quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Dia Visibilidade Trans: Livro sobre primeiro transhomem do Brasil vai virar filme + depoimento sobre documentário sobre trans de Juiz de Fora

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Como sabem, hoje, 29 de janeiro, é considerado no Brasil o “Dia Nacional da Visibilidade de Travestis e Transexuais”. O Muza já divulgou duas ações interessantes relacionadas a data e agora traz mais duas. 

A primeira é a informação de que o livro “Viagem Solitária”, de João W. Nery, que conta a história do primeiro transhomem brasileiro ganhará uma adaptação para o cinema.  A adaptação foi aprovada pelo Edital de Desenvolvimento de Longa-metragem da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo. Ainda não há previsão ou mais detalhes, apenas que a direção será de Patricia Galucci. Abaixo, você pode ver uma entrevista que João W. Nery, que também foi lembrado na Campanha acima da Coordenadoria da Diversidade de Barueri.

O Muza também compartilha com vocês abaixo, mais uma vez, o documentário “Muito Prazer - travestis e transexuais de Juiz de Fora”, de 2010 e feito pelo Núcleo de Direitos Humanos e Cidadania LGBT da UFMG -- Nuh/UFMG; Projeto Educação sem Homofobia e departamento de Produção de Material Didático Audiovisual. Abaixo, um interessante depoimento Tatiana Carvalho Costa, responsável pela Supervisão de Produção de Material Didático Audiovisual:

“Hoje é dia da Visibilidade Trans. Desde 2010, quando Roberto Reis, Daniel Arruda Martins e eu filmamos para este vídeo, para o Nuh/UFMG, duas meninas que nos deram depoimentos já morreram. Não foi por assassinato e a morte delas, muito provavelmente, não vai para as estatísticas oficiais. Uma delas, a Fernanda Muller, já dava sinais, no vídeo, de uma vida com vários elementos, institucionais inclusive, que a levavam para fora, como tantas vidas de outrxs que não se encaixam num ideal hegemônico, opressor e ilusório de normalidade. Fernanda, linda e talentosíssima, foi-se no ano passado. A outra, Tynna Medsan, igualmente linda e talentosa, havia terminado recentemente a graduação e matemática na UFJF e foi vítima de um sistema, governamental inclusive e sustentado pela sociedade, que a impediu de procurar estruturas de saúde melhor aparelhadas para realizar-se. Como bem disse Marco Aurélio Maximo Prado, "é mais uma na conta dos governantes que insistem em barrar uma política pública de direitos para transexuais e travestis no Brasil".