terça-feira, 24 de maio de 2016

Conheça o documentário sobre a noite gay paulistana dos anos 60, 70 e 80

Loading


Como era a noite gay paulistana nas décadas e 1960, 70 e 80? O documentário “São Paulo em Hi-Fi”, de Lufe Steffen, resgasta justamente esse momento da história LGBT do Brasil. 

O filme é um documentário histórico que resgata a era de ouro da noite gay paulistana, fazendo uma viagem pelas décadas de 1960, 70 e 80 – a bordo das lembranças de testemunhas do período, trazendo à tona as casas noturnas que marcaram época, as estrelas, as transformistas, os heróis, e até os vilões: a ditadura militar e a explosão da aids.

O filme foi gravado em 2013 e já teve algumas sessões especiais e circulou por festivais, então já tem um público cativo e uma grande expectativa dentro da noite e da comunidade LGBT.

Já está em cartaz em São Paulo 

O filme está em exibição em São Paulo, no Cinesesc, desde o último dia 19, e depois deve ser exibido em outras cidades, como Rio de Janeiro, Fortaleza, Recife. Infelizmente ainda não há previsão para a estréia em Belo Horizonte. A sessão de estreia do filme foi um evento especial no Cinesesc com entrada gratuita e a participação de vários personagens do filme e convidados da noite gay vestidos a caráter, com direito a tapete vermelho e DJ.

Veja o trailer abaixo e na sequencia mais informações sobre o filme


FICHA TÉCNICA

Roteiro, produção e direção LUFE STEFFEN
Produção executiva TAÍS NARDI
Direção de produção EDU LIMA
Direção de fotografia e câmera THAISA OLIVEIRA
Som direto TOMÁS FRANCO / GUILHERME ASSIS
Montagem JOSÉ MOTTA / LUFE STEFFEN

ENTREVISTAS

Ao longo das gravações, registradas em junho de 2013, a equipe entrevistou cerca de vinte pessoas, que revelaram suas memórias e experiências. O escritor João Silvério Trevisan, o jornalista Celso Curi – autor da pioneira “Coluna do Meio”,primeira coluna gay do jornalismo brasileiro, em 1976 –, o historiador norteamericano James Green e os jornalistas Leão Lobo e Mário Mendes, entre outros,
dão seus depoimentos no filme.

A empresária Elisa Mascaro é outro destaque. Ao lado do marido, Fernando Simões, ela foi proprietária de três casas noturnas que marcaram o cenário gay da cidade: o K-7, o Medieval e a Corintho.

A transformista Miss Biá, que começou a carreira em 1960, a transexual Gretta Starr e a drag queen Kaká di Polly também comparecem com histórias pitorescas, emocionantes e inesquecíveis.

LOCAIS

Ao longo das entrevistas, diversas casas noturnas e bares foram relembrados, como a boate Homo Sapiens ( a famosa “HS”, onde hoje funciona a boate gay Bailão ), a danceteria Off, o “inferninho” Val Improviso e os bares lésbicos Ferro’s Bar, Moustache e Feitiço’s. Além, naturalmente, da boate Nostro Mondo, inaugurada em 1971 e que durou 42 anos.

PRÊMIOS

Prêmio do Público: Melhor Documentário – 18º Queer Lisboa / Lisboa, Portugal

3º Prêmio Papo Mix da Diversidade – Categoria Cultura LGBT

Prêmio Câmara Municipal de São Paulo – Dia Municipal de Combate à Homofobia

Troféu Ida Feldman – 21º Festival Mix Brasil da Diversidade Sexual