sábado, 2 de maio de 2015

Revista mostra a realidade de homossexuais em empresas do Brasil

Loading

A capa da revista Exame desse mês traz uma pauta interessantíssima: a sexualidade no mercado de trabalho. Com a chamada simples,  direta e objetva: “chefe, sou gay”,  a revista destaca que uma nova geração de executivos homossexuais começa a tratar abertamente uma questão ainda vista como tabu no mundo corporativo — e essa é uma boa notícia também para as empresas.

Na matéria, que você pode ler um trecho no site oficial da revista, são exibidos vários exemplos, inclusive de questões como "o que você faria se tivesse um chefe ou um subordinado gay?" tem sido trabalho por meio de workshop em empresas paulitas, que de uma maneria geral apontam que o preconceito  em relação a homossexualidade ainda é presente no mercado de trabalho no Brasil, mas a passos lentos mudanças vem acontecendo.

Interessante observar que a matéria também mostra a angústia do profissional gay que tem que lidar com questões como omitir atividades do seu dia a dia com os colegas de trabalho e sempre se sentirem ameaçados em serem julgados por sua sexualidade e não apenas sua competência. Abaixo, alguns trechos: 

Assumir-se homossexual quando se atinge determinada posição em uma grande empresa costuma ser muito mais difícil que abrir o jogo em casa ou entre os amigos. Isso porque executivos gays sabem que podem ser vítimas de discriminação ou perder oportunidades de crescimento dentro da empresa.

As empresas americanas têm uma política de diversidade bastante planejada e, algumas vezes, chegam a obrigar suas filiais no Brasil a seguir o mesmo modelo para as chamadas minorias (que incluem, na maior parte das vezes de forma equivocada, negros e mulheres)

O desejo de privacidade, o medo de associação da homossexualidade ao vírus HIV e o desconforto de ter de falar sobre a vida particular com heterossexuais acabam contribuindo para que eles não encontrem lugar mais seguro que o próprio armário. 


Por Valmique