quinta-feira, 12 de março de 2015

Brasil: filho de casal gay morre após suposta agressão por homofobia na escola

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Morreu após dias de coma, o adolescente Peterson Ricardo de Oliveira, possível vítima da homofobia, já que era filho adotivo de um casal homossexual. Segundo um dos pais do garoto, Márcio Nogueira, ainda não sabe se o filho foi mesmo vítima de preconceito. "Bateram nele no corredor onde ficam alunos de um lado e de outro batendo em quem passa. Eles disseram que ele subiu para a sala de aula e começou a passar mal. Abriu a porta e saiu gritando 'vou morrer, vou morrer, eu não quero morrer. Me ajuda, me socorre.' Foi a hora em que me chamaram na escola”, contou ao G1.

A suposta agressão ocorreu em uma escola do interior paulista, onde Peterson estudava desde os seis anos de idade. A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo afirmou que não há registro de violência na escola e que lamenta a morte. A diretora da unidade escolar disse que houve apenas uma pequena discussão dentro da sala de aula entre os alunos.

Após entrada no hospital, foi verificado que a vítima teve uma parada cardiorrespiratória e passou por processo de reanimação. Exames também mostraram que a vítima teve hemorragia, contudo não apresentava sinais externos de violência física, o que confirma Carlos Laerte Amaral, o outro pai dele: “Estamos esperando o resultado da necrópsia. Ele não apresentava hematomas e está sendo investigado se houve agressão física”.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Eduardo Boigues Queroz, titular da Delegacia de Homicídios de Itaquaquecetuba, o estudante "brigou com alguns garotos na entrada da escola e passou mal quatro horas depois. Ele brincou, assistiu aula e depois passou mal. Ele já tinha um aneurisma. Não podemos afirmar que ele passou mal por conta da briga". O caso está sendo investigado e nenhuma hipótese está descartada".

Os pais dele, que possuem um outro filho adotivo, declararam que desejam que a justiça seja feita.