sexta-feira, 8 de março de 2013

Laerte adota nome Sônia e quer colocar silicone

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“Agora quero colocar peitos de silicone”, revelou o cartunista Laerte à “Folha de São Paulo”. Apesar disso, ele, que também adotou o nome Sônia, disse que não pretende mexer “em nada lá embaixo.” 

Aos 61 anos, o cartunista, assumidamente bissexual, se veste com roupas femininas desde 2009, mas torce o nariz ao fato de ter duas personalidades ou dois sexos. Para ele, não é homem nem mulher, apenas um transgênero ou “transgênera” (como prefere).


A matéria, publicada na última semana, também destacou uma série de coincidências na vida de Laerte e de sua irmã caçula, Marilia Coutinho (imagem acima), 49 anos, entre elas a luta contra o preconceito. “Reivindicamos o direito de ser dono do próprio corpo. Eu quero ser forte, rápida, flexível. Não importa o aparelho genital com que nasci”, disse Marilia. Além de bióloga, ela é levantadora de peso e afirma que pode ser como quiser independente do aparelho genitor com que nasceu.

Numa família de quatro irmãos, os dois colecionam fatos comuns que marcaram suas vidas: Ambos foram militantes na década de 1970; foram estuprados, Marília passou pelo trauma do vício às drogas, e Laerte, em 2005, perdeu um dos três filhos em um acidente de carro.

Fotos de Bob Wolfenson