sexta-feira, 31 de julho de 2015

Ivete Sangalo: “Se meu filho, no futuro, falar para mim que é gay, vou dizer ‘que maravilha’”

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Que algumas cantoras são queridas pelo público gay isso nem precisa falar e elas já sabem disso, mas quando algumas dessas muzas falam a favor dos LGBT elas ficam ainda mais simpáticas. Recentemente, quem fez diversas declarações a favor dos homossexuais foi Ivete Sangalo. 

Em uma coletiva de impressa realizada essa semana, para divulgar sua festa Chá da Veveta, que acontece nessa sexta-feira, 31, no Rio de Janeiro  - que terá participação de Preta Gil, Anitta e Alinne Rosa - com grande foco no público gay, a baiana falou sobre aceitar ou não se o seu filho Marcelo, de 5 anos, se revelar homossexual e sobre a dificuldade da sociedade em lidar com a homossexualidade. 

“Confesso que fico constrangida de ter que falar sobre aceitação aos gays porque o respeito é uma substância da vida. Não temos que questionar isso. Se meu filho, no futuro, falar para mim que é gay, vou dizer ‘que maravilha’. Vamos ser felizes! Ser gay não pode ser uma condenação. A pessoa nasce assim e precisa ser feliz dessa maneira”,

“O que a sua orientação sexual interfere na minha vida? Nada. Agora, se você está feliz, isso muda muito na minha vida e na sua. Felicidade é a grande tônica do meu cotidiano. Os gays merecem todo o amor e respeito do mundo”.

Também há pouco tempo, em entrevista ao colunista Bruno Astuto ela falou sobre a ignorância em discutir a sexualidade de uma pessoa e os direitos civis que ainda não são conquistados pelos homossexuais.

“Não entendo, nessa altura do campeonato, se discutir a orientação sexual de qualquer pessoa. É até uma ignorância. Tenho 22 anos de carreira, sempre tive fãs de todas as orientações sexuais. Na verdade eu nunca notei o gay, o hétero, sempre respeitei a minha relação com os fãs, que é de amor mútuo. Então, nunca segmentei qualquer parcela do meu público” 

“De que adianta ter tudo na vida, se não se tem a liberdade de se relacionar com quem se quer, de externar o que realmente se sente? Estamos falando de direito e respeito. E é tão honesto você amar verdadeiramente uma pessoa, seja ela quem for, isso independe da sua escolha sexual. Para mim, soa até estranho abordar essa questão, porque ela é tão orgânica: você ama aquela pessoa e pronto, é muito simples. Não importa a altura, a cor, o sexo. É amor, puro e simples”,

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Parada do Orgulho Gay é proibida na cidade de São Petersburgo, na Rússia

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A situação da comunidade LGBT na Rússia mostra-se cada vez mais complicada. O sinal mais recente dessa situação veio a público essa semana, por meio de um comunicado a ONG GayRussia informou que a Parada do Orgulho Gay da cidade de São Petersburgo, uma das mais famosas do país, não será realizada.

"As autoridades justificam como pretexto a lei que proíbe propaganda homossexual perto de crianças, que este evento poderia violar", diz o Comunicado.

Segundo a imprensa local, como informa notícia do site da Exame, no mesmo dia é celebrado as Forçsa Aerotransportadoras da Rússia e a associação que reúne militares veteranos ficaram indignados de acontecer a Parada no mesmo dia.

Para quem não sabe, em 2013 foi aprovada na Rússia uma lei que pune com multas e até prisão atos de “propaganda homossexual”.

EM  TEMPO: o canal de vídeos no You Tube, Cheb Russia TV, simulou um casal gay andando de mãos dadas nas ruas de moscou e registrou,infelizmente, reações  homofóbicas, incluindo agressões físicas, como podem ver abaixo. 



terça-feira, 28 de julho de 2015

Curta-metragem que mostra casal gay no interior de Minas Gerais busca financiamento coletivo

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O curta-metragem "Antes da Primavera, metade de mim" é uma ficção, produzido por graduandos do curso de Cinema em Belo Horizonte, que está arrecadando doações para sua finalização.

