sábado, 28 de fevereiro de 2015

Fernanda Montenegro: “vejo é que os héteros se separam cada vez mais e os gays só pensam em se casar”

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Como já sabem, a próxima novela das 21h da Rede Globo, Babilônia, vai ter um casal homossexual, formando pelas veteranas e respeitadas atrizes Fernanda Montenegro (Tereza) e Nathália Timberg (Estela). Na última quarta-feira, foi apresentada a novela à imprensa e foram revelados mais curiosidades sobre as personagens e Fernanda falou mais sobre. 

Os personagens:

Tereza será mãe de Beatriz, a grande vilã vivida por Glória Pires, e criou Rafael (Chay Suede), neto deixado por uma outra filha, já morta. O rapaz chama Teresa e Estela de mãe. 

Em uma das primeiras cenas do casal na novela, Estela diz: “A sociedade às vezes tenta mudar, esconder, pessoas como eu. Não conseguem, não vão conseguir. Tenho certeza que pessoas como a Estela e como eu ainda vão mudar a sociedade”, 

A novela de Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga estreia em 16 de março na faixa das 9 da Globo. 

Fernanda Montenegro

“A relação delas é de muito cuidado, uma tentando salvar a outra dos males da vida.”

“Neste tema dos duplos já foi feito de tudo na ficção – teve a descoberta da homossexualidade, a dificuldade de assumir, homem com homem, mulher com mulher, expectativa sobre beijo, sobre beijo de língua, essas coisas todas. Este é um novo caminho e mais: uma demonstração de que esses pares existem na sociedade. Apenas isso”, reflete. 

“O que eu vejo é que os héteros se separam cada vez mais e os gays só pensam em se casar... Para eles, é um ato de afeto e um ato político.”

“As cenas não são, obviamente, de erotismo, muito menos daquele erotismo didatizado do qual a televisão vem até abusando ultimamente... Mas a gente se toca, há carinho ali.”

“Todo mundo já sabe que os personagens homossexuais fazem parte da sociedade e devem, por isso, estar presentes em todas as manifestações artísticas. É claro que há os mais conservadores, os religiosos, os homofóbicos, todos os que são contra. Mas os que acharem estranho vão tolerar. Já está bom assim.”