quinta-feira, 14 de março de 2013

Próximo sábado acontece, em BH, segundo ato de repúdio contra eleição do deputado pastor Marco Feliciano

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Grande parte dos brasileiros se recusam a aceitar e ficarem quietos diante da posse do deputado federal Marco de Feliciano (PSC-SP), visto como racista e homofóbico, ao cargo de presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias. Sendo assim, os pedidos de anulação da eleição e os manifestos continuam acontecendo pelo país, inclusive em BH.

Segunda manifestação em BH

No próximo sábado, 16, uma segunda manifestação acontecerá em Belo Horizonte, na Praça Sete, às 14h. A organização é do  CELLOS-MG (Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual de Minas Gerais). “Consideramos que a eleição do pastor e deputado Marco Feliciano é uma manobra política imoral e ilegal. É um retrocesso que satisfaz apenas a interesses políticos, ameaçando efetivamente a dignidade e cidadania de diversas brasileiras e brasileiros', publicou o CELLOS-MG.

Depoimento de quem participou da primeira manifestação

A internauta Carolina Vitória, de 28 anos, bastante engajada nas causas feministas, LGBT e consciência negra, entrou em contato com o Muza para relatar sua tamanha indignação com o ocorrido. Inconformada, após Marco Feliciano ter sido eleito à portas fechadas, tratou de convocar um manifesto na capital mineira – realizado no último sábado, 9 de março - em seu perfil no facebook, que obteve o apoio de páginas como “Machismo chato de cada dia”, Moça, você é machista” e “Feminismo sem demagogia”. 

Para ela, o número de manifestantes em BH foi pequeno, comparado às outras capitais, porém o movimento foi expressivo. “O que devemos destacar é a importância da conscientização politica em nossa sociedade. Infelizmente, não existe nas escolas disciplinas de educação política, ambiental, educação no trânsito, e com isso há a formação de cidadãos sem autocrítica, principalmente, na hora de votar, e foi justamente isso que aconteceu com a nomeação do Marco Feliciano. Apesar da nomeação de Marco Feliciano para Presidente da CDHM não ter saído da população, mas os votos para torná-lo Deputado Federal sim”, salienta.

A ativista também falou sobre o excelente papel que as redes sociais têm desempenhado no processo de informar e deixar as pessoas mais politizadas sobre os assuntos do país. “Outra coisa super bacana que está acontecendo é a rapidez da passagem de informações de uma pessoa pra outra em longas distâncias através das redes sociais, e a agilidade que a internet nos dá em organizar um manifesto sensibilizando tantas pessoas em tão pouco tempo em todo país, o que não aconteceria nos tempos das cartas e telefone”, destacou.