O filme é sobre Vítor, um jovem que quer se mudar do interior para a capital, mas não sabe como contar para Augusto, seu namorado. É um projeto que aborda, de forma sutil, a inocência na juventude e homossexualidade no interior.

Esse é o projeto de graduação de alunos do curso de Cinema do Centro Universitário UNA, em Belo Horizonte. Analu Bambirra, produtora executiva do filme, aponta o processo de captação para finalização do filme: 

“Nós gravamos este curta nas cidades de Viçosa e São Miguel do Anta, em Minas Gerais, entre Abril e Maio de 2015. Para a produção, contamos com o patrocínio da Haskell, empresa de cosméticos de Viçosa. Agora estamos na etapa de finalização, e abrimos uma campanha no Catarse, que é um site de financiamento coletivo. Qualquer um pode apoiar, a partir de R$10. Dependendo da quantia, disponibilizamos como recompensa: um cartão postal, um bóton, ou até um DVD do curta finalizado.” 

Para ajudar o financiamento coletivo do curta-metragem “Antes da Primavera, metade de mim" clique aqui.

Sobre a equipe

A direção e roteiro são assinados por Francisco Barbosa; Direção de Fotografia, Marco T. Fuse; Design de Som, Álvaro Domingues; Direção de Produção e Montagem, Fernanda Kalil; Analu Bambirra, Produção Executiva – todos graduandos em Cinema. 

A equipe já trabalhou em outros projetos anteriores: Francisco, Marco, Álvaro e Analu participaram do curta-metragem “José Baleia”, exibido neste ano na Mostra de Cinema de Tiradentes. Analu é assistente de produção na Anavilhana, em Belo Horizonte.



segunda-feira, 27 de julho de 2015

Entrevista com Trixie Mattel. A queen fala sobre RuPaul, perder duas vezes e “ser diferente”

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A presença das queens do programa RuPaul´s Drag Race em Belo Horizonte, continua aumentando! Depois de Jujubee em março, Coco Montrese em Junho, desta vez, em julho, foi a vez de Trixie Mattel, que participou da última temporada e veio a BH como principal atração da festa Eleganza. Assim, a lembrança de Trixie para quem acompanha o programa é fresquíssima.

Na conversa excluZiva com Trixie ela falou sobre sua relação com RuPaul, como participar do programa mudou a sua vida e, claro, sobre em uma mesma temporada ter participado duas vezes e perdido duas. Mas isso não é motivo de tristeza para queen mais ligada em brinquedos até o momento ;) Ah! Trixie ainda revela se voltaria ou não ao programa por uma terceria vez... confira!



Veja quem tem um recado para você que acompanha o Muza: Trixie Mattel! Aguarde entrevista excluZiva com a Queen! :) #trixiemattel #rupaulsdragrace #dragqueen
Posted by Muza on Segunda, 20 de julho de 2015


Muza - Como foi sua experiência no RuPaul´s Drag Race?
Trixie Mattel - Foi maravilho. Nós gravamos no último verão, há um ano. Mudou a minha vida toda. Óbvio que eu queria ter ganho, mas não é todo mundo que ganha. Mas foi incrível.  Eu viajei o mundo, ganhei muitos fãs. A melhor experiência que já tive, sem dúvida. Melhor presente que já ganhei.

O programa se tornou um sucesso mundial. Como você explica isso?
Bem, você faz o show (reality show) e espera ir bem. Você quer ganhar, mas depois você vê que não importa muito. As pessoas gostam do que você faz. Eu perdi duas vezes e as pessoas ainda assim gostam de mim.

Sobre perder duas vezes... como isso te afetou?
Eu adorei a primeira vez, achei que eu saí um pouco cedo. Não me senti muito bem, mas
voltei. Voltar para casa na segunda vez não foi cedo.

