domingo, 30 de junho de 2013

Lady Gaga e Cher são destaque na Parada Gay de Nova York

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Na última sexta-feira, 28 de junho, aconteceu a Parada do Orgulho Gay de Nova York. A cidade é símbolo para o Dia Mundial do Orgulho Gay, que é celebrado no mesmo dia.  Mas o destaque nos eventos realizados na noite de sexta foi a presença de Lady Gaga e Cher. Isso mesmo!

Gaga estava sumida desde fevereiro quando teve que cancelar sua turnê Born This Way Ball, por causa de uma cirurgia no quadril que a fez andar por alguns meses de cadeira de rodas, discursou no evento, celebrou o fim da lei existente nos Estados Unidos que considerava casamento somente união entre homem e mulher – DOMA – e fechou em grande estilo: cantando o hino nacional dos Estados Unidos, como podem ver no vídeo abaixo. Gaga disse: “Nós não somos um nicho. Nós somos parte, uma enorme parte da humanidade. Essa é a hora de sermos mainstream”. Abaixo, você pode ver na íntegra e legendado o discurso de 15 minutos de Lady Gaga.

Cher esteve em outro evento e aproveitou a oportunidade para agradecer os seus fãs gays/lgbt: “Do fundo do meu coração, eu tive altos e baixos ao longo da minha carreira e vocês nunca me deixaram. Eu fui cafona, chata, tudo… e vocês sempre estavam comigo”. Acima, você pode ver o look da Cher e abaixo, o vídeo no qual ela faz o agradecimento friendly. 

EM TEMPO: Cher e Lady Gaga não estão no melhor dos momentos entre as duas... o motivo teria sido o cancelamento do dueto entre as duas no novo disco de Cher. Gaga não teria gostado do resultado e cancelou sua participação. Alguns dizem que ela cancelou para não dividir os holofotes em seu retorno com o disco ARTPOP, que deverá ser lançado no mesmo período do novo disco da Cher. Resultado? Cher não está seguindo mais Gaga no twitter. Em resposta a um fã sobre o possível mal estar entre as duas, Cher disse que deixou de seguir Gaga “acidentalmente” na rede social. Verdade ou não... uma pena não termos o dueto entre as duas! 




sábado, 29 de junho de 2013

Parada LGBT de BH 2013 é adiada, mas ainda não há nova data

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O Muza traz com excluZividade o comunicado oficial do Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual de Minas Gerais (CELLOS-MG) sobre o adiamento da Parada do Orgulho LGBT de BH 2013. Estava previsto a realização no dia 14 de julho, mas, até o momento, não há uma nova data definida:

NOTA DE ESCLARECIMENTO: ADIAMENTO DA XVI PARADA DO ORGULHO LGBT DE BH

A Parada do Orgulho LGBT de BH é, sem dúvida, a maior manifestação de cunho popular e político da cidade de Belo Horizonte e do estado de Minas Gerais, ocorrendo anualmente desde 1998 de forma ininterrupta. Historicamente organizado por entidades do movimento social de luta em prol da causa LGBT, o evento sempre possibilitou a expressão dos anseios dos cidadãos marginalizados em razão de sua orientação sexual e/ou identidade de gênero, sendo considerada uma das Paradas mais politizadas do Brasil.

O Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual de Minas Gerais (CELLOS-MG), no papel da entidade que coordena a realização da Parada e, considerando o contexto político atual no qual a população vai às ruas em busca de novos direitos e para expressar sua indignação e repúdio a diversas injustiças sociais e opressões vivenciadas historicamente por todo o povo brasileiro, vem a público comunicar a sua decisão de adiar a XVI Parada do Orgulho LGBT de BH, anteriormente programada para ocorrer no dia 14 de julho deste ano. Será adiada também a IX Semana BH Sem Homofobia.

O adiamento, com prazo ainda indeterminado, se justifica por diversas razões, sendo as principais:

• o aumento da probabilidade de ocorrência de incidentes que podem comprometer a segurança, a pacificidade e a organização durante a realização da Parada e da IX Semana BH Sem Homofobia nas datas previstas, devido à exaltação dos ânimos da população, ações de grupos oportunistas e a forma inadequada como os órgãos de segurança têm lidado com essa situação;

• a situação caótica da região central da cidade de Belo Horizonte com relação aos transtornos causados pela Copa das Confederações e aos preparativos para a Copa do Mundo de 2014;

• a inadequação do formato da Parada do Orgulho LGBT frente às necessidades do presente contexto político, no qual as manifestações nos espaços públicos têm outra tônica política;

• a decisão de priorizar a participação ativa do CELLOS-MG nas manifestações, representando nas ruas as demandas do Movimento LGBT;

• a decisão de priorizar o estímulo à presença nos protestos de cidadãos gays, lésbicas, bissexuais, travestis, transexuais, afins e simpatizantes que, de forma espontânea ou mobilizada por entidades de luta popular como o CELLOS-MG, têm desempenhado um papel fundamental no protagonismo da população brasileira nestes protestos.

O adiamento da XVI Parada do Orgulho LGBT de BH não representa, contudo, a interrupção da luta em favor de um Estado laico de fato, capitaneada pelo movimento LGBT e por outros representantes de minorias cuja cidadania encontra-se ameaçada pelo fundamentalismo religioso presente na atual conjuntura política brasileira. Pelo contrário: essa decisão significa uma alteração na estratégia de um coletivo de ações contínuas na direção da construção de uma sociedade mais justa que tanto queremos para nós e para as futuras gerações. A defesa do Estado laico expressa no tema da XVI Parada será, desta maneira, incorporado aos nossos gritos nas ruas, junto do restante da população brasileira que, bravamente, se manifesta neste momento ímpar da história política do nosso país.


Vamos tod@s ocupar as ruas e nos somar ao coro dos insatisfeitos e excluídos que exigem mudanças que promovam verdadeiramente justiça, igualdade, dignidade e respeito para tod@s, sem distinção.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Presidenta Dilma se encontra com representantes LGBT no dia do Orgulho Gay

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As manifestações por todo país estão surtindo efeito? A presidente Dilma Rousseff se reuniu com representantes do movimento LGBT e determinou que o governo busque dados mais precisos sobre a violência contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (Demorou né?)

A reunião aconteceu no Palácio do Planalto, nesta sexta-feira (28), data em que é comemorado o Dia Mundial do Orgulho LGBT. A orientação da presidente foi dada às ministras de Direitos Humanos, Maria do Rosário, e de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, durante encontro.

De acordo com o representante da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, Toni Reis, a presidente explicou que é preciso ter "números para combater toda e qualquer intolerância e ódio”. Ele destacou que os movimentos entregaram uma carta assinada por todas as organizações LGBT com vários pontos de reivindicação, como por exemplo, a necessidade de aprovação do Projeto que criminaliza a homofobia. Os movimentos também pedem mais recursos para políticas públicas relacionadas e a rejeição do projeto sobre “cura gay”.

Vamos acompanhar os fatos ansiosos por ações que promovam dignidade e respeito.

EM TEMPO: O Governo Federal lançou, na última quinta, o Sistema Nacional de Promoção de Direitos e Enfrentamento à Violência contra Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (Sistema Nacional LGBT). Durante o lançamento foi criado um comitê gestor de enfrentamento da chamada LGBTfobia, o preconceito e a violência contra a diversidade de orientação sexual e de identidade de gênero. O sistema será formado basicamente por centros de promoção e defesa - com apoio psicológico, jurídico, entre outros tipos de suporte - e por comitês de enfrentamento à discriminação e de combate à violência.

História - 28 de junho: Dia Mundial do Orgulho Gay/LGBT

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People! Hoje, 28 de junho,  é considerado o Dia Mundial do Orgulho Gay, Lésbico, Bissexual, Transgênero, Travestis  e Transexuais. E se você não sabe o motivo, o MUZA lhe explica, com TODO ORGULHO:

Na década de 60 existia um bar em Nova York, chamado Stonewall, que era frequentado pelo público LGBT. Tudo ia bem no local, com exceção das constantes revistas ou visitas repressivas que a polícia local fazia no bar.

Até que no dia 28 de junho de 1969, cansados da repressão policial, os frequentadores do Stonewall iniciaram uma verdadeira rebelião contra esses atos de intimidação da polícia, que durou dias e ficou conhecida como “A rebelião de Stonewall”.

A rebelião culminou em uma marcha ocorrida no dia 1º de julho de 1970, em lembrança do aniversário do motim, se tornando assim a percussora das Paradas do Orgulho Gay, que felizmente, hoje, são realizadas em várias partes do mundo.

Desta forma, A Rebelião de Stonewall se tornou um marco por ter sido a primeira vez que um grande número de LGBT´s se juntaram para resistir aos maus tratos e preconceitos que viviam.

A “Rebelião de Stonewall” já virou filme em 1995: “Stonewall”, dirigido por Nigel Flinch. Também dois documentários: “Before Stonewall: the making of a gay and lesbian community” (Antes de Stonewall: o fazer da comunidade gay e lésbica), de 1984, dirigido por John Scagliotti e Greta Schiller. O outro documentário foi lançado em 1999, chamado “After Stonewall” (Depois de Stonewall), dirigido por John Scagliotti.




quinta-feira, 27 de junho de 2013

Nos Estados Unidos lei é alterada e casamento também significa união entre pessoas do mesmo sexo. Veja vídeo comemorativo da Google e depoimentos de Madonna, Alanis, Britney Gaga e Obama

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Ontem, quarta-feira, 26 de junho foi um dia histórico para os LGBT nos Estados Unidos: a Suprema Corte do país invalidou uma lei federal que definia casamento somente como união entre um homem e uma mulher. 

Segundo o G1 a 'Defense of Marriage Act' (DOMA, Lei de Defesa do Casamento), que o tribunal considerou inconstitucional, negava aos casais do mesmo sexo nos Estados Unidos os mesmos direitos e benefícios garantidos aos casais heterossexuais... casais do mesmo sexo e casados legalmente em 13 dos 50 estados e na capital Washington DC tenham acesso aos mesmos benefícios federais que os casais heterossexuais.

E teve mais: com a queda da DOMA a Prop 8, que proibia casamento no estado da Califórnia, também perdeu a validade. 

