terça-feira, 18 de junho de 2013

Feliciano preside hoje votação de projeto "cura gay" e aceita convite para festival sobre diversidade

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Em meio a protestos sociais em todo o país, sobretudo nas capitais, como Belo Horizonte. Hoje, terça-feira, 18 de junho, políticos brasileiros deverão gastar o seu tempo para votar um projeto de lei voltado a suposta "cura gay" na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, presidida pelo deputado-pastor Marco Feliciano. Isso mesmo!

Se aprovado, a lei permitirá que psicólogos ofereçam terapia para homossexuais que queiram “deixar de ser gays”. O que foi proibido desde 1999 pelo Conselho Federal de Psicologia. Já houve tentativa de votação do projeto em outros momentos, mas devido aos protestos a votação foi diversas vezes adiada. Aguardemos!

Há menos de um mês, o deputado pastor Marco Feliciano – sinônimo para muitos de incoerência e preconceito – recebeu um convite público do Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade, que você pode ver na íntegra na imagem acima. O convite-anúncio, publicado no jornal Folha de São Paulo no final de maio, convida o deputado pastor para a 21ª edição do Festival e também para a reflexão. Dias depois, Feliciano, via e-mail, aceitou o convite com o texto abaixo:

Aos senhores organizadores do 21º Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade

Senhores,  quando a ironia é fina, inteligente e custa uma página de jornal, devemos sim refletir, portanto, aceito o convite feito por vossas senhorias através do anuncio no jornal Folha de São Paulo. Um festival que, de forma ordeira e pacífica, levanta a bandeira da diversidade, merece nosso respeito e compreensão, pois, se queremos que respeitem nossas posições, devemos reciprocidade.

Minha origem cristã não repudia a diversidade. Jesus disse: - “Ide e preguai (sic) o evangelho a  todos” e o Apóstolo Paulo, mandou que dessem atenção aos gentios em primeiro lugar.

Sempre devemos estar em reflexão, é inerente ao ser inteligente, criado a imagem e semelhança de Deus, amando-O sobre todas as coisas e o nosso próximo como a nós mesmos.

Respeitar a diversidade não quer dizer que devamos renunciar as nossas convicções a respeito de temas sejam eles os mais polêmicos, evitando sempre o confronto, a não ser de ideias.

Reafirmo que, quando alguém não pensa exatamente como nós, não significa que sejamos inimigos, antes de tudo, somos filhos do mesmo Deus.

Pr. Marco Feliciano
Deputado Federal PSC/SP
Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias