quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Programa "Rio Sem Homofobia" sofre com crise do estado e pode acabar

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Depois de ser expulso de um táxi do Rio de Janeiro por estar acompanhado de um outro homem, um empresário decidiu prestar queixas no "Rio sem Homofobia". Entretanto, ao chegar na sede do órgão se deparou com algo sucateado e esquecido pelo poder público. 

Houve dificuldade para fazer a denúncia. De acordo com o empresário, em entrevista para jornal O Globo, ele tentou  tentei contato pelo 0800, mas ninguém atendeu. "Depois tentei pelo site do programa. Com a ajuda de uma equipe de TV, funcionários do Rio Sem Homofobia chegaram até mim. Fui atendido com muito profissionalismo e solidariedade. Mas, ao me deparar com as salas do centro trancadas, fiquei imaginando quantas pessoas poderiam não estar tendo a ajuda adequada", contou ao jornal. 

De acordo também com o jornal O Globo, o motivo desse esquecimento tem a ver com a crise econômica do estado. Segundo a publicação, dois meses depois de o pastor Ezequiel Teixeira, do Partido da Mulher Brasileira (PMB), assumir a Secretaria estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, o Rio Sem Homofobia, ligado à pasta, foi desmantelado. Mais de 60 funcionários do programa já tinham sido demitidos. Agora, os principais serviços foram suspensos. 

O coordenador do Rio Sem Homofobia, Claudio Nascimento, ressaltou que, embora essa situação, o Rio Sem Homofobia tem sua importância também por ter servido de inspiração para projetos parecidos em cidades de outros estados do país. Além de ter ganhado reconhecimento internacional.

Na internet, está sendo realizado uma campanha a favor da continuidade do programa por meio da imagem abaixo e da hastag #SOSRioSemHomofobia