Celebridades se manifestaram nas redes sociais e comemoraram a decisão, dentre elas: Madonna, Alanis Morissette, Britney Spears, Lady Gaga e o presidente Obama:

“Que ótima maneira de começar o meu dia! Estou com sorriso de orelha à orelha! Há um DEUS! A justiça foi feita! Aleluia!” – Madonna

"Que dia incrível! Aqui  para o resto da América, seguindo o terno mais rapidamentepossível! Grande abraço” – Alanis Morissette, juntamente com a imagem acima

“Nós fomos longe hoje. #DomeStruckDown Tantos lutaram por tanto tempo. Tenham orgulho, o preconceito agora é a minoria” – Lady Gaga

“A Decisão DOMA hoje é um passo histórico para #CasamentoIgualitário #AmorÉAmor” – Presidente Barack Obama

"Feliz e orgulhosa com a decisão da Suprema Corte ontem #Igualdade #AmorÉAmor" - Britney Spears 

O Google também se manifestou, com o belo vídeo abaixo, que traz diversos trechos de imagens pertinentes. A música é “Same Love” de Macklemore e Ryan Lewis com participação de Mary Lambert, que tem um vídeo igualmente belo sobre o amor entre pessoas do mesmo sexo, que você também pode/deve ver na sequencia.  Ai ai... aprende Brasil! Aprente Feliciano e Cia!



Dica de balada: festa “Remake” na sexta-feira

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Amanhã, sexta-feira, 28 de junho, acontece a primeira edição da festa “Remake”. A festa tem produção de Rafael Sandim, responsável pela ótima e conhecida “Yes Porn”. Sente a vibe das informações oficiais:

“Que tal reviver o seu filme preferido em uma festa? Essa é a proposta da Remake, que em sua primeira edição homenageia o filme Hedwig: Rock, Amor e Traição, com a participação de Dolly Piercing como Hedwig! Welcome shot de tequila com Dolly Piercing, de graça!”

No line up os DJ´s – quer irão tocar rock, trilhas de filmes, indies, pop e hits - Barbara Deister, Célia Regina e Rafael Sandim. Haverá também hostess e performance de música do filme com Dolly Piercing! 

A entrada é R$ 12, envie os nomes para remakeparty@gmail.com R$ 15 até 00h. A festa acontece no Nelson Bordelo (rua aarão reis, 554 - centro).

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Beijo gay entre Fábio Assunção e Vladimir Brichta é destaque em programa de TV

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O Muza, como sempre, fica atento a tudo que acontece. Inclusive na programação da TV aberta. Ontem, no programa “Tapas e Beijos”, exibido pela Rede Globo, os galãs Fábio Assunção e Vladimir Brichta, que interpretam Jorge e Armane respectivamente, deram um beijo.  E não foi só isso. O episódio foi todo gay friendly, com direitos a frases como:

“O que foi? Nunca viu dois homens em uma banheira não?” – do personagem Jorge para o funcionário do Motel

“Eu estou pouco me ligando para o que os outros acham... o que aconteceu entre a gente foi um lance lindo... não precisa ficar com vergonha.. tá rolando sim e qual é o problema” – do personagem Jorge, para os que estavam fazendo fofoca sobre o suposto caso entre ele e Armane, antes do beijo.

“se o Jorge for gay ele não serve mais para ser seu amigo? Tá parecendo pastor que vive falando mal de gay” – de Fátima, papel de Fernanda Torres, para Armane.

Na história, os dois amigos, dividem um romântico banho de espumas, após uma confusão entre eles e suas namoradas e são acusados de, na verdade, serem amantes. 

Além disso, o preconceito foi debatido em outro momento e com outro personagem: a travesti Stephanie. Na história ela é considerado a esposa de um outro personagem além de massagista profissional. O casal enfrenta o preconceito e resistência de outro casal, Flavinha e Djalma, em relação à capacidade de Stephanie como massagista e de convidá-los para jantar. 

São programas, em momentos como esse, que ajudam a combater o preconceito ao trazer as questões LGBT de maneira ao mesmo tempo sutil e presente no dia-a-dia. Parabéns! Ahazaram! 

Clique aqui para ver as cenas do beijo e da banheira.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Confirmado: Beyoncé fará show em BH (e outras cidades do Brasil). Saiba + sobre valores, pré-venda e vendas.

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Já podemos comemorar? Já pode gritar? Sim! Se havia alguma dúvida, agora não há mais, está no site oficial: Beyoncé fará show em Belo Horizonte (e em outras cidades brasileiras) em setembro.

Além do Rock In Rio no dia 13 de setembro (que está com os ingressos esgotados), Queen B fará shows em Fortaleza (dia 8), São Paulo (dia 15) e Brasília (dia 17). O show em BH será no dia 11, no Mineirão, com produção da Malab Produções e TF7 Eventos.

Sobre pré-venda e vendas

Ainda não foram divulgados os valores, mas já há informações sobre pré-venda e vendas:

"The Mrs Carter Show World Tour" é patrocinada pela Pepsi, Coty e MasterCard. Haverá uma pré venda para membros da Beyoncé Beyhive Blog com início no dia 26 de Junho. Fãs devem acessar Beyoncé.com para se registarem e terem a chance de comprar primeiro seus tickets. Haverá também uma pré venda da Mastercard antes do início de vendas para o público geral em cada cidade.

