa) se pudesse voltar no tempo?

Não. Infelizmente eu não poderia fazer nada diferente (risos)

Na sua temporada, você foi a participante mais velha... sofreu algum preconceito no programa por isso ou já sofreu na comunidade gay? (Betty ou Jamin Ruhren, nasceu em 1977, em Nova York, vai completar 39 anos)

Na verdade essa foi a primeira vez que eu percebi que eu era "velho".. ou que um gay apontou o dedo pra mim dizendo algo como se eu fosse “o pai"...  foi novo para mim esse “personagem de mais velho".... bem, eu não me sinto velho e acho que estou melhor do quando eu tinha 21. 

Acid na abertura de seu show em BH

Acid Betty com outro look em sua passagem por BH


Seus looks são maravilhosos. Como você definiria seu estilo se pudesse?

Hum... eu gosto de provocação, vanguarda, futuro... mas com algo do passado (risos).

Como uma máquina do tempo?

Sim! (risos) porque eu acho que eu trago novas ideias ou eu trago velhas ideias de volta... eu faço ambos.. eu não sei... é difícil descrever, mas eu sempre tento fazer algo diferente... (fica pensativa) eu tento fazer algo que as pessoas não estão esperando... igual ontem, eu performei grávida (risos).

Por falar em diferente... seu desfile no especial Madonna foi maravilhoso... o melhor pra mim. 

Você gostou do meu kimono? (risos)

Adorei! (risos) Bem, seu look da Madonna foi tão inesperado... como você o escolheu? Como chegou nele? Porque não é um visual tão clássico dela...

É como eu me vejo como drag... não gosto de encapsular um visual... é mais um sentimento e energia.. e quando eu vi aquele videoclipe da Madonna (“Bedtime Stories” de 1994)... eu tive um sentimento. Uma sensação de ir além... foi como um chamado:  "É isso! É isso que é Acid Betty"... algo melancólico, relacionado a sonho... é por isso que eu escolhi. Eu acho também que eu era o único com coragem para aparecer grávido ali (risos)



Durante o lip sync... foi louco ver você dublar com aquela roupa (Madonna)

Eu recusei tirar a barriga. Eu poderia ter tirado, mas não. "Eu vou grávida", pensei. E foi divertido também. 

All Stars 2... você está acompanhando? Está torcendo para alguém?

(Durante o show em BH - que foi na véspera que Alyssa tinha sido eliminada, o público gritou por Alyssa quando Acid, no palco, disse que iria ligar para ela ali mesmo. Ela chegou a tentar, mas não conseguiu, mas depois mostrou uma mensagem de Alyssa pelo Facebook conversando com ele sobre o público brasileiro).

Eu ainda sou Team Alyssa Edwards. Eu acho que o RuPaul deveria ligar para ela de volta. Deveria tirar alguém como Roxxy e chamar a Alyssa (risos). Eu gostei muito da Alyssa e da Tatianna... gostei mais delas do que as que estão como melhores agora.

Como você explica esse sucesso mundial do programa RuPauls Drag Race?

Eu não tenho ideia de porra nenhuma! É muito bizarro como o Brasil sabe tanto do programa... as roupas, as músicas... é bem intenso. Nos Estados Unidos acho que não temos fanáticos como temos aqui... e vocês nem tem o programa legalmente aqui! Isso é o mais bizarro. Provavelmente o Brasil é o país que tem os maiores fãs do programa e não tem o programa na TV de vocês. Como isso é possível?! É uma relação estranha.

Acid quis saber por que não era exibido o programa na TV brasileira, mesmo que paga. Não soubemos responder, talvez interesse de produtores? Riu e achou estranho saber que foi exibida uma temporada dublada por aqui. Nisso, nossa conversa chegou a política mundial (“O governo não deixa exibir o programa aqui?) e Acid se mostrou consciente, inclusive de seu papel como artista:

“Também estamos enfrentando problemas no meu país...É estranho porque ao mesmo tempo que o cenário político não é favorável, estamos vivendo uma força de atos como as drag queens. O entretenimento parece estar em um lugar interessante... ao mesmo tempo quando eu penso em tragédias como o tiroteio em Orlando.. eu sinto tão sortudo que eu penso “Oh Meu Deus!”... a cultura underground se mantém. E estar vivo assim é um grande privilégio... em momentos como esses que btiches como nós devemos aparecer, sabe? Entreteiners, artistas, tem que se unir... expressar nossos sentimentos.. quando vejo a música do RuPaul tocando aqui é algo como “Yes! aqui eu estou representado”.



