segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Professores da UFMG são acusados de homofobia e machismo dentro e fora das salas de aula

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Os professores da UFMG Antonio Zumpano e Francisco Coelho são acusados por alunos da Universidade por fazer comentários homofóbicos e machistas em sala de aula e nas redes sociais. Insatisfeitos com a situação, estudantes iniciaram, na última semana, uma campanha para afastá-los.  

Para exemplificar alguns dos teores dos comentários do professor, a matéria do O Tempo On line entrevistou algumas pessoas da UFMG que disseram ter lido ou ouvido algo como: “desafio alguém a mostrar aqui depoimento de algum pai aceitando seu filho gay”  e “Disse que a nossa colega era atraente e que se não houvesse uma relação de professor e aluno, ele gostaria de ficar na horizontal com ela”. 

Em entrevista ao jornal O Tempo o professor disse estar sofrendo “assédio moral fantástico por causa de um mal-entendido profundo”. Ele também disse que entende a sociedade atual mas que “Há gente que usa bandeiras para denegrir os outros”.

Por meio de nota a UFMG negou que tenha afastado qualquer um dos professores.

“Incitando a homossexualidade” 

O professor da UFMG e coordenador do Núcleo de Direitos Humanos e Cidadania LGBT (Nuh) da Universidade, Marco Aurélio Máximo Prado, foi acusado pelo professor Antônio Zumpano de incitar a homossexualidade. Zumpano enviou uma mensagem, pelo Facebook, com link para a imagem abaixo, contendo os dizeres: “Um professor da UFMG incitando a homossexualidade. Ele pode. Eu não posso incitar a moralidade e o patriarcalismo. Quem não está zelando o nome?”. A imagem abaixo é de uma campanha do Centro Universitário UNA, realizada este ano, a qual teve como objetivo, justamente, combater a homofobia no meio acadêmico.