Os ingressos para os shows mencionados abaixo  serão vendidos pela Livepass. www.livepass.com.br

Fortaleza
Show dia 08 de setembro
Local: Arena Castelão
Vendas a partir de 11 de julho, às 00:01
 
Belo Horizonte

Show dia 11 de setembro
Local: Mineirão
Pré-Vendas a partir de 18 de julho, às 00:01
Venda a partir do dia 20 de julho, às 00:01
 
São Paulo

Show dia 15 de setembro
Local: Estádio do Morumbi
Vendas a partir de 28 de junho, às 23:59
 
Brasília
Show dia 17 de setembro
Local: Estádio Nacional
Vendas a partir de 3 de julho, às 00:01


Valores ingressos show BH


Cadeira superior – R$ 140/70
Pista – R$260/130
Cadeira especial – R$ 280/140
Espaço Bossa Nova – R$320/160
Pista Premium – R$ 500/250

Camarote – Aguardem informações

Para aquecer, vamos com as duas novidades musicais recentes de Beyoncé: Standing On The Sun (que foi trilha de um comercial e começou a ser performada nos shows há pouco tempo) e Rise Up (trilha a animação Epic, no Brasil “Reino Escondido” no qual a própria Beyoncé dá voz a um dos personagens). Mas antes, claro, um trailer ma-ra-vi-lho-so da The Mrs. Carter Show World Tour.





domingo, 23 de junho de 2013

Quer ver o filme “Minha Mãe É Uma Peça”? O Muza sorteia 5 pares de corteZia!

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Está em cartaz nos cinemas, desde a última sexta-feira, o filme “Minha Mãe é uma peça”. O filme é uma adaptação do espetáculo teatral de uma das revelações do humor brasileiro: Paulo Gustavo.  

O Muza já viu e recomenda: o filme tem um humor divertido, no melhor estilo sitcom, que faz você em várias cenas dizer/sentir algo como “isso já aconteceu comigo”. A relação da Dona Hermínia com o filho gay Juliano (Rodrigo Pandolfo) retrata, com humor, o que provavelmente muitos homossexuais já viveram em sua vida. A caracterização de Paulo Gustavo com o Dona Hermínia também é um destaque a parte: ficou muito bem feita. 

Abaixo, você pode ver o trailer oficial do filme e imagens divulgadas no Facebook oficial sobre a relação da mãe com o filho gay.

Quer ganhar um par de corteZia para ver o filme? 

O Muza sorteia 5 pares de corteZia. Isso mesmo! Como você pode garantir a sua? Simples! Basta seguir os passos abaixo:

3 pares serão sorteados pelo Facebook

1- Curta a página do Muza no Facebook 

2- Entre na aba “promoções”, clique e participe.

3- COMPARTILHE PUBLICAMENTE a imagem do show que está lá.

2 pares serão sorteados via e-mail:

4 – Envie e-mail para contato@muza.com.br com os dizeres “Minha Mãe É Uma Peça” no título, contendo seu nome completo. 

O resultado será divulgado na noite de sexta-feira, 28 de junho. Quem ganhar, poderá assistir o filme em qualquer cinema que estiver exibindo-o, mas apenas de segunda a quinta-feira, exceto feriado. Os ganhadores também deverão enviar o nome e endereço completos para contato@muza.com.br

Resultado promoção filme “Minha mãe é uma peça”: Facebook: Paulo de Souza, Leila Oliveira e Maria Rodrigues E-mail: Guilherme A. Guimarães e Joana P. L. Silva Parabéns! Nome completo + número identidade para contato@muza.com.br até às 17h de segunda-feira. Obrigado a todos que participaram! :)


Continuem conectados no Muza para outras promoções! ;) 







sábado, 22 de junho de 2013

Compartilhe: agência de BH cria artes contra o projeto de lei “cura gay”

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Sabemos que um dos piores momentos da história do Direitos Humanos no Brasil aconteceu, ironicamente, quando, nessa semana, a Comissão de Direitos Humanos e Minorias do Brasil aprovou  o projeto de lei “cura gay”

É bom ressaltar que o projeto é de autoria do deputado pastor João Campos (PSDB-GO) e a Comissão é presidida por outro deputado pastor: Marco Feliciano (PSC-SP)


Mas como sabemos, hoje, outro espaço no qual as pessoas manifestam e se expressam: as redes sociais. Nesse sentido, a agência Fábrika Comunicação Integrada, aqui de BH, desenvolveu artes simples, diretas e eficientes contra o projeto “Cura Gay” e contra a decisão da Comissão. 

No álbum oficial no Facebook intitulado “Diferença Não É Doença”, na qual você pode ver outras artes como as imagens acima e abaixo, consta a seguinte explicação: 

Se você também acredita que diferença não é doença, compartilhe. Porque respeito é bom e todo mundo gosta. A gente acredita nisso. #naoprecisodecura








sexta-feira, 21 de junho de 2013

Capa da revista MAG é uma bela maneira de dizer Fora Feliciano e Fora Cura Gay

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Em uma semana em que o absurdo projeto de "cura gay" foi aprovado pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias do Brasil, presidida pelo deputado pastor Marco Feliciano, a capa da nova edição da revista FFW MAG – grupo responsável pelo SPFW – é um colírio. 

Mas não é só a capa dessa edição que merece destaque, mas também o editorial de Camila Yahn. Abaixo, a reprodução na íntegra, como fez o Mix Brasil:

As recentes notícias sobre a aprovação da Cura Gay pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados mostra que realmente muitos políticos ainda não entenderam o que está acontecendo nas ruas do país. Para quem não sabe do que se trata, é um projeto que defende tratamento psicológico para homossexualidade. Hã? Sim, e aprovado por uma comissão de DIREITOS HUMANOS. Entende como não casa uma coisa com a outra?

Nas faixas de manifestantes durante a votação lia-se “não há cura pra quem não está doente”. Mas quando um deputado tentou adiar a votação, teve seu microfone cortado. O projeto aprovado permite que psicólogos proponham tratamento para a homossexualidade, indo contra às próprias normas do Conselho Federal de Psicologia, que proíbem que a homossexualidade seja vista como doença. O projeto ainda precisa passar por mais duas comissões da Câmara e, se aprovado, segue para votação no plenário.

