terça-feira, 2 de julho de 2013

Projeto “cura gay” é arquivado, mas Feliciano pretende desarquivar

Loading

Nada como um dia após o outro... ontem divulgamos a reportagem sobre como é a “cura gay” em igrejas evangélicas em São Paulo e hoje temos o prazer em divulgar que o projeto “cura gay” - aprovado na Comissão de Direitos Humanos e Minorias do Brasil  presidida pelo infame deputado pastor Marco Feliciano (PSC-SP) – foi retirado da pauta da Câmara e arquivado. 

O anúncio foi feito pelo deputado federal e também pastor evangélico João Campos (PSDB-GO), que é o autor do projeto “cura gay”. O anúncio foi feito por meio de nota, que você pode ler abaixo, na íntegra.

Segundo informações do UOL a decisão foi tomada após o PSDB se posicionar contra a medida depois da onda de manifestações que se espalhou pelo país, algumas delas contra a cura gay --o partido chegou a dizer, em nota, que o projeto era um "retrocesso". 

Feliciano pretende desarquivar o projeto

Se você prestar atenção, verá que o projeto de “cura gay” foi arquivo, ou seja, podem desarquivar o mesmo. E quem pretende fazer isso? Isso mesmo, o inimigo número 1 dos LGBT: Marco Feliciano. O deputado que é pastor evangélico escreveu em seu twitter:

"O PDC não foi arquivado, mas retirado, e pode voltar. E voltará na próxima legislatura quando teremos um número maior de deputados evangélicos. Essa perseguição de parte da mídia e dos ativistas nos fortaleceu, e nosso povo acordou. Nos aguardem em 2015! Viremos com força dobrada",

"Sempre soubemos que esse projeto não ia passar porque temos poucas pessoas aqui dentro que lutam dentro desse mote. Na próxima legislatura, a bancada evangélica vai dobrar o seu número e a gente voltar com força."

Tanto Feliciano quanto Campos acusam que o projeto está sendo usado pelo governo para tirar a atenção dos protestos que estão acontecendo na rua. Entretanto, eles esqueceram que os protestos também incluíam manifestantes contra a “cura gay”.

Mas atenção pessoal. O recado foi dado: nas próximas eleições, na dúvida, vamos votar em candidatos que sejam defensores e pró-LGBT.