Você faria algo diferente se pudesse?
Não. Quer dizer, eu ganharia (risos). Quando eu vi o programa em casa, eu gostei do meu
desfile, figurino e performance, gostei do meu lipsink. Mas na segunda vez, também. Então, não mudaria nada.

Você disse no vídeo ao ser eliminado na segunda que não aceitaria um terceiro convite. Ainda pensa assim? Mesmo para um All Stars 2?
Bem, eu não sei... é bem estressante, mas eu tive muita coisa boa disso. Então.. é como tudo que tem o lado bom e ruim.

Sobre estresse, o primeiro episódio foi intenso e confuso. Vários looks e a pressão da estreia. Você também achou isso?
Sim, foi muita coisa.  Você tem que fazer tudo isso agora. “Ai meu deus”. Vá fazer seu vestido, vá competir contra ela,  fale sobre sua mãe que faleceu para a câmera e agora vá e volte e converse com o RuPaul. É bem estressante, sabe?


Sobre o RuPaul, você mantem contato?
Não... ela não conversa muito com a gente na verdade... É o trabalho dele, como o trabalho de qualquer um.

Aqui em BH estamos vivendo um momento interessante para drag queens e também para “meninos que gostam de vestir como meninas”. Teria algum conselho para eles?
Claro. O mais importante é você fazer suas coisas. O único motivo para eu estar no Brasil agora é porque eu era diferente, sabe? É o que eu percebo da reação das pessoas, das 14 queens meu visual era estranho, meu senso de humor era estranho... ou seja é ser você.  Se você faz drag para parecer outra pessoa não é esse o sentimento, faça suas coisas.

Você acha que é um bom momento para ser drag queen agora no mundo, pelo que você tem visto?
Sim! Há tantas drag queens agora, você realmente tem que ser especial porque há um milhão de drag queens agora. Você realmente tem que fazer algo único.

O que podemos esperar de você agora. Vai fazer um videoclipe...?
Sim! No momento estou viajando, também escrevendo e trabalhando em um espetáculo de stand up comedy e ano que vem quero viajar com ele, fazendo piadas e performances... em meu próprio show.

O que te inspira?
Eu não gosto de coisas reais, eu gosto de... fantasia. Brinquedos. Minhas roupas parecem
brinquedos de criança. Brinquedos e stand up comedy são duas coisas que eu gosto de fazer. Videogames, tenho um Playstation 4, desenhos... gosto também de comediantes da vida real, bem sacanas... (risos)


por Valmique

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Jake Shears, do Scissor Sisters, vive drag queen em adaptação do espetáculo teatral “Bent”

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O vocalista do Scissor Sisters, Jake Shears, fará sua estreia no teatro interpretando uma drag queen no clássico musical Bent, de 1979. Shears será Greta. Em entrevista à a revista The Advocate ele revelou que a preparação para viver o personagem foi “muito intensa” e  que no processo ele conheceu uma especialista em travestismo e cross-dressing em Berlim, Alemanha, durante período de 1910 a 930. Shears também revelou que está escrevendo um musical com Elton John.

“Bent” conta a história de dois homens alemães que se apaixonam durante o período da segunda guerra mundial e vão parar em um campo de concentração nazista por serem gays.  A nova adaptação estará nos palcos de Mark Taper Forum, em Los Angeles, Estados Unidos. A direção é de Moises Kaufman e o espetáculo estreia no próximo dia 26 e fica em cartaz até 23 de agosto. 

Para divulgar “Bent” foi disponibilizado um vídeo com Jake Shears cantando “Streets Of Berlin”, uma música que ele compôs e apresenta no espetáculo. 




quinta-feira, 23 de julho de 2015

Conheça a proposta de nudez masculina da revista Flesh Mag e veja um ensaio com alguém do Muza...