Gente, independente da sua posição sobre o assunto ou orientação sexual, essa escolha não é da conta de ninguém e me deixa sem palavras o fato de que pessoas com esse pensamento pré-histórico e preconceituoso estão à frente de uma comissão chamada DIREITOS HUMANOS.

O Brasil está passando por uma chance única de desenvolvimento, crescimento e de transformação. Estamos recebendo dois grandes eventos esportivos, tem trabalho rolando, dinheiro circulando e o mundo olhando para cá. As manifestações nas ruas mostram um esgotamento geral do povo contra corrupção, contra a falta de um transporte que dê conta, contra a violência, a repressão, a falta de educação e saúde, e também contra pessoas que usam sua cadeira no poder para criar leis que não cabem na sociedade hoje (na minha cabeça nunca coube). Como um país que, ao mesmo tempo que aprova a união civil de casais gays, pode aprovar esse projeto?

Quando vi essa capa da Mag, fotografada por Gustavo Zylbersztajn, nos perfis do Facebook do Paulo Martinez e do Paulo Borges, fiquei muito tocada. Porque ela simboliza valores muito humanos que, na capa, estão expressados através do amor entre dois homens, mas que são valores que todos nós precisamos – e que o Brasil precisa para enfrentar os desafios que estão se mostrando: respeito, solidariedade, espaço, igualdade, expressão e amor.

Nós, como povo, estamos mostrando que temos força e que podemos causar transformações unidos e pacificamente. Nas ruas e nas redes sociais, entre tantas reclamações que temos, também diga não à Cura Gay. #transformabrasil #nossavidanoteuseiomaisamores

E a volta da Cher? Nova música, novo visual e nova performance.

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Finalmente: Cher está oficialmente de volta. A muza pop retorna com seu primeiro disco de inéditas em anos: Closer To The Truth. 

A primeira música de trabalho é a já conhecida “Woman´s World” – afinal, foi divulgada no final de 2012 - mas agora ganhou , como podem ver abaixo, um lyric vídeo oficial e uma versão finalizada.

Cher também retornou às performances na TV na final do programa The Voice, com podem ver abaixo, na qual performou o novo single com um visual punk-pica-pau.

EM TEMPO: Em recente entrevista, Cher confirmou que Lady Gaga não fará mais um dueto com ela no novo disco. O motivo? Gaga não gostou de sua voz... 







Amanhã, sábado, acontece em BH manifestação que também será contra “Cura gay”

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Amanhã, sábado, 22 de junho, acontecerá em Belo Horizonte uma manifestação em razão à convocação da Assembleia Popular realizada na noite de terça, 18 de junho. Na pauta da manifestação, que abordará outras questões - clique aqui e saiba mais - está a absurda aprovação do projeto de lei “cura gay” pela Comissão De Direitos Humanos e Minorias no Brasil, presidida pelo deputado pastor Marco Feliciano (PSC-SP):

- Repúdio a aprovação pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias na Câmara dos Deputados do projeto de lei popularizado como Cura Gay - que cosifica como doença a orientação sexual diferente da hétero.

A manifestação está prevista para às 14h, mas a concentração, na praça 7, será a partir das 10h.

Haverá uma concentração, próxima ao edifício Acaica, próximo à Praça 7, voltada especificamente ao repúdio ao projeto "cura gay". Clique aqui e saiba mais.

Para inspirar, abaixo, dois belos cartazes que tem circulado pelo Facebook.



quarta-feira, 19 de junho de 2013

ColunaZs - "O Brasil mostrou sua cara!"

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Noite de segunda-feira, 17/6.
Enquanto escrevo estas palavras, há um helicóptero sobrevoando minha casa. Neste exato momentos existem pessoas no centro, e outras próximas ao estádio em BH. Pessoas por todo o país, protestando. Muitos amigos, inclusive. Enquanto você lê isso talvez não estejam acontecendo manifestações, talvez sim, talvez discussões, talvez notícias, talvez tudo. A situação muda por segundo. Quero que tenham em mente o momento em que escrevi o texto. Fiz questão de apagar o que já havia preparado, de escrever escutando o barulho do helicóptero, me comunicando com amigos em diferentes manifestações, inclusive a alguns quarteirões daqui de casa.

Moro em uma região boa da cidade, central, bem localizada, no sul de BH. Região de classe média. Vivo no que já chamei diversas vezes, de bolha de segurança, na parte bonita e feliz. É de se pensar que eu seria contra tudo isso, pois minha vida é ótima. Sem assalto, faço tudo andando, sem trânsito, sem ônibus cheio. Em teoria, tenho uma vida confortável. Mas eu mesmo já chamei essa vida de ilusão, uma bolha incrivelmente sensível, que pode estourar a qualquer momento. Mas agora a bolha de segurança que explodiu não foi a minha, nem a sua, foi de nossos governantes. Nós acordamos!

Sou completamente a favor do protestos, já disse isso. Publiquei, na sexta (14/6), um texto sobre os motivos dos protestos, a violência da polícia, a incompetência de grande parte da mídia, o uso da internet.


