sexta-feira, 10 de abril de 2015

Petição de alunos e professores apura caso de homofobia na UFMG

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É difícil imaginar uma atitude homofóbica vinda de um profissional que tem o papel de promover a construção do conhecimento. Mas foi o que aconteceu. O professor da Universidade Federal de Minas Gerais, José Marcos Rodrigues Vieira, teria dito em aula para alunos: “graças a Deus existe um pouco de heterossexualidade no Direito”.

A informação foi divulgada no perfil do Centro Acadêmico Afonso Pena (CAAP), pelo Facebook. Muitos alunos do 5º período, que não concordaram com as declarações, se retiraram da sala e foram chamados de “vagabundos” de acordo com a petição entregue à reitoria da UFMG. O caso está sendo apurado, mas ainda não foi aberto um processo administrativo para investigação.


O CAAP, em nota, se posicionou contra a atitude do professor Rodrigues. “[...] Isso é inaceitável não só porque se trata do contexto de uma Universidade Pública, que deve respeitar a diversidade, mas, sobretudo, porque estamos num país que ostenta índices recordes de violência física e moral contra gays, lésbicas, travestis e transexuais”, afirmaram os representantes do Centro.

Porém, as reclamações não foram bem recebidas pelo diretor da Faculdade de Direito, professor Fernando Gonzaga Jayme. Ele evitou questionamentos ao professor acusado quando sugerido sobre o afastamento do mesmo e a apuração do caso.

De acordo com a reportagem do G1 os alunos ainda ouviram do diretor que, mesmo que ele indicasse a abertura de um processo administrativo, ele mesmo teria condições de manipular as investigações, de forma a beneficiar o colega docente.