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O Big Bang Erótico

“Quando era mais novo, tinha um fotolog e uma camerazinha. Eu ia, assim, no verão, na praia, no posto 9, tipo o Alair Gomes (fotógrafo brasileiro referência em nu masculino), e aí, fazia muitas fotos, escondido, dos caras de sunga na praia. Meu fotolog super bombava e ninguém sabia quem era o autor”.

E o fotolog existe ainda? 

“Existe. Ainda está lá. Teve uma época que o fotolog saiu até na G Magazine. Isso há uns dez anos”. 

Essa história, aí, é de um dos garotos da dupla que está surfando na nova onda do nu masculino no Brasil, ao lado do fanzine paulistano Snaps e da página mineira Chicos!.

São os rapazes da revista digital Flesh Mag: Rafael Medina e João Maciel. Qual deles será o paparazzi vouyer que percorria sinuosamente quase os mesmos caminhos de Alair Gomes (1921-1992) no Rio de Janeiro? O labirinto para achar a resposta está na entrevista, que fiz com o duo de arqueiros.

Eles haviam disparado a flecha sem eu saber. Já estavam de olhos e lentes abertas perseguindo o pequeno alvo nas baladas cariocas.

Foi questão de tempo para o meu interesse e o deles se cruzassem. Sim, aceitei me despir para dois estranhos, exatamente como vim ao mundo. A experiência do jornalista/personagem não está só nas fotos mas também no texto produzido especialmente para o site deles.


Até chegar lá, confira o bate-papo com os meninos, dias após o ensaio, em entrevista para o Muza. 

De onde veio a ideia de fazer uma revista como a Flesh Mag?

Rafael Medina - A gente fotografa festa há quase um ano. Um produtor de uma das festas propôs da gente fazer uns ensaios sensuais, com modelos que eles escolheriam. E, aí, a gente topou fazer esse projeto. Gostamos muito dessa experiência, foi muito positivo. A festa exige um foco específico em um determinado tipo de homem, que é aquele modelo gostoso, sarado, bonitinho. Comecei a conversar com o João, que eu queria ampliar um pouco mais esse campo. O que pra mim entra até mesmo

uma questão política, do tipo, a gente já vende um modelo de padrão de beleza que as pessoas ‘sofrem’ para alcançar e, tipo, ninguém tem a “porra” desse corpo, porque muitas vezes é feito no photoshop, e não quero isso. Não quero ser mais um agente que perpetua esse tipo de pensamento. Queria ter essa experiência de fotografar nu, corpos masculinos, mas que isso fosse com pessoas comuns. Pensar o desejo ou a relação entre o desejo e o corpo. Não só um ideal de corpo, mas um corpo real. 

E vocês vivenciam isso no dia a dia? São o tipo de pessoas que vocês estão acostumados a “ficar”?

João Maciel - Os meus dois últimos relacionamentos foram assim. Meu último namorado era um “urso” e o atual já não é, ele é quase uma “barbie”. Eu não tenho um “tipo”. Tem que mexer comigo de alguma maneira, independente do porte; da “pintosa” até o cara mais “bofão”.

Medina - A foto é para onde você olha. Então, se eu gostasse só de “barbies”, faria um ensaio só de barbies. O meu olhar é direcionado para o meu desejo. Acho que tem uma relação entre desejar e olhar.

Nessa vontade de diversificar, como vocês trabalham essa questão do estereótipos no meio gay para os ensaios?

Medina -  A gente tem uma relação direta com o fotografado, mas ele é um personagem. Não tem uma distinção entre ficção e realidade. Eu levo um pouco desse personagem para o ensaio após fazer uma leitura da pessoa.




Como é o processo de escolha do modelo entre vocês dois? O que causa interesse pra vocês?