A violência é unilateral, parte da polícia. A tentativa de repressão é absurda. Protestos, como o que foi em direção ao Mineirão, começam pacíficos, seguem pacíficos, até encontrarem ação policial.  Repito, seria ingênuo dizer que todos os manifestantes estão agindo de forma pacífica. Em meio aos milhares, alguns poucos agem com vandalismo. Mas não podemos tirar a legitimidades das manifestações por este motivo. Já falei disso na sexta, mas acho que vale repetir. A violência que estamos vendo por parte daqueles que deveriam nos defender, o grande catalizador das manifestações.

(Dizem, sem confirmação, que duas pessoas morreram. E que quem tentou socorrer, foi reprimido. Não há confirmação, no momento em que escrevo isso)

0s 20 centavos que faltavam, a gota d’água para fazer o copo (ou oceano) de insatisfações transbordar. A repressão policial fez com que tudo jorrasse.

Citando um pedaço do que escrevi sexta:

Acho sensacional que o disparador de tudo tenha sido “só 20 centavos”. Isso mostra o quão séria é a situação. Estamos tão cheios, que apenas 20 centavos foram necessários para chegarmos ao limite. Não aguentamos mais nem 2 centavos de absurdo, que dirá 20. Pois já suportamos milhões, talvez bilhões, de atrocidades todos os dias. Atrocidades sim, me desculpe se a palavra parece pesada. Mas não é só agora que pessoas estão levando tiros no olho sem motivo. Também não é apenas quando a polícia usa de violência física que somos agredidos. Levamos tapas, socos, balas, todos os dias e nem percebemos.

(O helicóptero acaba de passar bem perto do meu prédio)

Uma frase que se repete, “O gigante acordou”. Sim, acordamos. Com orgulho. Me emociona ver pessoas de todas as idades, classes, cidades, se unindo. É hora de cobrar nossos direitos, hora de dizer chega, já aguentamos demais.

Acordamos também com relação ao nosso papel. Nós somos a mídia! Provavelmente as informações mais completas sobre as manifestações estão sendo recebidas, disseminadas, por nós. Somos fortes nas ruas, somos fortes na internet. Somos incrivelmente fortes.

(Mais relatos de amigos jornalistas tendo equipamentos destruídos pela polícia)

Hoje li um texto com o qual me identifiquei imensamente. É lindo ver todos os protestos, é maravilhoso ver o país acordar, os feeds do facebook se transformarem em um canal de notícias completíssimo. Mas existe uma preocupação. O nosso foco! Não devemos ter um motivo único, mas devemos saber o que cobramos. Percebo, não só nas ruas, mas na própria organização das manifestações, uma grande dúvida com relação aos ideias, o que se cobra, contra o que se luta. Vale a leitura do texto, que é uma bela reflexão a respeito disso. Bom pensar nisso antes de voltar as ruas, organizar, discutir, protestar. Mas sem muita demora, pois já esperamos demais.


(Novamente o helicóptero)

(Me enviaram o mapa dos protestos pelo país)


Manhã de terça-feira, 18/6.
Já não passam mais helicópteros por aqui, as pessoas nas ruas não estão em manifestações. A última coisa que li ontem foi sobre a votação da “cura gay”, que acontece hoje. Li aquilo e fui me deitar, não aguentei. Mais um absurdo, pois é disso que precisamos agora, mais um abuso. Bem, agora temos mais um motivo para ir as ruas.

Neste momento mais manifestações são organizadas, o senso de urgência cresce. Não querem esperar sábado, nem quarta, para voltar as ruas, querem hoje. Maior do que a urgência para voltar as ruas, é a urgência para mudanças, respostas, ações.


Senso de urgência, imediatismo, que muitos dizer ser um dos males que a internet nos trouxe. A mesma internet que alastrou as manifestações, ajudou e ajuda a organizar novas, noticia de forma eficiente e rápida os acontecimentos. A mesma internet que torna tudo isso possível e tão forte. Como disse Eliane Brum em sua colunaQuem tanto ironiza os “ativistas de sofá” precisa começar a entender que as fronteiras entre as ruas já não existem – ou pelo menos exigem outro tipo de interpretação.”. Sim, é hora de ir para a rua! Mas nem todos podem, e nem todos devem. Precisamos de grandes movimentações, nas ruas e fora delas. Se pode ir, vá! Se não pode, manifeste-se na internet. Se for, informe pela internet. Somos todos manifestantes, e podemos ser on e off-line ao mesmo tempo, em momentos separados. A informação ao vivo, partindo de nós, é o que torna estas manifestações tão poderosas.

(Um helicóptero sobrevoando a área. Achei que estava de passagem... Tem uns 10 minutos que eles está por aqui)

“Saímos do facebook e fomos para as ruas.” Uma das frase mais repetidas. E das ruas usamos o facebook, e do facebook fizemos uma nova rua. Uma rua onde se anda, uma rua reflexo das ruas físicas, umas extensão de nossos protestos.


Já estou no trabalho.

Ontem escrevi que não foi nossa bolha que explodiu, e sim de nossos governantes. Retiro o que disse. Nós estouramos nossa bolha de falsa segurança, saímos de nossa zona de conforto e ainda estouramos a bolha deles. Tudo de uma vez. Além de um basta em tudo, demos um basta para os óculos cor-de-rosa. Esse foi o nosso acordar.

Pedi isso no meu primeiro texto este ano, pedi um 2013 sem ilusão. Quando escrevi o texto, confesso que tinha poucas esperanças, mas muito desejo. Estou maravilhado com as manifestações, com a vontade das pessoas. Ao mesmo tempo enojado com a repressão. “Cuidado com o que deseja”, talvez eu devesse ter desejado um pouco mais, quem sabe...

