quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Pesquisa do Ibope mostra avanços no Brasil entre religiosos e homossexualidade

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Um sinal de avanço no Brasil em relação ao embate religião x homossexualidade, conforme mostra divulgação de recente pesquisa do IBOPE Inteligência/CNT (Confederação Nacional dos Transportes) feita para a revista Época. 

Na pesquisa, 55% acham que o tema homossexualidade deve ser incluído no currículo das aulas de educação sexual e 60% são a favor de que líderes religiosos sejam acusados de crime de homofobia se pregarem contra homossexuais. Entretanto,  61% são contra a possibilidade das instituições religiosas realizarem a união entre pessoas do mesmo sexo. 

Ao todo foram entrevistados2002 no final de 2013, sendo 61% católicos, 24% evangélicos e 4% de outras religiões. Mais da metade  (59%) declara ser praticante. Os que não tem religião somam 10%.

O deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) divulgou o resultado desta pesquisa nas redes sociais e escreveu sobre: 

“A bancada de parlamentares fundamentalistas religiosos adora blefar que fala em nome da maioria da sociedade brasileira para negar a aprovação de projetos legislativos que garantam proteção e direitos à comunidade LGBT, mas esta bancada não representa sequer a totalidade dos evangélicos e católicos que diz representar, como constatado pela pesquisa Ibope de Dezembro/2013

(...)

Afinal, se tais parlamentares não pautassem sua atuação na desonestidade intelectual e manipulação de informações, pesquisas de opiniões públicas como esta, que contrariam seus discursos, os obrigariam a legislar a favor da garantia de direitos para a população LGBT já que, público e eleitoralmente, eles se guiam pelo o que eles supõem que a "maioria da população brasileira" acha sobre determinados assuntos”.