Medina - Ficamos, na verdade, sondando algumas pessoas, tem cara que eu olho na “night” e falo aquele ali vai ser incrível.  Mas teve um primeiro momento que a gente não tinha ninguém e era mais difícil conseguir alguém porque não tinhamos o que mostrar. Então, pensamos vamos selecionar umas 3 pessoas que conseguiriam dar um primeiro “start” do que seria essa revista. E a gente não queria fechar num único tipo de pessoa. Vou mostrar 3 direções possíveis que a revista pode seguir para instigar as pessoas. Alguns ensaios podem reafirmar subgrupos que as pessoas se identificam. Acho que a gente trabalha um pouco nesse âmbito porque o desejo também passa por aí. Mas, ao mesmo tempo, não queríamos nos limitar a um. Por exemplo, lançamos o ensaio de um menino “gostosinho”, aí as pessoas vão achar que só vamos fazer isso. Mas lançamos depois um que “causa”, então, a galera começa a achar que só vai ser assim, então, toda vez que a pessoa tenta dizer o que vamos fazer, eu quero fugir disso. Quando ela acha que está conseguindo, o ensaio diz “não”, não é por aí a tendência. E vai chegar um momento que terá um leque de diversidade e possibilidades. Ensaios mais erotizados, ensaios sem erotismo algum, mais plásticos. 

E vocês usam photoshop?

João - Não.  A gente não usa no modelo. Só usamos pra ajustar a luz.

Medina - Não usamos pra aumentar bunda ou bíceps. Senão a gente vai desautorizar o próprio trabalho e o nosso discurso fica vazio.

Vocês fotografariam um casal transando? 

(Sai um sim uníssono e desconcertado em ambos). 

João - Eu já fico meio encabulado. Mas quando vejo que a pessoa está tranquila, eu relaxo. 

Como é, então, lidar com a nudez masculina?

João - Eu vou falar por mim. Sempre acho que vai rolar uma tensão, uma tensão sexual na parada, pelo nervosismo da situação em si. Às vezes fico inibido, paro e viro de costas (risadas). Mas, no final, tem que ter foto, tem que ter ensaio e a gente tem que segurar a onda. 

Medina -  A minha excitação passa pra foto. Acho importante que aconteça isso mas temos que trabalhar no limiar, que é perigoso mas acho que o trabalho cresce poque tem um perigo envolvido. Acho que o desejo é importante na construção da imagem. E acredito que realizo o desejo na imagem. Não entendia muito bem isso no início mas, agora, sim. Não preciso necessariamente estabelecer uma relação com o modelo.

E como vocês lidam com a nudez e o erótico?

João - O ensaio do Vinu (Vinícius Orsolon) foi bem nessa “vibe”, pois estava rolando “pegação” no local que escolhemos para tirar as fotos (um dos pontos da Praia da Reserva, no Rio de Janeiro). Essa foto com o chão cheio de camisinha é uma das que eu mais amo.

Eu queria ter feito meu ensaio lá rs. De quem foi essa ideia genial de ter feito as fotos naquele lugar?

Medina - Foi minha. Eu tinha visto “Um estranho no lago” (do diretor francês Alain Guiraudie, 2013), e gostei muito da atmosfera do filme, de perigo, muito louco aquele filme, fiquei bem perturbado. E eu não conhecia esse lugar (no Rio)...

João - E eu não conhecia esse lugar, e, cara, isso foi um “achado”. O Rafa falou do filme e quando chegou lá, cara, era o “visu” do filme. Fomos um dia antes pra ver, e tem toda uma mata lá pra dentro, tem muito cenário ali. 

Medina - Não é uma coisa floresta tropical, sai um pouco dessa coisa Parque Lage.  É a primeira locação fora da casa dos modelos.

João - A gente puxou essa coisa do erotismo mesmo foi no ensaio do Vino, justamente, por ser esse cenário. 

Medina - Quem dá esse tom aí é o modelo. Na verdade, não é o modelo. Acho que tem uma relação entre o modelo e fotógrafo. Tem um ensaio, que é do Marc, que uma foto é erótica, mas o resultado todo não é. 

E como é a escolha dessas fotos?

