sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Notícias recentes mostram que Governo Michel Temer pode ser preocupante aos LGBT

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Como sabem, o Brasil está vivendo um momento político delicado – para não dizer conturbado :  esta semana o Senado Federal aprovou impeachment (61x20) da ex-presidenta Dilma, que assim, perdeu seu mandato e o vice Michel Temer assumiu a presidência do Brasil.  Mas o que isso pode significar para nós LGBT?

Sabemos que a própria Dilma deixou a desejar em algumas questões LGBT, como quando não apoiou o “Kit gay” – na verdade um projeto de diversidade sexual nas escolas -  mas mesmo assim, o Muza recapitula três notícias divulgadas nos três últimos meses, no  qual Temer estava como presidente interino, que mostra que podemos temer como Temer  poderá conduzir as questões da cidadania LGBT no Brasil. Afinal, em pouco tempo, sem “terrorismo” ou algo do tipo, houveram algumas sinalizações não favoráveis aos LGBT. Vamos aos fatos:

Maio 

Com o objetivo de "enxugar" ministérios, Temer eliminou o Ministério que lidava com as questões das Mulheres, Igualdade Racial, Direitos Humanos e Juventude (que pautava as questões LGBT). O Ministério foi reduzido a uma secretaria subordinada ao Ministério da Justiça.


Junho

A ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais)  em sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra na Suíca, criticou a extinção do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos e alertou sobre possível posicionamento do Governo Temer: 

"ameaças de retrocesso vindas do conservador Congresso brasileiro... pode ter como consequência impactos profundos e negativos nas instituições democráticas e nos direitos humanos" no país. O grupo relaciona o rebaixamento do ministério –que havia sido criado em outubro de 2015– a secretarias ligadas ao Ministério da Justiça a um possível "fôlego" que uma pauta conservadora poderia ganhar no Congresso” 

Julho

Em reunião e encontro com 33 pastores evangélicos, no Palácio do Planalto, o então presidente interino Michel Temer, prometeu que o Ministério da Educação (MEC) revesse a questão da “ideologia de gênero” nas escolas”.

Para moralistas, religiosos conservadores e alienados a “ideologia de gênero” seria um estímulo para a homossexualidade e promiscuidade. Completo equívoco. Já que a Ideologia de Gênero, de uma maneira geral, é muito mais abrangente que a sexualidade do indivíduo, mas sim a diversidade e compreendimento das sexualidades e gêneros. Assim, pode-se limitar a abordagem do professor com os alunos sobre a diversidade e combate à LGBTfobia na sociedade e na própria escola.  


Aguardemos! O Muza REALMENTE espera pelo melhor e torce que a pauta LGBT seja não apenas debatida, mas aplicada neste Governo, que apesar de ter uma questionável elegibilidade, está atualmente no comandando das questões políticas em nosso Brasil.