segunda-feira, 1 de julho de 2013

Revista Veja São Paulo mostra a “cura gay” em 10 igrejas evangélicas

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A revista Veja São Paulo, em reportagem de capa, percorreu dez igrejas evangélicas da capital para saber o que os pastores pregam sobre a homossexualidade. Sem se identificar como jornalista, o repórter bateu às portas de cada uma dizendo que era um homossexual disposto a tentar uma nova vida. O objetivo era saber como essa questão é tratada no dia a dia dessas religiões

Na reportagem de João Batista Jr. [Colaboraram Daniel Bergamasco e Nathalia Zaccaro, de uma maneira geral, as igrejas Universal, Internacional da Graça de Deus, Mundial e Deus É Amor: os homossexuais são pecadores, atuam sob influência do “maligno” e precisam da “libertação”. 

Além disso, também são considerados pecadores, equiparados a assassinos e ladrões. Um dos conselhos dos pastores nesta tentativa de “cura gay” é o homem casar com uma mulher, ter filhos e, obviamente, não contar para ela que “era gay”.

Tais pastores também usam passagem da bíblia como a de Levítico 18:22, que diz: “Não te deitarás com um homem, como se fosse uma mulher: isso é uma abominação”. Entranto, estudiosos consideram tais citações e/ou interpretações como fundamentalistas, já que, são levadas ao pé da letra e, pertinentemente, outras passagens não são seguidas.

A matéria ainda mostra exemplos de “ex-gays” e ressalta que rituais como “sai capeta!” são tão violentos quanto a de conversas íntimas com pessoas que procuram igrejas ou tempolos sobre o assunto. 

No caso “ex-gay”, destaca-se o da ex-transformista que “curado” se encontra com um grupo de cerca de vinte gays em reuniões nos moldes dos alcoólicos anônimos. “Oramos, lemos a Bíblia, cada um conta sua história e tento fazê-los entender que precisam sair da vida de pecado”.

A matéria ainda mostra o caso de duas pastoras que foram a favor da “cura gay” por anos, até que se conheceram e não resistiram ao amor. Atualmente, elas fundaram uma igreja e ajudam pessoas religiosas que sofrem, mas não conseguem ser “ex-gays”: “Quase todos eles tentaram se ‘salvar’ e não conseguiram. É normal recebermos aqui gente que já quis se matar várias vezes devido a esses processos, que causam um problema sério de autoaceitação”.

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