Medina - A gente não pensa já no resultado das fotos. Temos um fim que é um conceito das fotos, às vezes, uma historinha ou não, mas sempre um conceito. As fotos têm que contribuir para que o ensaio cresça. Temos fotos que não são tão interessantes e entram, como tem fotos incríveis e não entram. É maior sofrimento isso. Ainda bem que existe o Tumblr, pra onde vão as fotos extras. 

Vocês fariam um ensaio com travesti ou transexual?

Medina - Eu queria fazer um “transhomem”, uma mulher que virou homem. Você fazer um ensaio com um cara que virou mulher não é a nossa proposta, pois ele não se sente como homem. Estaria, na verdade, fazendo ensaio com uma mulher. Você é transhomem ou transmulher se você se reconhece como tal, não precisa, necessariamente, ter um órgão genital. 

E se rolasse de transar com alguém no ensaio. Vocês transariam?

João - Se rolar não tem mais foto. A foto não acontece.

Medina - Claro que rola uma tensão sexual, mas eu acho que ela é importante, tem que saber manter isso de uma forma, pois, justamente, se rolar não vai acontecer a foto. Porque emana uma força, é isso que a foto mostra. 

Se você chegou ao final da entrevista, vai saber quem é o nosso misterioso “Alair Gomes” da cena carioca: é o João Maciel. Agora chega de papo e clicar aqui para ver o ensaio e a experiência com o repórter-personagem, bem ao estilo do Jornalismo Gonzo. A Flash Mag também está no Facebook, Instagram e Tumblr (que mostra algumas imagens exclusivas). 

Bon vouyer!



quarta-feira, 22 de julho de 2015

Veja fotos excluZivas da Parada do Orgulho LGBT 2015

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No último domingo, 19 de julho, aconteceu a 18ª Parada do Orgulho LGBT de Belo Horizonte e mais uma vez o Muza esteve presente. O evento organizado pela ong Centro de Luta pela Livre Orientação (Cellos MG) reuniu cerca de 30 mil pessoas celebrando o amor e o orgulho de amar nas ruas de Belo Horizonte.  As fotos que vocês podem ver acima e abaixo refletem isso.  As fotos excluZivas do Muza foram feitas pelo nosso colaborador e parceiro Diego Moreira Fotografia. O Muza parabeniza a Cellos Mg pela organização primorosa no evento  de longe a melhor em anos, e parabeniza as personalidades retradas nessas imagens que assim como Muza continuam firmes e fortes acreditando na liberdade de amar dos cidadãos. 






























terça-feira, 21 de julho de 2015

Revista italiana de esporte provoca: “Quem tem medo de um beijo?”

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A revista italiana sobre esportes, Sportweek , trouxe na capa da edição de julho um casal gay, composto pelos jogadores de rugby Giacomo e Stefano, beijando. 

A proposta é debater justamente a homofobia no esporte, que para revista é “o último tabu”. 

Ao mesmo tempo a repercussão em torno da capa da revista serve para debater a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo na Itália. 

A capa de revista ainda tem o sugestivo título: “Quem tem medo de um beijo?”.


segunda-feira, 20 de julho de 2015

Veja vídeo excluZivo de Trixie Mattel, do RuPaul´s Drag Race

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Veja quem tem um recado para você que acompanha o Muza: Trixie Mattel! Aguarde entrevista excluZiva com a Queen! :) #trixiemattel #rupaulsdragrace #dragqueen


Veja quem tem um recado para você que acompanha o Muza: Trixie Mattel! Aguarde entrevista excluZiva com a Queen!

domingo, 19 de julho de 2015

Hoje é dia da Parada do Orulho LGBT de Belo Horizonte: saiba horários, orientações, esclarecimentos e trajeto!

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Hoje é o dia... de quê? Da Alegria... e do orgulho LGBT! Isso mesmo! Chegou o dia: hoje, 19 de julho, acontece a 18ª Parada do Orgulho LGBT de Belo Horizonte, sim a nossa querida Parada Gay de BH, organizada pela ong Centro de Luta Pela Livre Orientação Sexual (Cellos-MG).