Acid Betty recebendo o carinho do público em BH. Queen!



Conheça as atrações da “Ocupação Queer” na programação LGBT de novembro do Sesc Palladium BH

Loading

O Muza já adiantou para vocês, hoje mesmo, mais cedo, que durante o mês de novembro o Sesc Palladium terá diversas atividades e atrações LGBT em sua programação na ação intitulada ““Gênero: visibilidades e invisibilidades”. Mas durante o dia 1º e o dia 5 acontecerá  a “Ocupação Queer” que irá reunir diversas atrações. Abaixo, você pode conhece-las e se programar, mas antes, um texto introdutório sobre essa ação em específico. Programem-se e prestigiem!

No Brasil, vivemos um momento muito intenso, de questionamento de privilégios. Observamos reações de vários vetores – progressistas, mercadológicos, reacionários, alienados, utópicos, indiferentes, etc. As pessoas estão experimentando posicionamentos. As pessoas estão saindo do armário. Nesse mote, a Ocupação Queer pretende promover um lugar de estranheza e de provocação de instabilidade dos binarismos, por meio das Artes do Corpo. Suas atividades envolvem Dança, Performance, Videoarte e Música, além de uma oficina de criação de zines “O Que Você Queer”. Com Marcelo Kuna, Ana Luisa Santos, o coletivo “Beijo no seu preconceito” e artistas do concerto cênico Cancioneiro Queer.

PROGRAMAÇÃO


● Cancioneiro Queer, 01/11 (terça-feira), às 20 horas, Teatro de Bolso.
Ingressos: R$ 10 inteira, R$ 5 meia-entrada, R$ 6 comerciário e R$ 4 usuário conveniado Concerto cênico
Após a apresentação, conversa com o musicologista Carlos Palombini.
Sinopse: Canções de temática LGBT/feminista do repertório erudito-popular de G. B. Pergolesi, Francis Poulenc, Mischa Spoliansky, Kurt Weill, Chico Buarque, Lino José Nunes e de compositores da Broadway e Off Broadway como William Finn, Jerry Herman e Andrew Lippa são apresentadas em formato de cabaré.

FICHA TÉCNICA
Duração: 80 min 
Concepção: Marcelo Kuna 
Arranjos: Fausto Borém, Fred Natalino 
Versões em português: Marcelo Kuna 
Iluminação: Tainá Rosa e José Reis 
Cantores: Marcelo Kuna, Sérgio Anders, Raíssa Brant, Leonardo Mendonza, Clara Borém Piano: Fred Natalino 
Contrabaixo: Fausto Borém 
Guitarra, Violão: Luísa Martins 
Bateria: Matheus Rodrigues


● #dizTRAVA, com Beijo no seu preconceito. 02/11 (quarta-feira), às 18 horas, Teatro de Bolso
Videoclipe
Gratuito
Uma exibição seguida de conversa com artistas criadores: Mirela Persichini, Alexandre De Sena, Will Soares e Igor Leal.
Sinopse: #dizTRAVA é um grito. Um jeitinho que encontramos de dizer que a sociedade TEM que RESPEITAR nossa EXISTÊNCIA. No morro do papagaio, as BICHAS de lá nos receberam, subiram e desceram as ladeiras nos apresentando o seu cotidiano. Desfilamos nosso dia a dia. Não é possível, neste tempo em que vivemos, a LESBOTRANSFOBIA não ser CRIMINALIZADA! Este nosso videozinho é PROTESTO, é grito de SOBREVIVÊNCIA. Nossos corpos RESISTEM, neles há paixão e VIDA! "EU NÃO QUERO SER AGREDIDA NA RUA OU EM QUALQUER LUGAR". O mundo é de TODXS e a vida é MAIS. Um BEIJO no seu PRECONCEITO.

FICHA TÉCNICA 

Duração: 04:46 min
Realização: Beijo no seu preconceito
Letra: Will Soares
Pesquisa base rap: Gabriel Freitas
Arranjos Sonoros: Alexandre de Sena Direção: Alexandre de Sena e Mirela Persichini Edição: Mirela Persichini
Produção: Igor Leal
Elenco: Charlin Viana, Igor leal, Jean Luis, Lucas Ericksen, Maikon Sipriano e Will Soares.


