sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Thammy Miranda lançará biografia em setembro. Leia trecho e saiba mais!

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Thammy Miranda é um nome forte no meio gay/LGBT brasileiro, sobretudo, por duas razões: ser transexual  e filha de Gretchen. Além de, obviamente, ter chamado a atenção da mídia nos últimos anos pela sua mudança de visual. Mas é claro que ele é mais que isso e o público terá a porutnidade de conhecer mais sobre ele com o lançamento do livro biográfico “"Nadando contra a corrente", escrito por Marcia Zelatto, que será lançado em setembro. As imagens do livro são de Fernando Torquatto e você pode ver algumas do ensaio acima e abaixo. 

Em entrevista ao site Ego, Thammy declarou: “O livro fala das minhas descobertas, passa pela minha primeira relação com uma mulher e termina com o meu processo de transição sexual. Vou contar também como foi quando a minha mãe descobriu minhas escolhas e o que eu sentia durante todo o processo. O livro se chama 'Nadando contra a corrente' porque a corrente empurra você para ser heterossexual e não aceita bem o diferente".


O site Exta, divulgou alguns trechos do livro. Leia um abaixo:

"Quando Thammy disse pela primeira vez que queria começar a tomar hormônios, Andressa (sua namorada) não levou muito a sério. Achou que era uma onda, uma ideia passageira. E na convivência viu que não. Que Thammy não era uma mulher que queria ser homem, Thammy era de fato um homem, se sentia um homem, essa era sua auto-percepção e sua identidade. Na vida, pensava e agia como um homem. No comportamento, vestia-se e tinha gestos de um homem. No sexo, era viril e não gostava de estar em nenhuma posição passiva, ficava extremamente incomodado. Penetração nem em sonho. De mulher, Thammy só tinha o jeito de amar, a atenção integral à sua amante, o romantismo, as minúcias. Mais nada”.

Thammy convidou a autora de novelas Glória Perez para escreve a orelha do livro com uma declaração ao seu respeito. Abaixo, você pode ler o trecho na íntegra:

Sempre admirei a autenticidade de Thammy e muito mais agora acompanhando a maneira corajosa como se reinventa e ocupa seu lugar no mundo. Se é difícil suportar o incômodo de uma roupa ou se um sapato apertado, imagine a provação de suportar um corpo que não veste sua alma, nem sua mente. Um corpo dissociado, que não expressa você, pelo contrário, o agride. Imagina e violência de existir assim, intimidado, clandestino dentro de uma forma física que você percebe como uma camuflagem de si.

Somo homens ou mulheres a partir de uma designação baseada no aparente sexo do nascimento. Daí em diante a sociedade nos atribui papeis bem definidos e cobra correspondência a eles. Mas se nem tudo é o que parece ser neste terreno, também funciona assim entre o XX e o XY há toda uma gama de possibilidades. O gênero que atribuímos a uma pessoa quando ela nasce, não é necessariamente o gênero que ela vai se identificar e reconhecer. Assim, resgatar a compatibilidade entre corpo e mente é um ato libertador. Tenho certeza que Thammy sempre terá orgulho da Thammy que enfrentou tantos desafios para que Thammy pudesse existir às claras.