Não vamos perder tempo, porque já temos de ir para a rua ;) Então, abaixo as informações importantes para você ir ao evento hoje: horários, trajetos e dicas de segurança ;)

Tema:
“18 anos colorindo as ruas e garantindo direitos”. 

Concentração

12h - A concentração para a 18ª Parada do Orgulho LGBT de BH iniciará às 12h, na tradicional Praça da Estação, no centro da capital mineira, onde acontece um ato-politico e cultural, com a presença de vários artistas locais, autoridades e militantes. 

Caminha – trajeto trios elétricos 

16h - iniciaremos as saídas dos trios-elétricos na Praça da Estação, os quais passarão pela rua da Bahia, subirão a avenida mais charmosa de Minas Gerais, avenida Afonso Pena, finalizando o trajeto  na avenida Professor Moraes, próxima à avenida Getúlio Vargas.

Dicas de segurança:



Esclarecimento CELLOS-MG:

Querid@s,

Gostaríamos de fazer alguns esclarecimentos sobre fatos que nos tem cobrado posicionamos do CELLOS e antes disso informaremos algumas coisas:

1 - É pratica antiga, quer seja nas paradas de BH ou de outras cidades que alguns trios custeados pela iniciativa privada cobrem para as pessoas subirem no trio ou realizem critérios e seleções diversas para a escolha dos participantes;

2 - O CELLOS não recebeu um centavo de verba pública para a realização da XVIII Parada do Orgulho LGBT de BH, todo o apoio dos órgãos públicos se deu na forma de concessão de serviços ou itens e mesmo de renuncia de cobrança de taxas e NÃO RECEBEMOS APOIO PUBLICO PARA TRIOS ELÉTRICOS;

3 - A nossa XVIII conta com 02 trios elétricos. Um trio da militância, custeado pelo apoio da Fundação Doimo e que tera entre seus participantes militantes e figuras políticas e outro trio da Aprosmig. Esse último custeado pela própria associação;

4 - Devido ao apoio histórico da Aprosmig às causas LGBTs e parcerias com o CELLOS/MG, nós não estamos recebendo recursos da aprosmig, quer seja como participação na venda de abadas ou mesmo taca de participação da parada, essa última que seria cobrada de todos da iniciativa privada.

Assim, queremos esclarecer que lutamos duro para que a Parada do Orgulho LGBT de BH mantenha seu caráter de militância e de luta porém achamos legítimo que uma entidade ou empresa diversa que coloque trio não custeado por verba pública possa realizar cobrança diversa para o custeio do trio. Não fosse isso Netflix ou diversos outros apoiadores nunca teriam colocado trio na Parada de São Paulo. O Que foi proibido lá é que trio custeado com verba publica cobre ingresso, o que concordamos e mesmo que nenhum dos nossos trios seja de origem de verba pública o trio da militância permanece aberto para acolher todos.


sábado, 18 de julho de 2015

Governo de Minas Gerais homenageia a Parada Gay de BH com iluminação “arco-íris” na Cidade Administrativa

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Olha que bacana! O Governo do estado de Minas Gerais coloriu uma das fachadas da Cidade Administrativa, localizada em Belo Horizonte, desde ontem, sexta-feira, 17 de julho, com uma iluminação que remete ao arco-íris, símbolo do movimento LGBT mundial. Na página oficial do Governo Facebook a imagem acima foi divulgada com  o seguinte texto:

“Em homenagem e respeito à diversidade de gênero e à cidadania LGBT, Governo de Minas Gerais ilumina o Auditório JK, na Cidade Administrativa. Belo Horizonte receberá, no domingo, a 18ª Edição da Parada de Orgulho LGBT, que deve reunir 50 mil pessoas na capital mineira”.

Parabéns Governo de Minas! Isso faz a gente sentir ainda mais orgulho de sermos mineiros ;)

Crédito da foto: Marcelo Sant’Anna/Imprensa MG