quinta-feira, 14 de maio de 2015

Neste sábado, acontece em BH, a II Marcha Mineira contra a LGBTfobia

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No próximo 16 de maio (sábado), as cores do arco-íris tomarão as ruas do centro de Belo Horizonte. Com o tema “Não ataque meus direitos: violência zero”, a II Marcha Mineira contra a LGBTfobia, organizada por entidades e movimentos sociais de todo o estado de Minas Gerais, tem o objetivo de denunciar as mortes e outras violências sofridas pelos LGBTs, como os discursos de ódio, e exigir a implementação de políticas públicas que promovam a cidadania plena dessa população. 

O evento tem ínicio às 14 h, na praça 7 de Setembro, centro da capital, com oficinas de cartazes e pronunciamentos de representantes de movimentos sociais. Às 16h será realizada uma caminhada até a Praça Raul Soares onde o ato será encerrado, às 19h.  Durante a Marcha, velas serão acessas em memória aos LGBTs vítimas de violência.

“Sofremos violência física nas ruas, mas também um outro tipo de violência por parte das instituições, em postos de saúde, escolas e pela polícia ao não respeitarem nossos direitos. A indiferença é a pior violência que existe, é como se a sociedade fechasse os olhos para o que passamos diariamente”, explica Anyky Lima, presidenta do Cellos MG, uma das entidades que organiza a II Marcha. 

No Brasil, em 2014, dados do Grupo Gay da Bahia informam que  foram registradas 326 mortes em decorrência da LGBTfobia, um aumento de 4% em relação a 2013. Isso significa que, a cada 27 horas, uma pessoa foi assassinada no país por discriminação de identidade de gênero e/ou de orientação sexual. Minas Gerais ocupa o segundo lugar nesse triste ranking, com 30 pessoas mortas.

O dia 16 de maio foi escolhido para a II Marcha considerando o Dia Internacional Contra a Homofobia, 17 de maio. A data lembra o dia em que a homossexualidade foi excluída da Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde - até então era considerada transtorno mental. "A marcha é importante por se tratar de uma data que foi internacionalmente e historicamente escolhida para que nós, LGBTs, pudéssemos mostrar para a sociedade as nossas necessidades enquanto cidadãos e pessoas humanas, tratando de temas que vão da nossa dignidade à luta por direitos civis", esclarece Gleyk Silveira, militante de direitos humanos que participará do ato.

Foto: Roberto Reis - Marcha contra a LGBTfobia 2014