terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Transexual é protagonista de campanha do Governo de Minas sobre saúde do homem

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Arte: Deisiane Araújo

Com o objetivo de diminuir a dificuldade da sociedade em conviver com o diferente, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) criou a campanha pela saúde do homem, que aposta na inclusão de pessoas com características distintas umas das outras. Durante a campanha, serão apresentados homens jovens, de meia idade, idosos, negros, brancos, índio e transexual. Em comum, eles têm como missão mostrar que pequenas atitudes podem fazer uma grande diferença para a saúde. 

Com o slogan “Saúde é Atitude”, ação insere, pela primeira vez, transexual para mostrar a importância dos cuidados com a saúde do homem. Além da prevenção contra o câncer de próstata ou de pênis, as mensagens transmitidas pelas peças tem como objetivo reforçar a importância dos cuidados com outras doenças como obesidade, diabetes e hipertensão, tão comuns atualmente.

“Pela primeira vez optamos por incluir um homem transexual em nossas campanhas. Acreditamos no poder da publicidade para reforçar conceitos importantes e a diversidade de gênero é um deles”, afirma o coordenador de Publicidade e Mobilização Social da SES-MG, Joney Fonseca Veira. “Ao colocar lado a lado pessoas tão diferentes, mas ao mesmo tempo tão iguais e com necessidades tão semelhantes, tínhamos como intenção promover a diversidade e fazer com que as pessoas criassem identidade com a campanha”, reforça.

Um dos convidados a participar das peças foi Mel Costa Carvalho, que tem 22 anos, é ator e homem trans. Essa foi sua estreia em campanhas publicitárias e o resultado, segundo ele, foi bastante positivo. “É estrondosa a repercussão para nós. Quando surge uma campanha dessa dimensão, é mais uma batalha que nós vencemos e que nos dá força e motivos para continuar lutando pelo nosso lugar na sociedade e, principalmente, pela nossa sobrevivência dentro dela”, avalia. Para Mel, a representatividade das pessoas trans* na mídia ainda é muito pouca. “Sabemos que vivemos em uma sociedade em que a hetero-cis-normatividade é quase invicta tratando-se de questões publicitárias”, completa.