● Palestra-performance “Por uma performance queer ou o direito aos grandes lábios”, com Ana Luisa Santos, a partir dos zines O que você queer. 
Foyeur Av. Augusto de Lima
02/11 (quarta-feira), às 19 horas
Performance
Gratuito
Sinopse: Na palestra-performance Por uma performance queer ou o direito aos grandes lábios a artista, Ana Luisa Santos, se coloca no lugar de fala, de corpo que fala, de poder da voz, do grito, do direito à escolha & gozo. Passeia de maneira inovadora & esclarecedora pelas ideias contrassexuais de Beatriz-Paul Preciado presentes no livro Manifesto Contrassexual, incorporando suas diretrizes de erotismo expandido de forma metalinguística e irônica, como por exemplo ao assumir um dildo como microfone para ampliar a própria voz.


O QUE VOCÊ QUEER é uma plataforma desenvolvida pelas artistas Ana Luisa Santos e Fernanda Branco Polse a partir de suas experiências artísticas como performers queers. O foco editorial é a criação de performances, falas, zines, livros, dramaturgias, manifestos e residências com a referência de atuação performática, cotidiana e política de criação de um corpo queer. Esse manifesto “o que você queer" é um tipo de ação genderless em prol de uma pesquisa, criação e debate sobre a experiência de viver agora com uma abertura performática para fazer política.
O que você queer?
www.oquevocequeer.com

FICHA TÉCNICA
Duração: 30 min
Criação: Ana Luisa Santos
Co-criação / Colaboração: Fernanda Branco Polse 


OFICINA (inscrições até o dia 24/10 no link:  bit.ly/inscricaopalladium)
* O que você queer, com Ana Luisa Santos e Fernanda Branco Polse. Carga horária: 6 horas 
Gratuito

02/11 e 03/11 de 14 às 17 horas, com abertura de processo no dia 03/11 às 18 horas
Ementa: Para criação de zines, com dois encontros de 3h/aula cada. A oficina é uma experiência de criação de manifestos queers a partir do exercício performático da presença de cada um dos participantes. Serão desenvolvidos exercícios de fala, escuta, escrita, colagem e ilustração para desenvolvimento de manifestos em formatos de zines.


● Transviado (Ich bin die fesche Lola!), 05/11 (sábado) às 19 horas

 Foyeur Av. Augusto de Lima 
Dança

Gratuito
Após a apresentação, conversa com a Professora do Teatro Universitário da UFMG Denise Pedron.
     
Sinopse: Dança perdida na noite, orientada pela artista Gaby Imparato. Uma coreografia de Bob Fosse (1927-1987) para a bailarina Gwen Verdon (1925-2000) encontra no corpo da bicha louca um ambiente propício para uma proposição feminista e camp.
Release: Transviado (Ich bin die fesche Lola!) é uma proposta artística queer que propõe o trânsito teórico-prático entre leituras feministas do corpo e o processo criativo em dança do artista. A obra escrita, em processo de publicação, conta com prefácio da estudiosa de dança Jussara Sobreira Setenta, autora de O Fazer-dizer do Corpo - Dança e Performatividade(EDUFBA, 2008).
Criado por Marcelo Kuna dentro do bacharelado com linha de formação em dança do curso de Comunicação das Artes do Corpo (PUC-SP), sob a orientação da diva camp da dança contemporânea brasileira, Gaby Imparato, Transviado é um corpotexto que questiona os binarismos de gênero. Por meio da associação desses binarismos com a afirmação das dicotomias separatistas de corpomente, o criador-intérprete dança um pensamento que assume o corpo como lugar do processual, da indefinição e do fim das certezas.
O projeto conta com a presença de três músicos que tocam ao vivo, em Ich bin die fesche Lola!. Ainda fazem parte do corpo Transviado: uma videodança (Trilogia da Noite) e um trabalho coreográfico integrado com videomapping (Pássaros).

