domingo, 4 de maio de 2014

Comissão da Arquidiocese de São Paulo publica nota em prol dos LGBT

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Como muitos sabem, acontece, nesse momento, a 18.ª Parada do Orgulho de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais de São Paulo. Mas um destaque em relação ao maior evento de visibilidade LGBT do Brasil  aconteceu na última sexta-feira: a Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo publicou uma nota pública em razão à Parada e a preservação da cidadania LGBT.

A nota pede a “a defesa da dignidade, da cidadania e da segurança das pessoas LGBT... é imprescindível para a construção de uma sociedade fraterna e justa”. Desta forma, a própria Comissão justifica a divulgação da nota: “Por isso não podemos nos calar diante da realidade vivenciada por esta população”.

Leia abaixo a nota na íntegra e que ela sirva de exemplo para respeito na sociedade diante das diferenças individuais:




Nota da Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo

Fiel à sua missão de anunciar e defender os valores evangélicos e civilizatórios dos Direitos Humanos, a Comissão Justiça e Paz de São Paulo (CJPSP) vem a público manifestar-se por ocasião da 18ª Parada do Orgulho LGBT que se realiza na Av. Paulista no próximo domingo, dia 04 de maio de 2014.

Nosso posicionamento se fundamenta na Constituição Pastoral Gaudium et Spes, aprovada pelo Concílio Vaticano II, que diz: “As alegrias e esperanças, as tristezas e angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem, são também as alegrais e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo; e não há realidade verdadeiramente humana que não encontre eco no seu coração.”

Assim, a defesa da dignidade, da cidadania e da segurança das pessoas LGBT – lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais – é imprescindível para a construção de uma sociedade fraterna e justa. Por isso não podemos nos calar diante da realidade vivenciada por esta população, que é alvo do preconceito e vítima da violação sistemática de seus Direitos Fundamentais tais como a saúde, a educação, o trabalho, a moradia, a cultura, entre outros. Além disso, enfrentam diariamente insuportável violência verbal e física, culminando em assassinatos, que são verdadeiros crimes de ódio.

Diante disso, convidamos as pessoas de boa vontade e, em particular, a todos os cristãos, a refletirem sobre essa realidade profundamente injusta das pessoas LGBT e a se empenharem ativamente na sua superação, guiados pelo supremo princípio da dignidade humana.

São Paulo, 30 de abril de 2014.