terça-feira, 5 de julho de 2016

Vítimas de LGBTfobia no Brasil, em ambientes acadêmicos, ganham destaque na mídia

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Não fez uma semana que noticiamos o triste caso de LGBTfobia em Belo Horizonte e ganhou destaque na mídia e redes sociais, nos últimos dias, mais dois tristes episódios de LGBTfobia. Desta vez, tendo a morte de homossexuais como desfecho. 

No dia 1° de julho o André Felipe Vieira Colares (primeira foto acima), de 24 anos, estava em uma festa do curso de medicina da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). Ele foi encontrado morto, com um corte profundo no pescoço e os dois olhos furados.  O culpado? Um adolescente de 17 anos foi apreendido como suspeito. O caso chegou a ser capa do jornal Estado de Minas no final de semana, além de comoção nas redes sociais. 

No dia 2 de julho, no Rio de Janeiro, o estudante Diego Vieira Machado (segunda foto acima), 29 anos, teve seu corpo encontrado perto da Baía da Guanabara, no campus da RUFRJ,  sem calça, sem documento, com marcas de espancamento em todo o corpo. Havia denúncias de que grupso conservadores da universidade o ameaçavam. O caso ganhou destaque no portal e jornal O Globo, além de comoção nas redes sociais. 

REFLEXÃO - por Valmique

O que podemos observar em comum nesses dois casos: o nível de crueldade dos crimes e a relação de ambos com um ambiente acadêmico que se demonstra preconceituoso e opressor. Sim, precisamos de tratar da questão LGBTfobia nas escolas, universidades, faculdades...  lembrando que os casos citados são “apenas” os noticiados, e a LGBTfobia do dia a dia nas instituições de ensino no Brasil? Fica o questionamento, o medo,  a preocupação e a necessidade de mudança.