FICHA TÉCNICA
Duração: 40 minutos
Concepção: Marcelo Kuna
Músicos: Thiago Quintino (piano), Matheus Rodrigues (bateria), Luísa Martins (guitarra) Iluminação: Tainá Rosa e José Reis
Projeto de luz original: Mariana Rezende


CURRÍCULOS

Curadoria
Marcelo Kuna

Artista do corpo e cantor graduado em Comunicação das Artes do Corpo (PUC-SP). Professor certificado no método de dança com habilidades mistas DanceAbility (www.danceability.com). Já passou por renomadas instituições como Tisch School of Arts (NYU), Stella Adler Studio of Acting (Nova Iorque), RADA (Londres), e V.O.I.C.Experience Foundation (Sherrill Milnes). Criou a Trilogia da Noite (2015), série de três videodanças com temática queer e com trilha de Agnaldo Timóteo, que tem circulado por festivais de videoarte no Brasil e no exterior. Namaskar! www.marcelokuna.me

Equipe
Ana Luisa Santos
Mestre em Comunicação Social pela UFMG e Pós-graduada em Performance pela Faculdade Angel Vianna/BH/RJ, com Bacharelado em Jornalismo pela UFMG. Atua como artista visual da performance, escritora e pesquisadora em projetos artísticos e de formação nas áreas de figurino, dramaturgia, audiovisual, teatro e dança. É co-diretora da plataforma artística “O que você queer” (2015). É coordenadora dos Núcleos de Pesquisa do Galpão Cine Horto desde 2015 e do Núcleo de Pesquisa em Figurino desde 2009. www.anasantosnovo.com

Beijo no seu preconceito
Frente artística-política de resistência à norma heterossexual! Tem como objetivo promover trabalhos artísticos que friccionam as dimensões estéticas, éticas e políticas em sua linguagem. Em 2014, realizou a cena curta “Não conte comigo para proliferar mentiras”, cena escolhida para compor a temporada das mais votadas do Festival de Cenas Curtas do Galpão Cine Horto. Em 2015, realizou a Marcha da Diversidade, marcha-bloco carnavalesco que saiu às ruas no carnaval de Belo Horizonte sensibilizando a cidade pelo respeito à diversidade de gênero. Realizou, em março de 2015, no teatro Espanca! a primeira edição do “Afazeres Queers: Arte viada no centro”. www.facebook.com/Beijonoseupreconceito

Carlos Palombini
Doutor em Música pela Universidade de Durham, Reino Unido, professor de musicologia na Escola de Música da UFMG, professor colaborador do programa de pós-graduação em música da UNIRIO, e bolsista produtividade em pesquisa do CNPq. Principais publicações incluem “Pierre Schaeffer, 1953: Towards an Experimental Music”, Music and Letters, LXXIV (4): 542–557, 1993 (prêmio Sir Jack Westrup, 1993); Essai sur la radio et le cinéma: esthétique et technique des arts-relais, 1941– 1942, Paris, Allia, 2010; “A era Lula/Tamborzão: política e sonoridade”, Revista do Instituto de Estudos Brasileiros, LVIII: 157–207, 2014.
       
Denise Pedron
Possui graduação em Letras (1995), mestrado em Estudos Literários (1999) e doutorado em Literatura Comparada pela Universidade Federal de Minas Gerais (2006), com a tese A performatividade na cultura contemporânea. É professora no curso técnico em Artes Dramáticas do Teatro Universitário da Universidade Federal de Minas Gerais, onde ministra as disciplinas de História do Teatro, Literatura Dramática e História do Teatro Brasileiro. Foi coordenadora geral do festival de Performance de Belo Horizonte (2009 e 2011) e do Festival de Verão da UFMG (2014 e 2015). Atualmente é também Diretora Adjunta de Ação Cultural da UFMG. Atua como pesquisadora, principalmente, nos seguintes temas: crítica teatral, processos criativos em performance, intervenção urbana e teatro contemporâneo.

Novembro terá diversas atividades LGBT no Sesc Palladium na ação “Gênero: visibilidades e invisibilidades”

Loading

Começa na próxima terça-feira, 1º de novembro, e segue ao longo de todo o mês uma série de eventos LGBT no Sesc Palladium de BH. Intitulado de “Gênero: visibilidades e invisibilidades”.

A proposta é por meio de apresentações artísticas e ações formativas discutir e desconstruir relações de intolerância, além de “questionar e denunciar uma realidade que oprime e marginaliza as diferenças. Assim, nossa programação busca contribuir para a visibilidade de todas as identidades e formas de expressão”, como diz a descrição do evento, que também ressalta:

“O que define o que é ser mulher e o que é ser homem? Existem somente essas duas identidades? As definições se limitam aos nossos corpos? Esses questionamentos são apenas o ponto de partida das reflexões suscitadas pelo eixo curatorial de novembro, que pretende apresentar diversas experiências sobre um dos mais complexos temas das relações humanas: a definição de gênero. 