O texto que citei ontem – você está lendo tudo isso de uma vez, eu sei – fala das múltiplas ideologias. Mantenho que não devemos escolher uma apenas. Mas também mantenho que devemos saber quais são as ideologias. Temos muitas, muitas mesmo. Eu sei. Nenhuma deve ser deixada de lado. Mas devemos estar cientes, para não gerar confusão e enfraquecer as manifestações. Corrupção, infraestrutura, saúde, educação, direitos humanos, liberdade de expressão, de ir e vir, de manifestar. Pense, saiba pelo que luta.

Estou repetindo isso por ser – no que diz respeito aos manifestantes - o que mais me incomoda. Não podemos deixar as múltiplas ideologias se tornarem motivo para dispersão e enfraquecimento, elas devem ser a base, a força de tudo. Não escolha por qual motivo você vai protestar e deixe os outros motivos para os outros, lute por todos.


Tarde de terça-feira, 18/6.
O gigante acordou, e não vai dormir tão cedo. Continuemos a nos manifestar, cobrar nossos direitos, discutir, falar. O Brasil mostrou sua cara!


Então te convido, vamos para as ruas? 

*Becha Má é twittera toda trabalhada no veneno purpurinado. The bitch says: follow my ass! 


terça-feira, 18 de junho de 2013

Projeto "cura gay" é aprovado na Comissão de Direitos Humanos e Minorias

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Que país é esse? Que Comissão de Direitos Humanos é essa? Que Comissão de Direitos Humanos e MINORIAS tem esse país?! Parece brincadeira, mas não é.

Hoje cedo divulgamos que haveria na tal Comissão, presidida pelo deputado pastor Marco Feliciano, uma votação de projeto de lei – criado por outro deputado pastor João Campos (PSDB-GO) – voltado à “cura gay” que, resumindo, permite aos psicólogos promover tratamento com o objetivo de curar a homossexualidade.

Essa foi a quinta ou sexta vez que o projeto entrava em votação na Comissão, anteriormente houve protestos que impediram a realização dos votos. Mas hoje, aconteceu mais uma votação e, desta vez, os protestos  não foram o suficiente e o tal projeto foi aprovado.

Segundo informaões da Folha.com  A votação foi simbólica: durante o debate, apenas os deputados Simplício Araújo (PPS-MA) e Arnaldo Jordy (PPS-PA) discursaram contrários ao texto. Araújo tentou adiar a votação com pedidos de leitura da ata da última sessão e retirada do projeto da ata --ambos foram rejeitados. A votação é uma vitória da bancada evangélica, que tenta avançar com o projeto há dois anos. Durante o debate, manifestantes exibiram cartazes com frases contrárias ao texto. "Não há cura para quem não está doente", dizia um deles.

"A Casa deve acordar para o que aconteceu ontem nas ruas, ao que está acontecendo nesse país. Essa aqui é uma prova que nós estamos muito longe de entender o que a sociedade realmente quer discutir aqui dentro dessa Casa", afirmou Simplício Araújo, sendo aplaudido por alguns presentes.

O tal projeto “cura gay”, para ser efetivo, ainda ter terá que passar ainda por outras duas comissões da Casa: Seguridade Social e Constituição e Justiça. Se aprovada em ambas, segue para o plenário da Câmara.

Vídeo

Por falar sobre a estupidez do projeto “cura gay”,
além do desrespeito com os psicólogos, convido vocês para verem – novamente - o vídeo do programa Entre Aspas, apresentado por Mônica Waldvoguel, com a presença do deputado Roberto de Lucena (deputado federal do PV-SP), que apoia o projeto sobre "cura gay", e da psicóloga Carla Bianca Angelucci (do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo,) que em suas colocações deixa nítida a falta de propósito de tal discussão e de tal projeto e, ainda, explica tudo, no mínimo de forma muito inteligente, para aquelas pessoas – como tais deputados e cia - que ainda tem alguma dúvida de que homossexualidade seja doença e a atuação dos psicólogos neste contexto.






Feliciano preside hoje votação de projeto "cura gay" e aceita convite para festival sobre diversidade

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Em meio a protestos sociais em todo o país, sobretudo nas capitais, como Belo Horizonte. Hoje, terça-feira, 18 de junho, políticos brasileiros deverão gastar o seu tempo para votar um projeto de lei voltado a suposta "cura gay" na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, presidida pelo deputado-pastor Marco Feliciano. Isso mesmo!

Se aprovado, a lei permitirá que psicólogos ofereçam terapia para homossexuais que queiram “deixar de ser gays”. O que foi proibido desde 1999 pelo Conselho Federal de Psicologia. Já houve tentativa de votação do projeto em outros momentos, mas devido aos protestos a votação foi diversas vezes adiada. Aguardemos!

Há menos de um mês, o deputado pastor Marco Feliciano – sinônimo para muitos de incoerência e preconceito – recebeu um convite público do Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade, que você pode ver na íntegra na imagem acima. O convite-anúncio, publicado no jornal Folha de São Paulo no final de maio, convida o deputado pastor para a 21ª edição do Festival e também para a reflexão. Dias depois, Feliciano, via e-mail, aceitou o convite com o texto abaixo:

Aos senhores organizadores do 21º Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade

Senhores,  quando a ironia é fina, inteligente e custa uma página de jornal, devemos sim refletir, portanto, aceito o convite feito por vossas senhorias através do anuncio no jornal Folha de São Paulo. Um festival que, de forma ordeira e pacífica, levanta a bandeira da diversidade, merece nosso respeito e compreensão, pois, se queremos que respeitem nossas posições, devemos reciprocidade.

