quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Chega ao fim gestão do Deputado Pastor Marco Feliciano como presidente da Comissão de Direitos Humanos

Loading


Não foi uma renúncia, mas de certa forma podemos comemorar: o deputado pastor Marco Feliciano (PSC-SP) não é mais o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias do Brasil. Sua gestão no cargo chegou ao fim ontem, quarta-feira, 18 de dezembro.  

Como podemos definir a gestão de Feliciano? Em duas palavras: polêmica e preconceituosa. Em 2103, constantemente, ele foi notícia. Desde sua chega à presidência da Comissão, em março, até em sua saída. 

Abaixo, segue uma breve retrospectiva feita pelo site do Estadão, que resume bem a gestão do deputado pastor. Clique aqui para ver uma mais detalhada, reparem que sua marca foi perseguir os direitos LGBT e promover questões religiosas. Uma prova do quanto é perigoso a mistura de religião com política, mesmo em um país considerado “laico”.

Cronologia: Ano marcado por polêmicas

28 de fevereiro de 2013
Indicação
O Estado revela que o PSC indicaria o deputado Marco Feliciano, acusado de ser homofóbico e racista, para presidir a Comissão de Direitos Humanos da Câmara.

7 de março
Eleito
Marco Feliciano é eleito presidente da comissão.

13 de março
Primeiras reuniões
A 1.ª sessão presidida por Feliciano ocorre em meio a bate-boca, vaias e tumulto. A 2.ª reunião, dia 20, também é tumultuada e ele deixa a sessão após 8 minutos.

9 de abril
Pressão
Mesmo sob pressão de líderes da Câmara, Feliciano diz que não renuncia.

1º de maio
Cura gay
Feliciano põe na pauta o projeto de "cura gay", que suspende trecho da resolução do Conselho Federal de Psicologia que proíbe profissionais da área de "tratar" homossexuais.

18 de junho
Aprovação
A despeito de protestos, a comissão aprova projeto da "cura gay". O texto ainda seguiria para duas comissões antes de ir a plenário.

2 de julho
Arquivamento
Câmara aprova arquivamento do projeto da "cura gay".