Os padrões normativos de gênero apagam identidades e restringem as possibilidades de existência dos sujeitos. A diversidade humana é um fato e as identidades são muitas: são pessoas transgêneras, sem gênero, travestis, transexuais, não binárias e tantas outras. Por isso é necessário que a desinformação, o preconceito e a discriminação deem espaço à reflexão, à empatia e à igualdade”.
.
Programação - Na página oficial do Sesc Palladium BH no Facebook é possível conhecer as atividades que serão realizadas e mais detalhes. Mas nem todas ainda foram divulgadas, mas o Muza reuniu algumas abaixo para facilitar ;)










sábado, 29 de outubro de 2016

Será? Ator Marco Pigossi teria afirmado que já ficou com outros homens

Loading

Muita calma nessa hora! Tem circulado na internet duas notícias de que o ator-galã Marco Pigossi teria afirmado à uma rádio em Brasília que já ficou com outros homens e que “o prazer não tem gênero”.

Os links são dos sites  Portal Atualizado e Mundo Amazônia, mas fato é, que o Muza procurando sempre ter um jornalismo sério e em buscar de apurar essas informações não achou nenhuma fonte oficial do ator ou mesmo da tal rádio. Logo... seria apenas uma notícia falsa? Parece que sim. Entretanto, muitos rumores dizem que o ator seja gay e que já teria namorado até o também ator Rodrigo Simas.

Segundo a notícia que está viralizando na internet, Marco Pigossi teria dito:
”O prazer não tem gênero... Prazer é livre, é sem rótulos, não importa se é homem ou com mulher, pra mim prazer é livre.”

Bem, se for/fosse verdade seria ótimo ter um ator-galã e querido pelo público fazer declarações libertárias como essas, mas também é sabido que sexualidade de atores globais são sempre envolta de especulações. No fim, somente o próprio ator e a própria pessoa que tem o direito de manifestar sua sexualidade, mesmo sabendo que declações “fora do armário” empoderam a comunidade LGBT. 

Até o momento, o ator ou sua assessoria não comentaram a notícia que está circulando na web. Fato é, que o ator está de férias e no momento na Espanha, como o mesmo divulgou em suas redes sociais. 


sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Tatuadora de BH realiza tatuagens gratuitas para cobrir cicatrizes de homens transexuais

Loading

a tatuadora Renata Espinelly

Após realizarem cirurgias de mastectomia ou mamoplastia masculinizadora, os homens trans ficam com cicatrizes no peitoral decorrentes do procedimento. A fim de cobrir essas marcas e melhorar a auto-estima dessas pessoas, a tatuadora Renata Espinelly, proprietária do Estúdio Espinelly Tattoo, oferece tatuagem gratuita aos transexuais que desejam cobrir as cicatrizes.

Desde outubro do ano passado, a tatuadora atende em seu estúdio um homem trans por mês. Em recente entrevista declarou: “Todas as marcas que temos no corpo significam que fomos capazes de encarar algum tipo de luta e que saímos vitoriosos dela”, declara. Contudo, Renata lembra que depois da cirurgia é necessário esperar de seis meses a um ano para realizar a tattoo, pois o tecido precisa estar totalmente cicatrizado.

Aqueles que estiverem interessados podem enviar um email para: espinellytattooart@gmail.com. Mulheres cisgêneros que tiveram câncer de mama e tiveram que passar pela mastectomia também são atendidas gratuitamente pela artista.

Para não haver dúvidas, a cada mês Renata e o Estúdio Espinelly Tattoo realizam gratuitamente 1 tatuagem para homens transexuais e 1 para mulheres cisgêneros, que tiveram câncer de mama. 

Crédito imagem meramente ilustrativa: Renata Quigua.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Acontecerá em BH o Campeonato Masculino de Luta de Bumbum

Loading



Belo Horizonte vai receber, no início de novembro, a etapa regional do primeiro Campeonato Masculino de Luta de Bumbum.  A modalidade consiste em uma disputa onde os oponentes empurram um ao outro com a bunda até conseguir tirar o adversário da área demarcada. O evento vai acontecer no dia 4 de novembro no Pirocas Bar, dentro do 269 Chilli Pepper Single Hotel, no bairro da Floresta.

