segunda-feira, 1 de junho de 2015

Gilberto Braga, autor de Babilônia, sobre Marcos Pasquim não viver mais gay na novela: “Fiquei com pena das mulheres”

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O consagrado autor de novela Gilberto Braga, em destaque atualmente por “Babilônia”, concedeu uma entrevista reveladora ao site do jornal O Globo. Além de falar sobre a baixa audiência na novela e falar mais sobre a trama, ele respondeu diversas outras questãoes relacionadas, como o polêmico beijo entre Fernanda Montenegro e Nathalia Timberg no primeiro capítulo, além da mudança sobre o personagem do ator Marcos Pasquim, que teria um romance com o personagem Ivan, do ator Marcello Melo Junior.

Antes de ver as respostas do autor, vale ressaltar que na mesma entrevista o mesmo disse que “O Brasil está mais careta, não tenho a menor dúvida”, que o público é hipócrita (“certas coisas que o adulto aceita ele não quer ver ao lado de uma criança. Foi o caso do beijo”) e que gosta de fazer sucesso (“Gosto de fazer sucesso e vou fazer as concessões que forem necessárias para o público gostar”).

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O personagem do Marcos Pasquim seria gay. Por que essa trama foi mudada?
Para atender um pedido de um grupo de discussão de São Paulo. Elas tinham tesão pelo Pasquim e lamentaram o fato de ele ser gay na novela. Eu fiquei com pena das mulheres e botei ele para ser hetero. Mas vai entrar outro personagem para ficar com o Ivan (Marcello Melo Junior).

Por que o beijo de Fernanda e Nathalia chocou tanto?
O beijo que eu escrevi era um selinho. Eu fiz a cena e lembro que botei selinho. Fernanda, que gosta muito da novela, sugeriu ao (diretor) Dennis Carvalho que fosse um beijo um pouco mais longo e romântico. Não chegou a ser chupão, mas ficou um beijo. Não estou dizendo que a culpa é da Fernanda porque todos nós vimos e gostamos. Então todo mundo é responsável. Ninguém viu nada demais naquele beijo.

Em “Amor à vida”, Félix e Niko se beijaram e havia uma torcida pelo casal. O que mudou de lá para cá?
Lá, o beijo não foi no primeiro capítulo. Nem eram duas estrelas históricas da TV e do teatro, né? O Silvio teve problema com lesbianismo em “Torre de Babel”, mas quando ele fez Sandrinho (personagem gay de “A próxima vítima”, de 1995) não houve problema porque pegou dois atores que não eram ídolos. Se fosse o Fábio Assunção de gay namorando o Marcos Palmeira iriam chiar.