terça-feira, 15 de março de 2016

Benedito Ruy Barbosa, supervisor da novela Velho Chico declara: “odeio história de bicha”

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Recentemente, Benetito Ruy Barbosa, 85 anos, renomado autor de novelas e atual supervisor de texto da "Velho Chico", que estreou ontem na rede Globo, chocou várias pessoas ao dar declarações extremamente homofóbicas.  Ele declarou em coletiva sobre a novela: 

“Odeio história de bicha. Pode existir, pode aceitar, mas não pode transformar isso em aula para as crianças. Tenho dez netos, quatro bisnetos e tenho um puta orgulho porque são tudo macho pra cacete”, 

“Deixa eu falar, ué (disse para a filha Edmara que escreve a novela com Bruno Luperi, que percebeu o desconforto com as declarações do pai). É a minha opinião.Não sou contra, não acho errado. O que acho é que quando eu tenho na mão 80 milhões assistindo minha novela, tenho que ter responsabilidade com as pessoas que estão me assistindo. Tenho que saber que tem muito pai que não quer que o filho veja, porque eles não sabem explicar, não sabem como colocar. Muita gente reclama disso para mim. O que não é justo é você transformar: só é normal o cara que é bicha, o que não é bicha não é normal. A mulher que é sapatona é perfeita, a que não é sapatona não é legal. É assim que estamos vivendo" 

As declarações, é claro, movimentaram a internet. Alguns telespectadores ameaçaram a boicotar a novela. Diante disso, o também autor de novelas, Aguinaldo SIlva se posicionou sobre o assunto. Ele disse em tom provocativo  "Sem essa de boicotar 'Velho Chico', sou contra. Afinal, a sobrevivência financeira de três gerações da família Ruy Barbosa depende dela", cutucou. Silva também disse "Odeio história de bicha", proclamou Benedito Ruy Barbosa. Isso teria a ver com alguma traumática história de sofá em priscas eras?". 

Militantes LGBTs, como o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ), repudiaram as declarações de Barbosa. Wyllys, em sua página no Facebook defendeu a liberdade de expressão, mas lamentou que "tenhamos que ouvir esses insultos e ofensas contra homossexuais" em pleno século XXI.