Os interessados em participar devem se inscrever pelo e-mail mídia@chillipepper.com.br. O vencedor ganha, além do título de bumbum mais forte do Estado de Minas, um valor em dinheiro, estada na faixa na suíte do hotel e cuecas e sungas da marca Mr San San. Para comandar a disputa, foi escolhida a drag queen Penélope Fontana. No Brasil, o La Rúbia Café realizou uma competição parecida em setembro em Brasília, só que com a participação de mulheres também.

A entrada custa a partir de R$ 39 (Valor de um armário por 6h de segunda a sexta). Não será possível fazer vídeos ou fotos da luta, já que é proibido o uso de celulares e câmeras fotográficas no hotel. Os vencedores serão divulgados nas redes sociais do Chilli, se assim permitirem. A etapa São Paulo vai acontecer no início de dezembro no Pirocas Bar do Chilli Pepper Single Hotel, no Largo do Arouche, e deve ser apresentado por Silvetty Montilla.

Etapa Mineira do Campeonato Masculino de Bumbum
Data: 4 de novembro (sexta-feira) 
Horário: 22h
Local: Pirocas Bar – 269 Chilli Pepper (avenida do Contorno, 1328 – Floresta – Belo Horizonte)
Informações: (31) 2555-0269


Ronaldo Fraga realiza desfile somente com modelos transexuais no SPFW

Loading


O badalado estilista mineiro Ronaldo Fraga apresentou sua coleção primavera/verão 2017 no São Paulo Fashion Week. O destaque desta vez foi além roupa: 28 modelos transexuais desfilaram os figurinos da coleção. 

O desfile foi um ato de protesto contra a transfobia existente no Brasil e no mundo.  No início do desfile uma voz dizia “O corpo aprisiona, e as roupas libertam o ser".

Ao final do desfile Ronaldo Fraga declarou visivelmente emocionado: "Estamos em tempos de guerra. Minha forma de protesto é essa. Nós não precisamos mais de roupas. A moda precisa começar a dialogar em outras frentes... A história toda não está mais nas roupas e sim em quem as veste“.

A seleção foi feita via redes sociais pelo produtor Fernando Valiengo. Dentre as selecionadas estavam a modelo belo-horizontina Carol Marra, que declarou em entrevista recente: . "Ronaldo deu voz a quem não tem voz, deu visibilidade a pessoas que são invisíveis. Todas as modelos do desfile eram trans e puderam contar uma história independente do seu gênereo, afinal a genitália estava tampada. Então elas mostraram uma roupa com beleza, feminilidade e dignidade, como quaquer outra modelo faz. Foi muito lindo". 




terça-feira, 25 de outubro de 2016

Cresce 4 vezes o número de inscritos no ENEM com nome social

Loading

Desde 2014, estudantes transexuais puderam se inscrever no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) utilizando o nome social. De lá pra cá, o número de inscrições com o nome social quadruplicou. Neste ano, são 407 estudantes contra 102 há dois anos. Somente em Minas, são 81 inscritos.

Entretanto, o MEC ainda utiliza o nome duplo na lista de presença, colocando o nome social a frente do nome de registro. O que para algumas pessoas ainda não deixa de ser constrangedor. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo Enem, defende que o uso dos dois nomes na lista tem a finalidade de “garantir a segurança da aplicação” do exame. Mas que em caso do candidato já ter o nome alterado pela Receita Federal, não são apresentados dois nomes no documento.Apesar disso, a medida não deixa ser o prenúncio de avanços. 

Seminário sobre “Identidades e Gêneros Midiáticos” acontece essa semana em BH

Loading


Acontece em Belo Horizonte, entre os dias 25 e 27 de outubro, a quarta edição do Seminário Internacional PIMI (Patrimoines-Images-Médias-Identités France-Brésil), na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com o tema “Identidades e Gêneros Midiáticos”. 

O evento é organizado pelo Grupo de Pesquisa em Imagem e Sociabilidade (GRIS) da UFMG e tem como intuito promover um espaço de interlocuções para pesquisas em Comunicação no Brasil e França.

Infelizmente as inscrições já estão encerradas. Mas clicando aqui você pode conhecer a programação completa. E lá tem o contato.. vai que.. tenta a sorte! ;) 

O evento é coordenado por Evelyne Cohen (Enssib-Université de Lyon-LARHRA) e por Itania Gomes (PosCom/UFBA), o PIMI — Patrimoines-Images-Médias-Identités France-Brésil — é um programa de cooperação científica entre pesquisadores franceses e brasileiros, nos estudos de Comunicação, com financiamento do CNRS. Nesta edição, participam pesquisadores da UFMG, UFBA, UFRJ, UFSM e Fiocruz, pelo Brasil, e da Université de Lyon, Université Grenoble-Alpes, Université Paris 3 Sorbonne Nouvelle, Université Paris 1 Panthéon-Sorbonne e Université Aix-Marseille, pela França.

