quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

No Brasil, travesti é aprovada em 1º lugar em universidade federal

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Na semana em que se celebra o Dia Nacional da Visibilidade Trans, 29 de janeiro, o Muza compartilha uma boa notícia recente. Ainda vivemos, infelizmente, em uma sociadade em que a transfobia é uma realidade. Muitas vezes, travestis e transexuais são associadas à prostituição e à criminalidade. 

Entretanto, este mês uma notícia positiva ganhou um espaço, ainda que tímido, na mídia brasileira. A travesti Amanda Palha, de 28 anos, foi aprovada em primeiro lugar pelo Sisu (Sistema de Seleção Unificada) no curso de Serviço Social da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco). E isso é importante para garantir a representatividade do grupo na sociedade. 

Em entrevista ao site HuffPost Brasil, Amanda disse que quando finalizou o ensino médio, não pretendia continuar estudanto. Entretanto, após trabalhar na área de serviço social em São Paulo, ela notou que era aquilo era sua vocação. Ela também contou que nos últimos dois, três anos, começou a prestar vestibular, contudo, mesmo se esforçando, ela não conseguia entrar numa faculdade. Mas dessa vez a história foi diferente. Em 2015, Amanda fez um curso de formação política que foi essencial para fazer o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), prova que permite concorrer a vagas pelo Sisu.