Minha origem cristã não repudia a diversidade. Jesus disse: - “Ide e preguai (sic) o evangelho a  todos” e o Apóstolo Paulo, mandou que dessem atenção aos gentios em primeiro lugar.

Sempre devemos estar em reflexão, é inerente ao ser inteligente, criado a imagem e semelhança de Deus, amando-O sobre todas as coisas e o nosso próximo como a nós mesmos.

Respeitar a diversidade não quer dizer que devamos renunciar as nossas convicções a respeito de temas sejam eles os mais polêmicos, evitando sempre o confronto, a não ser de ideias.

Reafirmo que, quando alguém não pensa exatamente como nós, não significa que sejamos inimigos, antes de tudo, somos filhos do mesmo Deus.

Pr. Marco Feliciano
Deputado Federal PSC/SP
Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias

domingo, 16 de junho de 2013

ColunaZs - "Onde estão os gays?"

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“se todo mundo é mesmo gay, o mundo tá na minha mão...” (Marina Lima)

Semana passada aconteceu no Brasil o dia dos namorados, uma das datas mais rentáveis para o comércio brasileiro. Lojas ficam cheias, cinemas lotados, restaurantes com listas quilométricas de reservas e motéis, então, nem se fala. Todos querendo ganhar dinheiro em cima do amor, do romance, do carinho que fica muito mais perceptível nessa época. Mas esse texto não é para falar mal da data, apesar de muita gente criticá-la. Eu acho bonitinho, cafona como qualquer coisa ligada ao amor. Mas quem foi que disse que é feio ser cafona? 

O mercado publicitário sempre soube explorar bem as campanhas do 12 de junho. A televisão fica cheia de corações, as lojas se preparam, pipocam anúncios aqui e ali. Isso não é de hoje, desde que eu me entendo por gente já percebo essa movimentação, que começa logo depois do dia das mães. 

Acontece que, de uns tempos para cá, com esse aumento do uso das redes sociais, com os virais sendo compartilhados para todo mundo ver e campanhas rendendo muito mais, as agências perceberam que vale muito mais a pena criar uma divulgação colaborativa do que algo estático. E por isso tivemos essa enxurrada de “concursos culturais” (entre aspas porque todo mundo sabe que não é somente um concurso) no último dia dos namorados. Era um tal de criar frase, usar aplicativo para medir a afinidade do casal, compartilhar imagem... tudo para gerar muito mais barulho para as marcas. 

Acompanhei de perto uma dessas promoções de dia dos namorados. A premissa era postar uma foto do casal no Instagram, com algumas hashtags e criar uma frase bonitinha sobre o momento. Os ganhadores, claro, seriam revelados no dia 12 e levariam para casa alguns prêmios, que agora não saberia precisar quais, mas tinha uma TV dessas enormes, alguns filmes em blue-ray, e por aí vai. 

O que me chamou atenção, contudo, foi que, de umas quase três mil fotos, apenas duas (repito, apenas duas) eram de casais gays. Nem vale a pena fazer uma porcentagem porque vai dar um número tão pequeno que chega a ser vergonhoso. Rolando as fotos, vendo tantos momentos legais de alguns casais, coisas que sei que eles guardam com carinho na memória, me veio a pergunta: onde estão os gays? 

Recentemente, o autor de “Amor à vida”, Walcyr Carrasco, foi duramente criticado ao dizer que os gays podem se beijar em qualquer lugar, mas que só faziam isso em locais específicos. Na entrevista, ele respondia que não achava natural os homossexuais cobrarem tanto o beijo gay na televisão se eles mesmo não estavam se beijando em qualquer lugar. 

Na época, conversando com diversos amigos sobre o tema, todos concordamos que, de fato, não dá para os gays demonstrarem afeto em qualquer lugar. Lembro que, uma vez, lancei a pergunta a meus amigos que namoravam, se eles demonstravam afeto em locais públicos. Todos disseram que sim mas, ao listarem os locais, eram sempre os mesmos estabelecimentos ditos “amigáveis”. Me peguei pensando, então, até que ponto essa limitação geográfica continuará caso ela não seja forçada. Caso, dia a dia, um casal gay continue nos mesmos pontos, e não marque um novo território. 

O caso dessa promoção talvez tenha servido, infelizmente, de exemplo para o que o Walcyr Carrasco disse. Não havia nenhuma restrição, nas regras, dizendo que os casais deveriam ser homem+mulher, exclusivamente, mas as poucas fotos postadas pelos gays fizeram com que, mais uma vez, eles não fossem vistos em todos os lugares. A expressão “terra de ninguém” ganharia um peso todo novo se fosse aplicada no sentido de que não há separações, no sentido de transformar em verdade “essa tal liberdade” que o autor da novela das nove acredita existir. Uma linda terra de ninguém, arrisco a dizer...   

Texto de Flavimar Dïniz. Ele está na internet desde 1999, quando sofria com conexões discadas e downloads a 3.4 kbps. Começou no mundo dos blogs em 2002 e não entende como não ficou rico com internet igual a tantos outros de sua geração. Adora música, cinema, literatura e jornalismo, sua formação profissional. Escreve sobre o ele achar que dê um texto de mais de 140 caracteres.