Seminário “Identidades e Gêneros Midiáticos”
Data: 25 e 27 de outubro 
Horários: variados. Começa hoje às 9h30. 
Local: FAFICH - Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG (Avenida Presidente Antônio Carlos, 6627 Pampulha, Belo Horizonte)
Inscrições: gratuitas, mas já encerradas.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Jovem de BH busca financiamento coletivo para fazer cirurgia de mudança de sexo

Loading


Após desistir de tentar a cirurgia de redesignação sexual (mudança de sexo) pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a jovem de 21 anos, Clara Houri, decidiu apostar no financiamento coletivo para realizar o seu sonho, que custa, na rede particular, R$ 60 mil. Até o momento, Clara já conseguiu quase R$ 1 mil em pouco mais de dez dias de arrecadação.

“Eu sempre estive muito desconfortável com o meu corpo. E ao começar a minha transição, eu pude aos poucos me adaptar e me sentir mais feliz comigo mesma. Porém, algumas coisas os hormônios não resolvem, e uma delas é a questão da genitália. É frustrante quando seu corpo não está em sintonia com você, não tenho nem como explicar a sensação. É uma necessidade psicológica. Por favor, me ajudem a realizar esse sonho!”, diz a jovem na página do financiamento.

Segundo ela, a desistência de tentar a realização do procedimento pelo SUS se deveu à burocratização. “O SUS é muito burocrático, ficam muito tempo tentando provar que você é trans. Além da burocracia, a espera na fila é estimada em dez anos. Tenho uma amiga que está há 8 anos esperando e até hoje não foi chamada”. De acordo com o Ministério da Saúde (MS), desde o período de implantação do processo cirúrgico pelo SUS, há oito anos, a quantidade de procedimentos realizados cresceu 33 vezes, saltando de 101 no primeiro ano para 3.440, em 2015. Até o mês de junho deste ano foram realizados 2.286 procedimentos. Em Belo Horizonte, foi implantado em 2014, o Ambulatório de Transexualidade do Hospital das Clínicas da UFMG. Contudo, o órgão ainda depende de autorização do MS para começar a realizar as cirurgias. No Brasil apenas instituições em São Paulo, Goiânia, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Pernambuco são autorizadas a oferecer a intervenção pelo SUS.

Houri explica que sua família não tem como ajudá-la financeiramente, e, que, por isso, recorreu ao crowdfunding. Mas também vai complementar a renda com o que ganha como garçonete em um restaurante de BH. 


ATENÇÃO! Abaixo, para quem tem curiosidade, há um vídeo que mostra como é realizada a cirurgia de redesignação sexual (mudança de sexo). Mesmo sendo em animação, o vídeo pode chocar, assim, se não tiver problema aperte o play.


quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Jogadoras de vôlei do Minas Tênis Clube assumem namoro e dão entrevista à Luciana Gimenez

Loading


Talvez você não saiba... mas as jogadoras de vôlei do Minas Tênis Clube, Carol Gattaz e Ariele Ferreira, assumiram publicamente que estão namorando. Carol já chegou a defender a seleção brasileira. A repercussão está ganhando cada vez mais destaque na mídia e ontem elas foram convidadas para falar sobre união homoafetiva no programa Superpop da Luciana Gimenez. 

Antes de serem entrevistadas pela Luciana, elas fizeram um ao vivo pela página da Rede TV no Fcaebook, que você pode ver abaixo.. 

As duas estão tem feitas diversas declarações de amor e postado fotos juntas nas redes sociais, sobretudo no Instagram.

 “O sorriso mais lindo, o olhar mais sincero, o meu porto seguro, a pessoa mais linda do mundo, não importa quantas opções a vida venha me dar, eu vou escolher você, sempre vai ser você. Te amo muito”, diz Ariele em uma das declarações.

“Amor, você é o amor que sempre sonhei pra mim, que sempre idealizei!! E vou tentar te fazer a pessoa mais feliz do mundo pro resto da minha vida. Tudo que faço por VC vale a pena!! Te amo!”, responde Carol.



