sábado, 17 de agosto de 2013

Jovens que dançaram para Feliciano rebatem acusações e dizem “não é uma briga de minoria”

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Em entrevista ao site Bhaz, os dois passageiros que cantaram e dançaram a música Robocop Gay para o deputado federal Marco Feliciano (PSC) afirmaram que não são gays, como havia “acusado” o político em seu Twitter. Eric Corazza e Conrado Ribeiro, ambos de 26 anos, decidiram protestar dentro do avião após perceberem que outros passageiros também criticavam Feliciano.

A dupla ainda negou que foram intercedidos pela Polícia Federal ao desembarcarem do avião, como declarou o pastor Roberto Marinho, que estava sentado ao lado de Feliciano no voo. Ele também usou o Twitter e afirmou que autoridades haviam sido acionadas após o pouso e que os amigos não foram detidos porque o deputado não quis prestar queixa.

Eric rebateu as acusações ressaltando que não ultrapassaram os limites do respeito durante o protesto. “Ninguém usou palavras de baixo calão ou o xingou em nenhum momento. Não somos gays e essa não é uma briga de minoria. Queríamos demonstrar que o preconceito se encontra na cabeça do Feliciano”, declarou.

Como alguns passageiros gritavam "Fora Feliciano!", os dois tiveram a ideia de cantar o hit dos Mamonas Assassinas. Segundo Conrado, foi uma oportunidade de mostrar ao deputado que muitos não concordam com sua "ideologia fundamentalista" e projeto de "cura gay". "A nossa atitude foi respaldada por muitos recém-amigos gays que estavam no avião, mas, infelizmente, não tiveram a coragem de levantar e se manifestar criativamente. Inclusive, a única violência que ocorreu no ato veio por parte de um defensor do político que tentou me agredir e tomar a minha câmera”, afirmou.

Feliciano ainda não esclareceu porque decidiu não registrar a ocorrência, apesar de se considerar vítima de um ataque. Para Eric, ele está tentando distorcer os fatos ao se posicionar dessa forma. Os amigos garantem que apenas manifestaram o que muitos queriam dizer em resposta às declarações e posicionamento anti-homossexuais do deputado. “Acredito que o mundo está carente de amor e compaixão, devemos esquecer diferenças, pois são com elas que aprendemos e evoluímos”, finalizou Eric.