Katya defende Alaska em sua passagem pelo Brasil: "Ela é a minha RuGirl favorita"

Loading



Katya uma das grandes favoritas do público no RuPauls Drag Race All Stars 2 esteve há alguns dias no Brasil e em um dos shows que fez aqui defendeu a ganhadora Alaska, que após desandar nos últimos episódios (em termos de conduta, chegando a oferecer dinheiro para que outras drag queens não a eliminassem ) ganhou uma grande antipatia e crítica de parte do público, que queria, assim, Katya em seu lugar. 

Clique aqui para ler uma entrevista excluZiva com a Katya 

No vídeo abaixo, Katya diz: “Se eu ouvir... se eu ouvir qualquer um de vocês falando merda da Alaska... eu mato vocês, sério... ela é a minha RuGirl favorita de todos os tempos”





quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Aguardadas cenas de beijo e sexo lésbico com Bruna Marquezine são apenas insinuadas em série na TV

Loading


Bem.. havia muita expectativa, mas... o aguardo beijo “gay” ou lésbico ou apenas beijo  entre  Beatriz, papel de Bruna Marquezine na série “Nada Será Como Antes” (exibida pela Rede Globo),  e  Julia, papel de Letícia Colin, finalmente foi ao ar na noite desta terça, 18 de outubro. Entretanto... 

... tanto o beijo quanto a cena de sexo aconteceram sugestivas ou vulgo “deram a entender” que... elas se beijaram e elas transaram... no mínimo chato ou desnecessário. Apesar das falas “eu quero você” e “você e seu irmãos são gostosos”, ditas pelo personagem de Bruna.  Foram duas cenas, em uma delas, por exemplo, elas vão para de trás de uma parede e uma delas sai com o batom borrado. Qual o sentido disso? Hipocrisia? Hum... que pena, desta vez a Globo perdeu mais oportunidade de ajduar a combater preconceitos por meio de seus folhetins.

Na história da série, Beatriz se envolve com os irmãos Julia e Otaviano, papel do ator Daniel de Oliveira. Assim, os três foram um peculiar triangulo amoroso. A série “Nada será como antes” foi criada por por Jorge Furtado e Guel Arraes.



terça-feira, 18 de outubro de 2016

Rede Globo exibe em horário nobre campanha com beijo gay para promover respeito mútuo

Loading

E mais uma vez a propaganda pró-LGBT vem ganhando destaque na mídia televisiva no Brasil. Depois do comercial da Budweiser com direito a beijo gay ter sido exibido no intervalo do  Jornal Nacional, agora é a vez de mais uma propaganda com beijo gay na Globo:

Desta vez, trata-se da campanha “Eu odeio berinjela” da ONG Dignidade do Paraná, que é dirigida pelo ativista de longa data Toni Reis.  A Campanha, que traz beijo entre um casal gay e outro lésbico, está sendo exibido nos intervalos do Jornal Nacional e até da novela das 21h. 

O filme “Eu odeio berinjela”, criado pela OpusMúltipla para o Grupo Dignidade (organização pioneira na promoção da cidadania LGBT), foi escolhido pela Rede Globo para integrar uma ação da emissora para a promoção do respeito mútuo, veiculada nacionalmente a partir deste mês.

Sobre a Campanha 

O roteiro apresenta uma cena simples: um jantar em família onde a sogra oferece ao pretenso genro um prato que contém berinjela entre os ingredientes da receita. O jovem, logo após falar que “odeia berinjela”, imagina cometer uma série de atrocidades contra o fruto, que é cruelmente afogado, esfaqueado, pisoteado, caçado e explodido.

Ao voltar à vida real, um simples “não, obrigado” reforça a forma correta de lidar contra aquilo que se discorda. “Sempre achei suspeito a forma como alguns lidam com as diferenças, especialmente no que se refere a orientação sexual. O que justifica uma pessoa gastar sua energia para agredir, verbal ou fisicamente, alguém que não compactua com suas preferências? Talvez essa pessoa não esteja tão segura assim de suas escolhas", reflete Renato Cavalher, criador do filme.

“Obviamente que podemos discordar do modo de vida de outras pessoas. Sou a favor de todos os direitos e da justiça. Não devemos discriminar e sim respeitar não apenas a religião e a cor, mas também a orientação sexual”, pontua Toni Reis, diretor executivo e fundador do Grupo Dignidade.